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Quim Barreiros, o mestre da comédia
musical portuguesa, é uma pessoa diferenciada, porque traz para o
ouvinte a verdadeira música folclórica de Portugal e a transforma
em instantes de graça e alegria para quem está ouvindo os seus CDs
ou o vendo nos mais variados "shows" que realiza por toda parte.
Apaixonado pela música folclórica de
todos rincões de Portugal, as mais belas músicas e colocando
letras engraçadas maliciosas em seus versos, os quais substituem
os originais de uma forma muito engraçada, sempre numa língua do
“quer dizer", fazendo trocadilhos, menções que o ouvinte com
certeza percebe a intenção de levar o assunto a uma fase
engraçada.
A sua figura já atrai o ouvinte, com as
suas características próprias, com o chapelão, o grandioso bigode,
que o faz ser logo conhecido ao interessado e perceber o tom
malicioso no seu sorriso. Com uma série grande de CDs, espalha por
Portugal e outros países da Europa e África as suas virtudes
musicais, ao tocar o seu instrumento, deliciando os ouvintes.
Já esteve no Brasil, onde se apresentou
no Centro Trasmontano de São Paulo, num dia da "Tasca do Aldeias",
quando o público que lotava o local o aplaudiu de pé após o
encerramento, e esteve também no Ginásio da Associação Portuguesa
de Desportos, numa noite espetacular em que também o público
presente o aplaudiu incessantemente. E eu que o vi nessas duas
vezes fiquei encantado com a atuação dele, e do seu conjunto
musical, com também elementos que tocando os seus instrumentos
deram um verdadeiro "show "de musica artística folclórica de
Portugal e imediatamente adquiri 4 CDs de sua coleção.
Os seus mais conhecidos discos que para
cá no Brasil vieram e à venda em lojas foram rapidamente vendidos
e hoje dificilmente encontramos algum CD do comediante nessas
lojas de discos, o que é de lamentar-se e portanto, os mais
conhecidos são os seguintes:
1) Bacalhau à Portuguesa, contendo 20
músicas, todas elas muito engraçadas onde se destacam a própria
música-título "Bacalhau à Portuguesa", Maria Jornaleira, Curso de
Datilografia, Velha Choupana, e outras músicas folclóricas muito
lindas e conhecidas do público.
2) Franquito da Maria, com 16 músicas,
também muito engraçadas como a do próprio título, e Chula de Roda,
Cana verde, Vira do meu Pai, Gota de Meadela e outras muito
interessantes.
3) Mestre da Culinária, com 10 músicas,
a do próprio titulo, Quem pode, pode, O padeiro, os Buracos e
outras.
4) Meu Dinossauro, também com 10
músicas, Meu Dinossauro, Anda cá Maria, Advinha, Nunca fui Mau, e
outras sempre no sentido malicioso das letras.
O Quim Barreiros, segundo consta, tem
uma agenda muito cheia, ficando até 2 anos para a marcação de um "
show" seu, razão pela qual o artista é um dos mais completos
músicos e letristas da comédia-musical lusitana e os seus
acompanhantes são músicos do mais elevado nível possível.
Assim sendo, sempre iríamos gostar de
vê-lo pessoalmente por aqui no Brasil, mas é difícil em razão da
sua agenda sempre cheia. De uma maneira ou outra, os seus CDs com
certeza brilham sempre com os seus "fãs" que o adoram nas suas
músicas completas.
Portugal tem e sempre teve inúmeros
comediantes, tanto teatrais, como musicais, e o QUIM BARREIROS, é
um deles para glória do nosso querido e eterno PORTUGAL.
Adriano da Costa
Filho
Diretor Administrativo da Federação
Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do
Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do
Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito
Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.
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