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Nós entramos no 3º milênio, pensamos e
falamos na "Língua Portuguesa" e sabemos pela história de Portugal
e Brasil como isso aconteceu, e é o que vamos expor a seguir.
O "português", durante o longo domínio árabe/mouro e gôdo, isso em
Portugal, apareceu uma língua distinta e autônoma, gerada do
"latim vulgar", a "Língua Portuguesa". Por sua vez, a língua dos
lusitanos, já era uma mistura dos "celtas, iberos" e outras
formações, que com a introdução do Latim pelos romanos, já havia
transformado-se em uma grande composição linguística. A formação
da Língua Portuguesa, acompanhou o destino da terra, na qual
muitos povos a invadiram, como os "fenícios", "gregos", "romanos",
e estes últimos implantaram o latim "clássico" falado pelos
magistrados e autoridades romanas e o "vulgar" falado pelas ordas
romanas, a soldadesca militar e os funcionários.
Os invasores bárbaros não impuseram as
suas línguas e aceitaram o latim ou uma mistura dele, e os
árabes/mouros, que vieram depois, aceitaram o falar da região e a
Língua Portuguesa, que já era uma corruptela do latim vulgar, e em
razão da luta entre os lusitanos e mouros o "português" entra em
uma fase literária, isso por volta do século XII, pois Portugal já
existia como nação desde 1189, com o fim da "Lusitânia".
1) A fase "arcaica", que vai da fundação
de Portugal em 1189, onde falava-se o "português arcaico", até o
aparecimento das gramáticas, a primeira em 1536 de Fernão de
Oliveira e a segunda em 1540 de João de Barros;
2) A fase "moderna", com as obras de
Camões, de Sá Miranda e Antonio Ferreira, isso já no inicio do
século XVI.
O vocábulo da Língua Portuguesa é versado no Latim, embora outros
idiomas influenciaram no seu léxico, sendo que, muitas palavras
vieram de outros idiomas, as quais pronunciamos hoje e muitas
vezes não sabemos de onde elas vieram, como exemplo do:
GERMÂNICO: agasalho, canivete, marechal,
orgulho, rico, roupas.
ÁRABE: Açougue, algodão, camelo, cenoura, giz, sorvete.
FRANCÊS: Aprendiz, cabaré, roleta, ultraje, buffet, chauffer,
madame.
INGLÊS: Atacar, capitão, carnaval, mastro, piano, violino.
PROVENÇAL: Bote, malvado, romance, viagem, sala, selvagem.
AFRICANO: Batuque, fumo, moleque, quitute, tanga, zebras.
CARIBE: Tubarão, tabaco, abacate, tomate, chácara, mate.
ORIENTE: Caravana, Odalisca, pagode.
TUPI-GUARANI: Abacaxi, arara, capim,
mandioca, sabiá, tuba.
No Brasil falamos a Língua Portuguesa, idêntica à de Portugal,
porém, acrescida de outros termos, só conhecidos no Brasil, os "argentinismos"
como "BACANA" (pessoa de belo porte), americanismos, como
"SHOPPING" (loja comercial), DELIVERY (entrega em domicilio) e
assim por diante.
Evidentemente qualquer língua está
sujeita às modificações e a nossa língua também, e para isso as
autoridades linguísticas, periodicamente modificam os termos da
nossa língua, por certo baseados na própria evolução das línguas.
Em Portugal e Brasil, em 1913, em 1943, e em 1973, houve várias
modificações, como a supressão da repetição dos "MM", do "PH" (em
Pharmácia, Sophia, Seraphim,); a queda das letras, K,W e Y, agora
reincorporadas, em 2003, houve várias recusas, aguardando a
"Reforma Ortográfica", agora aceitada como adesão dos 8 países de
língua lusófona, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné
Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Principe e Timor-Leste.
Portanto, um mundo grande de
modificações, como o acento circunflexo, os acentos agudos, o
retorno das letras, o hifem, enfim várias modificações que já
poderão ser usadas, até 2012, e a partir de 2013, a escrita se não
for na nova ortografia será considerada errada.
Ainda bem que somos 300 milhões de
falantes da Língua Portuguesa em 8 países, mais fácil de
aceitarmos as modificações, diferentemente do "castelhano ou
espanhol" com 200 milhões em 24 países e o "inglês" , em um número
grande de países dessa língua universal.
Glória aos mestres portugueses e
brasileiros, que souberam modificar com perfeição o que nós já
estávamos acostumados a fazer, embora com erros, todavia, cada vez
mais perfeita a nossa Língua Portuguesa, que os mestres lusitanos
de antanho souberam no decorrer do tempo guardá-la para as futuras
gerações e poder ter a Língua mas linda do mundo, uma vez que
qualquer cidadão que fala a Língua Portuguesa, em 1 ano de
aprendizado fala qualquer língua do mundo com perfeição, porque a
nossa língua é labial, para a GLÓRIA IMORREDOURA DO NOSSO ETERNO
PORTUGAL.
Adriano da Costa
Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo,
Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e
Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos
Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação
Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal
Mundo Lusíada.
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