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Adoramos ao ouvir a música folclórica de
Portugal, alegre, vibrante e as quais sempre nos convidam pára
adentrar qualquer salão de festas e sempre nos apaixonamos por
quase todas essas músicas e danças, oriundas de todos cantos de
Portugal. E da mesma forma, ao ouvirmos o maravilhoso “Fado” nos
enleva a alma e nos deixa no coração a imensa saudade do Portugal
eterno.
Como todos sabem, Portugal, no ano de
711 de nossa era, foi invadido pelas ordas "mouras", as quais
expulsaram os “romanos", que estavam em Portugal já por 1000 anos,
e os "mouros" ali ficaram até serem expulsos definitivamente no
ano de 1452. Os "mouros" vieram do Marrocos e da Mauritânia do
norte da África e atravessaram o estreito de Gibraltar no mar
Mediterrâneo, com grande facilidade e expulsaram as ordas romanas.
Podemos citar ainda que a formação da
gente lusitana, que veio dos Celtas, dos Iberos e outros povos que
invadiram a península ibérica, eram povos que vieram do centro da
Europa e misturaram-se ás populações locais, dando início à
formação do povo lusitano/português, e com as invasões dos romanos
e mouros, formou-se o que é hoje a população portuguesa.
Os romanos trouxeram a língua, o
"Latim”, as construções de pontes, estradas e a jurisprudência. E
os mouros trouxeram para Portugal a construção de castelos,
igrejas, universidades, a matemática, a poesia, enfim grande
cultura e principalmente creio que o grande alento para o
espírito, a música moura. Com o passar do tempo, os lusitanos que
já tinham o dom das danças e das músicas, foram assimilando a
cultura moura e as músicas tiveram algumas características que,
hoje em dia podemos notar nas músicas folclóricas e no próprio
Fado.
No Fado e sua beleza, notamos o lamento
mouro, as canções que nos levam à alma os amores perdidos, aos
tempos passados, o amor por Portugal e podemos citar músicas com o
lamento mouro como: "O Fado menor trásmontano", ”Fadinho rodopiado
popular"; e no folclore como o "Vira de Nazaré", "Campos de
Jales", "Peneirinho", “Olha o rolo", “Trim-trim", “Comboio" e
enfim um grande número de músicas que ficaram eternamente no
coração dos portugueses e revelam a arte musical dos mouros.
Os romanos deixaram a língua latina e os
mouros infiltraram termos de sua língua no latim praticado pelos
lusitanos, que já haviam incluído nessa língua lusitana/arcaica,
que continha termos celtas, iberos, o latim, sendo que, muitos
termos que hoje em dia nós falamos e praticamos nas músicas atuais
portuguesas encontramos termos mouros em grande quantidade, como
exemplo podemos citar: alface, alfazema, laranja, limão, cenoura,
chafariz, arroba, calibre, quintal, rima, fardo, álcool,
algarismo, almanaque, elixir, xarope, enfim um número infindável
de termos mouros mais variados possíveis e que hoje constam de
nosso falar diário.
Tudo isso já se passaram cinco séculos,
porém, ficou duradoura essa herança dos "mouros", que puderam
ilustrar a música folclórica e os fados, no nosso querido e eterno
PORTUGAL.
Adriano da Costa
Filho
Diretor Administrativo da Federação
Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do
Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do
Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito
Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.
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