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Por Adriano da Costa Filho*


Terça-feira | 09 DEZ 08

Coluna Luso-Descendente
“Viriato (147 a 139 a.C.): Chefe e Herói Lusitano da Era Romana”

As regiões onde hoje está fixado o “Portugal Moderno”, foram em longínquas épocas habitadas por diversas raças, mais precisamente na “Idade do Bronze” (2000 a 800 a.C.), sendo que o povo português é resultado de uma miscigenação de muitos séculos, ou seja milhares de anos.

Quando as tropas romanas invadiram a península ibérica, no ano 219 A.C. e foram ao encontro de vários povos, acima do Rio Douro encontraram os "Calaicos" e além dessas fronteiras estavam os “Lusitanos”, aos quais os romanos chamavam de “celtiberos”, uma mistura de Celtas e Iberos e para o sul do Rio Tejo habitavam os Cónios.
Nessa época um guerreiro lusitano, chefe deles, de nome VIRIATO, que chefiou a revolta contra os romanos entre os anos de 147 a 139 A.C., e nenhum chefe de resistência impressionou tanto os romanos invasores do que os lusitanos comandados por Viriato, ele conseguiu reunir sob o seu comando grandes regiões do Centro da Península Ibérica, e impôs sérios reveses às tropas romanas, embora já antes dele existissem outros chefes resistentes.

Aos romanos interessavam tão somente a produção de alimentos, e os lusitanos eram grandes cultores do trigo, do vinho e do azeite, e eles obrigavam as populações ao pagamento de impostos e impunham cotas aos lusitanos sobre alimentos para exportação para Roma, por intermédio de Lisboa, que foi considerada o maior “Município Romano” de todos os tempos, uma vez que eles na região do Rio Tigre não plantavam nada, tão somente lhes interessavam as lutas guerreiras e domínio de outros povos.

O domínio romano começou a estender-se rapidamente e as populações acabavam sendo dominadas e logicamente forçadas pelos invasores a grande produção de alimentos, todavia, a resistência de Viriato foi imensamente atuante e os romanos não conseguiram dominar pela força a região de Trás-os-Montes, que após muitos anos de conluios acabaram entrando em acordo e assim sendo o império romano acabou prevalecendo.

Portanto, vemos que essa áurea fantástica do povo português, que através dos séculos, mostrou-se maravilhosa, um povo trabalhador, conhecedor dos mares, e que engrandeceu as terras da “Lusitânia” e do novo "Portugal", evidentemente foi obra desses maravilhosos guerreiros de um passado glorioso, que apesar de dominados pela força romana, acabou formando esse país maravilhoso, fruto da força pessoal e do patriotismo evidente.

Após essa era de lutas intensas, a Lusitânia começou a sobressair-se e chegou ao ponto de ser cunhadas moedas nas suas cidades, embora a maioria das moedas viessem de Roma, todavia, os únicos cidadãos da Lusitânia que tinham o direito a ser cidadão romanos eram os de Lisboa.

Portanto, se existiu e firmou-se a seguir a “Lusitânia”, temos que pensar que parte dessa obra foi conseguida pelo guerreio lusitano VIRIATO, um grande e emérito guerreiro que honrou o nome dessa terra maravilhosa e nos deu esse pendor para todo sempre, honra e glória para o eterno Portugal.

Adriano da Costa Filho
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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