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Por Adriano da Costa Filho*


Segunda-feira | 13 ABR 09

Coluna Luso-Descendente
“Vinho do Porto: Origem, forma e fama”

O mundo inteiro bebe o famoso "VINHO DO PORTO" e qual o porquê dele ter muita fama e a qualidade exuberante de que é possuidor? É o que pretendemos mostrar aos leitores. Existem muitos tipos de vinhos, de excelente qualidade em todo o mundo, como os vinhos tintos e verdes, produzidos tanto em Portugal como na Espanha, França, Argentina, Chile e Ilha da Madeira, porém, existe toda uma diferenciação com o maravilhoso "VINHO DO PORTO".

Em uma época remota, por volta do século 17, o Rei de Portugal enviou alguém à França com o intuito de trazer mudas de videiras e ao fazer um estudo sobre locais que pudessem produzir vinhos de alta qualidade, localizou as terras do Douro como um local preferido, uma vez que era um região muito seca, com raras épocas de chuvas, porque as videiras não requerem muita água.

Após localizar a região certa, que ficava nas cercanias de PÊSO DA RÉGUA, MESÃO FRIO e BARQUEIROS, locais que possuíam altas serras e encostas, ali mandou plantar as referidas mudas e o resultado foi esplendoroso, uma vez que surgiu um vinho de alta qualidade.

Esses vinhos acondicionados em pipas, eram enviados por intermédio de "barcaças" pelo Rio Douro até a cidade do PORTO, mais precisamente ao lado do Rio Douro com a cidade de "VILA NOVA DE GAIA" e daí surgiu a fama mundial do vinho por intermédio da conhecida marca mundial "VINHO DO PORTO-ADRIANO RAMOS PINTO" e não existe ninguém no mundo inteiro que não saiba da qualidade desse vinho e em quase todas as manifestações de homenagens é quase totalmente qualificado, vamos comemorar com um "PORTO".

Foi a coexistência de vários vinhos de qualidade na região demarcada do Douro que purificou o vinho, e a aplicação dos plantadores das videiras, que escolheram os melhores locais para o crescimento das videiras e a autorização modelar da plantação controlada, bem como, as vinhas aptas a produzir e selecionadas por um critério qualitativo, e tão somente 5 anos depois é que as vinhas são qualificadas a produzir o vinho.

Essa viticultura, que é a principal da região, está em local muito difícil, porque as condições climatéricas são muito rudes, com solos pedregosos e a maioria plantada em patamares nas descidas das encostas. Todavia, dão um aspecto muito bonito a esses morros, porque formam verdadeiras curvas de plantações, embora seja penoso de executar, devido a essas condições climáticas e aos terrenos muito acidentados com encostas quentes, secas e muito fragosas.

No ano de 1998, eu estive em Pêso da Régua, Mesão Frio e Barqueiros e me infiltrei no meio dessas videiras e locais que faziam o vinho, fiquei muito impressionado com tudo, com o trabalho, com a visão dos morros e suas plantações. Ali nessa região do Douro, tudo é bem controlado, tanto no que se refere a pragas de insetos, onde existem técnicas mistas de lavoura, parte mecânica com uso de herbicidas e as mobilizações do solo.

O transporte do vinho até a cidade do PORTO era feito em barcaças, ou seja os famosos "Barcos Rabelos", e que por séculos seguidos eram usados na grande via de comunicações do Rio Douro com o litoral de PORTUGAL, servindo também a toda região trasmontana e muitas vezes tinham grande dificuldade, uma vez que, para descer para o litoral não havia problemas mas, a subida era as vezes difícil devido à calmaria dos ventos e socorridos por juntas de bois e até dos próprios marinheiros a rebocá-los pelas encostas do rio. O Rio Douro era a única via navegável que atravessa todo o norte do país. Hoje tudo é feito por modernos barcos motorizados, como também existe a ferrovia que vem do Porto e passa pela Régua.

Portanto, temos o famoso e famosíssimo "VINHO DO PORTO-ADRIANO RAMOS PINTO", como também outras marcas famosas, mas essa marca ficou gravada eternamente no conceito mundial para a maior glória do nosso querido e eterno Portugal.

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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