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O Brasil está comemorando os 100 anos do
nascimento da sua maior cantora de samba, a magistral CARMEM
MIRANDA. Numa pesquisa do grandioso poeta português EUGÉNIO DE SÁ,
o qual nos deu a verdadeira história dessa deusa da música
brasileira, passamos a levar aos leitores o que foi esse "ícone"
da música brasileira e a maior de todos os tempos.
A cantora brasileira de maior projeção
mundial de sempre era portuguesa de nascimento. MARIA DO CARMO
MIRANDA DA CUNHA, nasceu no norte de PORTUGAL, em 09 de Fevereiro
de 1909, na freguesia de "Várzea da Ovelha e Aliviada", Concelho
de Marco de Canaveses, distrito do Porto.
Era filha de um barbeiro de nome José
Maria Pinto Cunha e de Maria Emilia Miranda, e o seu apelido de
CARMEN MIRANDA ganhou no Brasil.
Veio para o Brasil ainda pequena e seus
pais fixaram residência no Rio de Janeiro e aos 15 anos foi
trabalhar em uma loja de chapéus, daí advém a sua paixão por
chapéus ou adornos da cabeça. No ano de 1928 ela conheceu um
compositor e violonista, Josué de Barros, que a convidou a
participar de um festival beneficente e em seguida a levou para
uma estação de rádio. Fez a 1ª gravação em 1929 com o samba "Se o
samba é moda" e "Não vá embora", em seguida gravou alguns discos,
mas, o maior sucesso foi a marchinha "Pra você gostar de Mim
(Tai)" de Joubert de Carvalho, onde bateu o recorde de vendas em
36 mil discos.
Fez outros discos, fez cinema
brasileiro, fez parte do Cassino da Urca, ocasião em que em 1938
se fantasiou de baiana e foi lá nesse Cassino que alguém a viu e a
levou a um empresário americano que enfim a convenceu a ir para os
Estados Unidos da América, sendo que, foi acompanhada pelo maior
conjunto brasileiro de todos os tempos o " BANDO DA LUA". No ano
de 1939 realmente partiu para lá e embora não sabendo falar
inglês, começou a participar em programas de uma grande audiência
e cantando músicas como "Mamãe em quero", "Tico-Tico no Fubá", "O
que que a baiana tem" e "South America Way". Daí tornou-se uma das
estrelas mais bem pagas do cinema americano de Holywood.
E lá em Hollywood, chegou a fazer 10
filmes e foi tanto sucesso que voltou em 1940 para o Brasil onde
foi bem recebida pelo público normal, mas, não pelo que
frequentavam o Cassino da Urca, e ela decepcionada encomendou uma
música com o título de "Disseram que voltei americanizada". No ano
de 1955, voltou novamente ao Brasil para tratar-se de uma crise de
nervos e depois voltou a Beverly Hills no mesmo ano, onde em
agosto teve um colapso cardíaco e faleceu. Foi embalsamada e
enviada ao Brasil, onde uma multidão de 1 milhão de pessoas foram
em cortejo no seu enterro e foi enterrada no Cemitério São João
Batista.
Nos Estados Unidos, ela estreou em 29 de
Maio de 1939 num espetáculo chamado de "Streets of Paris" na
cidade de Boston, e no dia 05 de Março de 1940, fez um espetáculo
para o presidente americano Franklin Delano Roosevelt durante um
banquete na Casa Branca.
Além das citadas músicas no começo do
artigo, gravou belas músicas muito conhecidas, como: "As cinco
Estações do Ano" gravada com Lamartine Babo, Mário Reis, Almirante
em Grupo do Canhoto, isso em 06 de Julho de 1933. "Adeus batucada"
gravada com Orquestra Odeon em 24 de Setembro de 1935".
"Alô..Alô?", com Mario Reis e Grupo do Canhoto em 18 de Dezembro
de 1933. Ao voltar do Samba "Arlequim de Bronze", gravado com o
grupo do Canhoto em 26 de Março de 1934.
Finalmente faleceu em 05 de Agosto de
1955 nos Estados Unidos, quando gravou um programa com Jimmy
Durante, onde fez um número de dança, teve um desmaio e
recuperou-se terminando o programa, mas na mesma noite em sua
residência recebeu uns amigos e após cantar algumas canções e
beber e fumar, em seguida sofreu o colapso fulminante que a fez
cair ao chão, falecendo aos 46 anos de idade, ainda uma jovem que
poderia pelo menos ter cantado por mais 30 anos, na sua notável
qualidade de cantora e artista completa que era.
Se os artistas ingleses que vão para os
Estados Unidos e lá fazem sucesso e depois são endeusados na
Inglaterra, a "PEQUENA NOTÁVEL", a legítima artista portuguesa
terá também que ser elevada a um grau de adoração no nosso QUERIDO
E ETERNO PORTUGAL.
Adriano da Costa
Filho
Diretor Administrativo da Federação
Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do
Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do
Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito
Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.
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