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Por Adriano da Costa Filho*


Quinta-feira | 26 FEV 09

Coluna Luso-Descendente
“Carmen Miranda”

A Glória Brasileira de uma Portuguesa

O Brasil está comemorando os 100 anos do nascimento da sua maior cantora de samba, a magistral CARMEM MIRANDA. Numa pesquisa do grandioso poeta português EUGÉNIO DE SÁ, o qual nos deu a verdadeira história dessa deusa da música brasileira, passamos a levar aos leitores o que foi esse "ícone" da música brasileira e a maior de todos os tempos.

A cantora brasileira de maior projeção mundial de sempre era portuguesa de nascimento. MARIA DO CARMO MIRANDA DA CUNHA, nasceu no norte de PORTUGAL, em 09 de Fevereiro de 1909, na freguesia de "Várzea da Ovelha e Aliviada", Concelho de Marco de Canaveses, distrito do Porto.

Era filha de um barbeiro de nome José Maria Pinto Cunha e de Maria Emilia Miranda, e o seu apelido de CARMEN MIRANDA ganhou no Brasil.

Veio para o Brasil ainda pequena e seus pais fixaram residência no Rio de Janeiro e aos 15 anos foi trabalhar em uma loja de chapéus, daí advém a sua paixão por chapéus ou adornos da cabeça. No ano de 1928 ela conheceu um compositor e violonista, Josué de Barros, que a convidou a participar de um festival beneficente e em seguida a levou para uma estação de rádio. Fez a 1ª gravação em 1929 com o samba "Se o samba é moda" e "Não vá embora", em seguida gravou alguns discos, mas, o maior sucesso foi a marchinha "Pra você gostar de Mim (Tai)" de Joubert de Carvalho, onde bateu o recorde de vendas em 36 mil discos.

Fez outros discos, fez cinema brasileiro, fez parte do Cassino da Urca, ocasião em que em 1938 se fantasiou de baiana e foi lá nesse Cassino que alguém a viu e a levou a um empresário americano que enfim a convenceu a ir para os Estados Unidos da América, sendo que, foi acompanhada pelo maior conjunto brasileiro de todos os tempos o " BANDO DA LUA". No ano de 1939 realmente partiu para lá e embora não sabendo falar inglês, começou a participar em programas de uma grande audiência e cantando músicas como "Mamãe em quero", "Tico-Tico no Fubá", "O que que a baiana tem" e "South America Way". Daí tornou-se uma das estrelas mais bem pagas do cinema americano de Holywood.

E lá em Hollywood, chegou a fazer 10 filmes e foi tanto sucesso que voltou em 1940 para o Brasil onde foi bem recebida pelo público normal, mas, não pelo que frequentavam o Cassino da Urca, e ela decepcionada encomendou uma música com o título de "Disseram que voltei americanizada". No ano de 1955, voltou novamente ao Brasil para tratar-se de uma crise de nervos e depois voltou a Beverly Hills no mesmo ano, onde em agosto teve um colapso cardíaco e faleceu. Foi embalsamada e enviada ao Brasil, onde uma multidão de 1 milhão de pessoas foram em cortejo no seu enterro e foi enterrada no Cemitério São João Batista.

Nos Estados Unidos, ela estreou em 29 de Maio de 1939 num espetáculo chamado de "Streets of Paris" na cidade de Boston, e no dia 05 de Março de 1940, fez um espetáculo para o presidente americano Franklin Delano Roosevelt durante um banquete na Casa Branca.

Além das citadas músicas no começo do artigo, gravou belas músicas muito conhecidas, como: "As cinco Estações do Ano" gravada com Lamartine Babo, Mário Reis, Almirante em Grupo do Canhoto, isso em 06 de Julho de 1933. "Adeus batucada" gravada com Orquestra Odeon em 24 de Setembro de 1935". "Alô..Alô?", com Mario Reis e Grupo do Canhoto em 18 de Dezembro de 1933. Ao voltar do Samba "Arlequim de Bronze", gravado com o grupo do Canhoto em 26 de Março de 1934.

Finalmente faleceu em 05 de Agosto de 1955 nos Estados Unidos, quando gravou um programa com Jimmy Durante, onde fez um número de dança, teve um desmaio e recuperou-se terminando o programa, mas na mesma noite em sua residência recebeu uns amigos e após cantar algumas canções e beber e fumar, em seguida sofreu o colapso fulminante que a fez cair ao chão, falecendo aos 46 anos de idade, ainda uma jovem que poderia pelo menos ter cantado por mais 30 anos, na sua notável qualidade de cantora e artista completa que era.

Se os artistas ingleses que vão para os Estados Unidos e lá fazem sucesso e depois são endeusados na Inglaterra, a "PEQUENA NOTÁVEL", a legítima artista portuguesa terá também que ser elevada a um grau de adoração no nosso QUERIDO E ETERNO PORTUGAL.

Adriano da Costa Filho
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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