|
O mundo inteiro bebe o famoso "VINHO DO
PORTO" e qual o porquê dele ter muita fama e a qualidade
exuberante de que é possuidor? É o que pretendemos mostrar aos
leitores. Existem muitos tipos de vinhos, de excelente qualidade
em todo o mundo, como os vinhos tintos e verdes, produzidos tanto
em Portugal como na Espanha, França, Argentina, Chile e Ilha da
Madeira, porém, existe toda uma diferenciação com o maravilhoso
"VINHO DO PORTO".
Em uma época remota, por volta do século
17, o Rei de Portugal enviou alguém à França com o intuito de
trazer mudas de videiras e ao fazer um estudo sobre locais que
pudessem produzir vinhos de alta qualidade, localizou as terras do
Douro como um local preferido, uma vez que era um região muito
seca, com raras épocas de chuvas, porque as videiras não requerem
muita água.
Após localizar a região certa, que
ficava nas cercanias de PÊSO DA RÉGUA, MESÃO FRIO e BARQUEIROS,
locais que possuíam altas serras e encostas, ali mandou plantar as
referidas mudas e o resultado foi esplendoroso, uma vez que surgiu
um vinho de alta qualidade.
Esses vinhos acondicionados em pipas,
eram enviados por intermédio de "barcaças" pelo Rio Douro até a
cidade do PORTO, mais precisamente ao lado do Rio Douro com a
cidade de "VILA NOVA DE GAIA" e daí surgiu a fama mundial do vinho
por intermédio da conhecida marca mundial "VINHO DO PORTO-ADRIANO
RAMOS PINTO" e não existe ninguém no mundo inteiro que não saiba
da qualidade desse vinho e em quase todas as manifestações de
homenagens é quase totalmente qualificado, vamos comemorar com um
"PORTO".
Foi a coexistência de vários vinhos de
qualidade na região demarcada do Douro que purificou o vinho, e a
aplicação dos plantadores das videiras, que escolheram os melhores
locais para o crescimento das videiras e a autorização modelar da
plantação controlada, bem como, as vinhas aptas a produzir e
selecionadas por um critério qualitativo, e tão somente 5 anos
depois é que as vinhas são qualificadas a produzir o vinho.
Essa viticultura, que é a principal da
região, está em local muito difícil, porque as condições
climatéricas são muito rudes, com solos pedregosos e a maioria
plantada em patamares nas descidas das encostas. Todavia, dão um
aspecto muito bonito a esses morros, porque formam verdadeiras
curvas de plantações, embora seja penoso de executar, devido a
essas condições climáticas e aos terrenos muito acidentados com
encostas quentes, secas e muito fragosas.
No ano de 1998, eu estive em Pêso da
Régua, Mesão Frio e Barqueiros e me infiltrei no meio dessas
videiras e locais que faziam o vinho, fiquei muito impressionado
com tudo, com o trabalho, com a visão dos morros e suas
plantações. Ali nessa região do Douro, tudo é bem controlado,
tanto no que se refere a pragas de insetos, onde existem técnicas
mistas de lavoura, parte mecânica com uso de herbicidas e as
mobilizações do solo.
O transporte do vinho até a cidade do
PORTO era feito em barcaças, ou seja os famosos "Barcos Rabelos",
e que por séculos seguidos eram usados na grande via de
comunicações do Rio Douro com o litoral de PORTUGAL, servindo
também a toda região trasmontana e muitas vezes tinham grande
dificuldade, uma vez que, para descer para o litoral não havia
problemas mas, a subida era as vezes difícil devido à calmaria dos
ventos e socorridos por juntas de bois e até dos próprios
marinheiros a rebocá-los pelas encostas do rio. O Rio Douro era a
única via navegável que atravessa todo o norte do país. Hoje tudo
é feito por modernos barcos motorizados, como também existe a
ferrovia que vem do Porto e passa pela Régua.
Portanto, temos o famoso e famosíssimo
"VINHO DO PORTO-ADRIANO RAMOS PINTO", como também outras marcas
famosas, mas essa marca ficou gravada eternamente no conceito
mundial para a maior glória do nosso querido e eterno Portugal.
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
|