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Por Adriano da Costa Filho*


Terça-feira | 24 MAR 09

Coluna Luso-Descendente
“A língua portuguesa e a reforma ortográfica”

Nós entramos no 3º milênio, pensamos e falamos na "Língua Portuguesa" e sabemos pela história de Portugal e Brasil como isso aconteceu, e é o que vamos expor a seguir.
O "português", durante o longo domínio árabe/mouro e gôdo, isso em Portugal, apareceu uma língua distinta e autônoma, gerada do "latim vulgar", a "Língua Portuguesa". Por sua vez, a língua dos lusitanos, já era uma mistura dos "celtas, iberos" e outras formações, que com a introdução do Latim pelos romanos, já havia transformado-se em uma grande composição linguística. A formação da Língua Portuguesa, acompanhou o destino da terra, na qual muitos povos a invadiram, como os "fenícios", "gregos", "romanos", e estes últimos implantaram o latim "clássico" falado pelos magistrados e autoridades romanas e o "vulgar" falado pelas ordas romanas, a soldadesca militar e os funcionários.

Os invasores bárbaros não impuseram as suas línguas e aceitaram o latim ou uma mistura dele, e os árabes/mouros, que vieram depois, aceitaram o falar da região e a Língua Portuguesa, que já era uma corruptela do latim vulgar, e em razão da luta entre os lusitanos e mouros o "português" entra em uma fase literária, isso por volta do século XII, pois Portugal já existia como nação desde 1189, com o fim da "Lusitânia".

1) A fase "arcaica", que vai da fundação de Portugal em 1189, onde falava-se o "português arcaico", até o aparecimento das gramáticas, a primeira em 1536 de Fernão de Oliveira e a segunda em 1540 de João de Barros;

2) A fase "moderna", com as obras de Camões, de Sá Miranda e Antonio Ferreira, isso já no inicio do século XVI.
O vocábulo da Língua Portuguesa é versado no Latim, embora outros idiomas influenciaram no seu léxico, sendo que, muitas palavras vieram de outros idiomas, as quais pronunciamos hoje e muitas vezes não sabemos de onde elas vieram, como exemplo do:

GERMÂNICO: agasalho, canivete, marechal, orgulho, rico, roupas.
ÁRABE: Açougue, algodão, camelo, cenoura, giz, sorvete.
FRANCÊS: Aprendiz, cabaré, roleta, ultraje, buffet, chauffer, madame.
INGLÊS: Atacar, capitão, carnaval, mastro, piano, violino.
PROVENÇAL: Bote, malvado, romance, viagem, sala, selvagem.
AFRICANO: Batuque, fumo, moleque, quitute, tanga, zebras.
CARIBE: Tubarão, tabaco, abacate, tomate, chácara, mate.
ORIENTE: Caravana, Odalisca, pagode.

TUPI-GUARANI: Abacaxi, arara, capim, mandioca, sabiá, tuba.
No Brasil falamos a Língua Portuguesa, idêntica à de Portugal, porém, acrescida de outros termos, só conhecidos no Brasil, os "argentinismos" como "BACANA" (pessoa de belo porte), americanismos, como "SHOPPING" (loja comercial), DELIVERY (entrega em domicilio) e assim por diante.

Evidentemente qualquer língua está sujeita às modificações e a nossa língua também, e para isso as autoridades linguísticas, periodicamente modificam os termos da nossa língua, por certo baseados na própria evolução das línguas. Em Portugal e Brasil, em 1913, em 1943, e em 1973, houve várias modificações, como a supressão da repetição dos "MM", do "PH" (em Pharmácia, Sophia, Seraphim,); a queda das letras, K,W e Y, agora reincorporadas, em 2003, houve várias recusas, aguardando a "Reforma Ortográfica", agora aceitada como adesão dos 8 países de língua lusófona, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Principe e Timor-Leste.

Portanto, um mundo grande de modificações, como o acento circunflexo, os acentos agudos, o retorno das letras, o hifem, enfim várias modificações que já poderão ser usadas, até 2012, e a partir de 2013, a escrita se não for na nova ortografia será considerada errada.

Ainda bem que somos 300 milhões de falantes da Língua Portuguesa em 8 países, mais fácil de aceitarmos as modificações, diferentemente do "castelhano ou espanhol" com 200 milhões em 24 países e o "inglês" , em um número grande de países dessa língua universal.

Glória aos mestres portugueses e brasileiros, que souberam modificar com perfeição o que nós já estávamos acostumados a fazer, embora com erros, todavia, cada vez mais perfeita a nossa Língua Portuguesa, que os mestres lusitanos de antanho souberam no decorrer do tempo guardá-la para as futuras gerações e poder ter a Língua mas linda do mundo, uma vez que qualquer cidadão que fala a Língua Portuguesa, em 1 ano de aprendizado fala qualquer língua do mundo com perfeição, porque a nossa língua é labial, para a GLÓRIA IMORREDOURA DO NOSSO ETERNO PORTUGAL.

Adriano da Costa Filho
Membro da Casa do Poeta de São Paulo, Movimento Poético Nacional, Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Academia Virtual Poética do Brasil, Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Associação Paulista de Imprensa, Associação Portuguesa de Poetas/Lisboa e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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