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Por Adriano da Costa Filho*


Sexta-feira | 10 OUT 08

Coluna Luso-Descendente
“A Beleza da Diversidade da Língua Portuguesa”

A “Língua Portuguesa”, que por um ato divino é a língua mais bonita do mundo, uma vez que ela é labial e não gutural, sendo que qualquer pessoa que fala a língua portuguesa em breve tempo pode falar qualquer língua do mundo com perfeição. Hoje é falada num vastíssimo canto do mundo, evidentemente existem vários modos de falar, todavia, ela é compacta e o cidadão de qualquer parte entende tudo de uma forma razoável, completamente diferente de outras línguas, na qual o cidadão não consegue entender o que o outro fala.

Embora exista uma diferenciação, não muito suficiente para impedir uma superior unidade do “idioma português” e em Portugal de norte a sul existe uma homogeneidade lingüística, porém, com pequenas formas de falar, como exemplo: o português da Região-Norte, o português Setentrional e o português Centro Meridional. Os da região de Coimbra-Lisboa distingue-se do falar do norte e do sul. No do Norte não existe a sílaba sonora, já no Setentrional existe, sendo que, no Centro-Meridional só aparecem as sibilantes que caracterizam a língua padrão.

Já na Madeira e nos Açores, o falar é um prolongamento continental, e os da África e das regiões da Oceania e Ásia apresentam uma variante, ou seja o “Crioulo” e o “não Crioulo”, o primeiro ficou estabelecido a partir do século XV, com a mistura da língua local e por muitos anos com os colonizadores portugueses, como também sucedeu-se nas ilhas de São Tomé e Príncipe. Já nas ilhas de Cabo Verde têm dois tipos de dialetos, os do Norte e os do Sul, bem como os da Guiné-Bissau.

Existe uma outra grande variedade de dialetos, em regiões da Ásia, como Malaca, Macau e outras pequenas ilhas. Existe ainda os dialetos “não crioulos” falados em Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, umas outras variações faladas em lugares que os portugueses partiram, tais como Goa, Damão, Diu e agora no Timor-Leste com um português próximo do europeu.

Com relação ao Brasil, já é muito surpreendente, em um país de dimensão continental, em que em todas as regiões fala-se e escreve-se igual, logicamente com um pequeno sotaque diferencial ou regional, como o gaúcho, o nordestino, o carioca, o mineiro e o paulista, todavia, fala-se no Brasil um português muito parecido com o período colonial.
Deve-se a unidade da língua portuguesa ao “Marquês de Pombal”, que em 1725 proibiu que se fala-se uma língua que já estava tomando corpo, mormente, no litoral do Brasil, a “Língua Geral” que era uma mistura do português, do tupi e do guarani, porém, com a sua intervenção, os brasileiros retomaram à “Língua Mater”, e hoje 200 milhões de pessoas falam e escrevem na maravilhosa língua portuguesa, suave e majestosa.

Portanto, temos 8 países e diversos locais que falam a “língua portuguesa” com mais ou menos 300 milhões de seres humanos, sendo já a terceira língua do mundo, só superada pelo chinês e pelo inglês, pois que, o “castelhano ou “espanhol” é falada em 24 países do mundo, mas no seu total não chegam na quantidade de pessoas que falam o português. Honra e glória a esses oito países, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, para também a glória do nosso querido e eterno PORTUGAL.

Adriano da Costa Filho
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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