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Por Adriano da Costa Filho*


Quarta-feira | 10 SET 08

Coluna Luso-Descendente
“Os Templários em Portugal”

Os “Templários” eram uma Ordem Militar e Religiosa, fundada em Jerusalém no ano de 1118 e abolida em 1312, pelo Papa. No ano de 1291, os muçulmanos havia conquistado a última cidade cristã na "Terra Santa" e após a queda de Jerusalém, os "Templários" perderam todo o prestígio e a sua situação era muito delicada. O Grã-Mestre da Ordem Templária havia sentado base na Ilha de Chipre, na esperança de reverter a situação e ir a reconquista da Terra Santa.

Esses "Cavaleiros de Cristo", no seu início dedicaram-se à proteção dos peregrinos que iam à Terra Santa, e depois tornaram-se donos de grandes riquezas e a Ordem tornou-se uma espécie de banco dos Papas e dos Soberanos da época, todavia, apesar desses acontecimentos foi realmente uma Ordem Militar participando de grandes batalhas na Terra Santa, como também em Espanha e principalmente em PORTUGAL,
durante a reconquista do território "lusitano" aos muçulmanos.

Depois das Cruzadas, então é que surgiu essa Ordem Militar dos Templários no ano de 1128 e era um exercito cristão permanente. E então eles em razão da proteção dada a soberanos, recebiam vultosas quantias e acabaram só pensando nesses grandiosos valores, aos quais lhes confiavam esses reis e seus súditos. Com o tempo, eles esqueceram-se dos objetivos de sua Ordem e só pensavam em valores e juros altos, e então o Rei Felipe processou os "Templários" e conseguiu que o Papa francês Clemente V extinguisse essa Ordem, condenando seus líderes em processos para serem queimados na fogueira, como aconteceu com o seu líder máximo e Grã-Mestre Jacques Moley.

Os Templários em PORTUGAL gozavam de uma certa regalia, e quando eles foram exulsos da Franca, os portugueses recusaram-se a obedecer às ordens de prisão de seus Membros, o que demonstrou que os lusitanos tinham grande consideração por esse cavaleiros Templários, uma vez que, foram eles que conjuntamente com os portugueses lutaram contra os muçulmanos e ajudaram Portugal a reconquistar os seus territórios. D.Dinis e sua época de 1279 a 1325 irmanou-se a eles pela sua tecnologia guerreira e após a queda definitiva da Ordem dos Templários ela praticamente continuou em Portugal trocando de nome para "Ordem de Cristo" sendo que, o rei de Portugal D. Henriques tornou-se o seu Grão-Mestre, com sua sede fixada na cidade de Tomar.

Portanto, Portugal sempre na frente dos outros países, vendo a qualidade destes mestres guerreiros os preservou, ficando a nova Ordem de Cristo com os seus bens e na sua bandeira adicionou uma cruz branca em cima da vermelha. Os novos Templários como Cavaleiros da Ordem de Cristo, praticamente ajudaram os portugueses nos empreendimentos marítimos, com financiamentos e a instalação da Escola de Sagres.

A Ordem de Cristo que em 1327 ficou fixada na cidade de Tomar e os seus membros tiveram papel preponderante nas descobertas marítimas e na evangelização das novas terras descobertas. O rei D.Diniz solicitou ao Papa, João XXII, que desse a Ordem de Cristo como sucessora da Ordem dos Templários e ficou como Ordem Militar até a extinção no ano de 1834 de todas as ordens religiosas, ficando ela como uma Ordem de Mérito, e ela ainda durou até 1910.

Várias obras foram feitas em Portugal com grandes castelos, como o Castelo de Soure em 1128, o de Tomar e de Pombal em 1160, o de 1214 com o Castelo de Castelo Branco e o Convento de Cristo em Tomar.

Portanto, glória eterna a esses mestres cavaleiros das "Ordem dos Templários" e a "Ordem de Cristo", porque muita glória trouxeram a Portugal e envidentemente também ao Brasil, com a sua colonização e implementação religiosa. Glória Eterna, aos "TEMPLÁRIOS EM PORTUGAL".

Adriano da Costa Filho
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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