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Os “Templários” eram uma Ordem Militar e
Religiosa, fundada em Jerusalém no ano de 1118 e abolida em 1312,
pelo Papa. No ano de 1291, os muçulmanos havia conquistado a
última cidade cristã na "Terra Santa" e após a queda de Jerusalém,
os "Templários" perderam todo o prestígio e a sua situação era
muito delicada. O Grã-Mestre da Ordem Templária havia sentado base
na Ilha de Chipre, na esperança de reverter a situação e ir a
reconquista da Terra Santa.
Esses "Cavaleiros de Cristo", no seu
início dedicaram-se à proteção dos peregrinos que iam à Terra
Santa, e depois tornaram-se donos de grandes riquezas e a Ordem
tornou-se uma espécie de banco dos Papas e dos Soberanos da época,
todavia, apesar desses acontecimentos foi realmente uma Ordem
Militar participando de grandes batalhas na Terra Santa, como
também em Espanha e principalmente em PORTUGAL,
durante a reconquista do território "lusitano" aos muçulmanos.
Depois das Cruzadas, então é que surgiu
essa Ordem Militar dos Templários no ano de 1128 e era um exercito
cristão permanente. E então eles em razão da proteção dada a
soberanos, recebiam vultosas quantias e acabaram só pensando
nesses grandiosos valores, aos quais lhes confiavam esses reis e
seus súditos. Com o tempo, eles esqueceram-se dos objetivos de sua
Ordem e só pensavam em valores e juros altos, e então o Rei Felipe
processou os "Templários" e conseguiu que o Papa francês Clemente
V extinguisse essa Ordem, condenando seus líderes em processos
para serem queimados na fogueira, como aconteceu com o seu líder
máximo e Grã-Mestre Jacques Moley.
Os Templários em PORTUGAL gozavam de uma
certa regalia, e quando eles foram exulsos da Franca, os
portugueses recusaram-se a obedecer às ordens de prisão de seus
Membros, o que demonstrou que os lusitanos tinham grande
consideração por esse cavaleiros Templários, uma vez que, foram
eles que conjuntamente com os portugueses lutaram contra os
muçulmanos e ajudaram Portugal a reconquistar os seus territórios.
D.Dinis e sua época de 1279 a 1325 irmanou-se a eles pela sua
tecnologia guerreira e após a queda definitiva da Ordem dos
Templários ela praticamente continuou em Portugal trocando de nome
para "Ordem de Cristo" sendo que, o rei de Portugal D. Henriques
tornou-se o seu Grão-Mestre, com sua sede fixada na cidade de
Tomar.
Portanto, Portugal sempre na frente dos
outros países, vendo a qualidade destes mestres guerreiros os
preservou, ficando a nova Ordem de Cristo com os seus bens e na
sua bandeira adicionou uma cruz branca em cima da vermelha. Os
novos Templários como Cavaleiros da Ordem de Cristo, praticamente
ajudaram os portugueses nos empreendimentos marítimos, com
financiamentos e a instalação da Escola de Sagres.
A Ordem de Cristo que em 1327 ficou
fixada na cidade de Tomar e os seus membros tiveram papel
preponderante nas descobertas marítimas e na evangelização das
novas terras descobertas. O rei D.Diniz solicitou ao Papa, João
XXII, que desse a Ordem de Cristo como sucessora da Ordem dos
Templários e ficou como Ordem Militar até a extinção no ano de
1834 de todas as ordens religiosas, ficando ela como uma Ordem de
Mérito, e ela ainda durou até 1910.
Várias obras foram feitas em Portugal
com grandes castelos, como o Castelo de Soure em 1128, o de Tomar
e de Pombal em 1160, o de 1214 com o Castelo de Castelo Branco e o
Convento de Cristo em Tomar.
Portanto, glória eterna a esses mestres
cavaleiros das "Ordem dos Templários" e a "Ordem de Cristo",
porque muita glória trouxeram a Portugal e envidentemente também
ao Brasil, com a sua colonização e implementação religiosa. Glória
Eterna, aos "TEMPLÁRIOS EM PORTUGAL".
Adriano da Costa
Filho
Diretor Administrativo da Federação
Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do
Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do
Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito
Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.
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