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As regiões onde hoje está fixado o
“Portugal Moderno”, foram em longínquas épocas habitadas por
diversas raças, mais precisamente na “Idade do Bronze” (2000 a 800
a.C.), sendo que o povo português é resultado de uma miscigenação
de muitos séculos, ou seja milhares de anos.
Quando as tropas romanas invadiram a
península ibérica, no ano 219 A.C. e foram ao encontro de vários
povos, acima do Rio Douro encontraram os "Calaicos" e além dessas
fronteiras estavam os “Lusitanos”, aos quais os romanos chamavam
de “celtiberos”, uma mistura de Celtas e Iberos e para o sul do
Rio Tejo habitavam os Cónios.
Nessa época um guerreiro lusitano, chefe deles, de nome VIRIATO,
que chefiou a revolta contra os romanos entre os anos de 147 a 139
A.C., e nenhum chefe de resistência impressionou tanto os romanos
invasores do que os lusitanos comandados por Viriato, ele
conseguiu reunir sob o seu comando grandes regiões do Centro da
Península Ibérica, e impôs sérios reveses às tropas romanas,
embora já antes dele existissem outros chefes resistentes.
Aos romanos interessavam tão somente a
produção de alimentos, e os lusitanos eram grandes cultores do
trigo, do vinho e do azeite, e eles obrigavam as populações ao
pagamento de impostos e impunham cotas aos lusitanos sobre
alimentos para exportação para Roma, por intermédio de Lisboa, que
foi considerada o maior “Município Romano” de todos os tempos, uma
vez que eles na região do Rio Tigre não plantavam nada, tão
somente lhes interessavam as lutas guerreiras e domínio de outros
povos.
O domínio romano começou a estender-se
rapidamente e as populações acabavam sendo dominadas e logicamente
forçadas pelos invasores a grande produção de alimentos, todavia,
a resistência de Viriato foi imensamente atuante e os romanos não
conseguiram dominar pela força a região de Trás-os-Montes, que
após muitos anos de conluios acabaram entrando em acordo e assim
sendo o império romano acabou prevalecendo.
Portanto, vemos que essa áurea
fantástica do povo português, que através dos séculos, mostrou-se
maravilhosa, um povo trabalhador, conhecedor dos mares, e que
engrandeceu as terras da “Lusitânia” e do novo "Portugal",
evidentemente foi obra desses maravilhosos guerreiros de um
passado glorioso, que apesar de dominados pela força romana,
acabou formando esse país maravilhoso, fruto da força pessoal e do
patriotismo evidente.
Após essa era de lutas intensas, a
Lusitânia começou a sobressair-se e chegou ao ponto de ser
cunhadas moedas nas suas cidades, embora a maioria das moedas
viessem de Roma, todavia, os únicos cidadãos da Lusitânia que
tinham o direito a ser cidadão romanos eram os de Lisboa.
Portanto, se existiu e firmou-se a
seguir a “Lusitânia”, temos que pensar que parte dessa obra foi
conseguida pelo guerreio lusitano VIRIATO, um grande e emérito
guerreiro que honrou o nome dessa terra maravilhosa e nos deu esse
pendor para todo sempre, honra e glória para o eterno Portugal.
Adriano da Costa
Filho
Diretor Administrativo da Federação
Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do
Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do
Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito
Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.
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