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No Brasil e em Portugal, existem cidades
com nomes que fogem completamente do comum de outros países,
todavia, esses nomes foram dados por circunstâncias especiais, por
questões lingüísticas, fenômenos ou até em nomes engraçados,
vejamos:
Quando da descoberta do Brasil, muitos
locais habitados pelos indígenas brasileiros tinham nomes dados e
falados por eles em sua língua tupi-guarani, nomes esses que
muitas vezes, para nós que falamos a maravilhosa língua
portuguesa, soam de maneira incrível, muitas vezes com tons
engraçados, outras vezes difíceis de serem pronunciados e até
muitos com sonoridades bonitas.
Então porque existe no Brasil uma grande
quantidade de cidades com nomes indígenas, uma vez que para cá
vieram os portugueses? Todavia, existe a explicação de que esse
acontecimento foi dado pelo que ocorreu no ano de 1725, quando em
Portugal o Rei D.João V nomeou o “Marquês de Pombal” (Sebastião
José de Carvalho e Mello) como Ministro das Relações Exteriores.
O Marquês de Pombal, nas suas
atribuições, notou que no Brasil já se falavam duas línguas, a
“Língua Portuguesa" e a “Língua Geral”, esta última com o nome de
“Nheangatú" e que era uma mistura do português com o tupi e o
guarani, com termos africanos devido aos escravos. Imediatamente
proibiu que se falasse nessa língua, bem como, que existisse
escrita, a qual já era falada no litoral do Brasil e os padres
Jesuítas a ensinavam nos colégios, e nos cartórios as escrituras
eram formatadas na Língua Geral. Expulsou os Jesuítas do Brasil
por 13 anos e os cartórios tiveram que trocar as escrituras,
versando tudo para a Língua Portuguesa.
Como ele era um homem imensamente sábio,
não exigiu que as cidades trocassem de nome, porque o povo já
estava acostumado aos nomes indígenas dessas todas cidades, cujos
nomes eram originários desde antes do ano 1500 e que as novas
cidades desde essa época, na maioria, já tinham nomes de santos
tais como: São Luiz do Maranhão, Santo André da Borda do Campo,
São Bernardo do Campo, São João da Boa Vista, São Simão, Santos,
São Paulo de Piratininga, Bahia de Todos os Santos, e dependendo
do dia que a cidade foi fundada.
No Brasil existe uma quantidade enorme
de cidades com nomes indígenas, talvez mais de 50%, e muitas soam
melhor que outras, como exemplo: Araguari, Araçatuba, Baurú, Araxá,
Borborema, Cuiabá, e assim por diante, como existem também Estados
brasileiros com nomes indígenas como: Acre, Roraima, Maranhão,
Goiás, Sergipe, Piauí, Amapá, Paraíba, Tocantins, Paraná, mas
também temos cidades com nomes de palavras esquisitas, tais como
Tejupá, Cangucú, Caguaçú, Pangaré, Sambaiaba, Macambixa, Torixoréu,
Piripiri, Jequié. E um infindável rosário de nomes e rios então
quase todos são nomes indígenas, como:
Rio Tietê, Tamanduatei, Aricanduva,
Tocantins e outros, bem como, serras: Mantiqueira, Parnaíba,
Gameleira e etc...
Em Portugal, deu-se o mesmo fenômeno,
com nomes bonitos e outros incríveis também, nomes esses
originários das invasões romanas, mouras e de outros invasores do
solo sagrado de Portugal, como: Alfaião, Babe, Bacal, Calvelhe,
Serapicos, Carragosa, Carrazedo, Meixido, Rabal, Ranha, Paramio,
todavia, existem nomes muito bonitos pronunciáveis, como: Coimbra,
Covilhã, Braga, Mogadouro, Vimioso, Faro, Bragança, Lisboa, Fátima
e milhares de nomes muito lindos, emanados de outras épocas.
Portanto, em Portugal esses nomes todos
vieram de épocas das invasões e ficaram consagrados por todos
povos de épocas passadas, como aconteceu no Brasil também desde o
princípio da colonização portuguesa, nomes que tanto no Brasil
como em Portugal ficaram eternizados e sejam mal pronunciados ou
de maior beleza, ficaram consagrados para todo o sempre em uma
beleza inconfundível.
Adriano da Costa
Filho
Diretor Administrativo da Federação
Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do
Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do
Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito
Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.
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