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Foi no século 12, quando Portugal
estabeleceu as suas fronteiras no continente europeu, ano de 1297,
e por certo é um dos mais antigos países da velha Europa.
Na península Ibérica ele está entre o
Oceano Atlântico e a Espanha e naturalmente por estar ao longo da
Costa Atlântica, teve condições de lançar-se às aventuras
marítimas, que o consagrou no grandioso país das grandes
descobertas, não só para a futura América com o Brasil, mas,
também com os futuros países da África: Angola, Moçambique,
Guiné-Bissaú- Cabo Verde, São Thomé e Príncipe e nas andanças da
Ásia, deixando a sua marca em Timor-Leste, e nos encraves, de
Macau, Gôa, Diu e outras terras, bem como, naturalmente, com os
lindos e magistrais arquipélagos dos Açores e da Madeira, que
fazem parte integral do território português.
Todos nós sabemos da riqueza patrimonial
de Portugal, das suas belezas naturais e do seu povo, que sempre
conservou suas maravilhosas conquistas no mundo, e uma das mais
belas obras foi ter deixado para países imensos, como o Brasil,
Angola e Moçambique, a mais linda língua do mundo: o Português,
hoje falado por quase 300 milhões de pessoas, tornando-se
praticamente a terceira língua do mundo.
Descrever coisas sobre Portugal, é
sempre um dever de quem está longe dessa terra sagrada, porque ele
é e foi o pólo das coisas maravilhosas que deixando a sua marca,
engrandeceu os países que colonizou.
A riqueza patrimonial do Brasil é uma
coisa magistral, quem conhece as cidades históricas de Ouro Preto,
Mariana, Sete Lagoas e outros rincões brasileiros, na qual a
riqueza da arte é uma coisa verdadeiramente fantástica, pouco
encontrada em países da América e quiçá mundial, foi a marca
deixada pelos seus mestres e artistas, que para cá vieram,
trazendo a sabedoria e a riqueza inconteste e do seu maior gênio o
“Aleijadinho”.
Hoje, Portugal faz parte da União
Européia, um grupo de 25 países e outros para entrar nela, já
existe uma infra-estrutura bem montada e com crescimento bem
acelerado e temos ainda a grandiosa capital, Lisboa, que na
realidade é uma cidade lendária, foi o maior município Romano, na
era da conquista de Roma, que durou 1000 anos, e é a capital
portuguesa desde a conquista aos “mouros” no ano de 1147, os
mouros ficaram em Portugal por 700 anos, portanto, ela tem 20
séculos de história.
Desde épocas bem distantes, a
“Lusitânia”, deixou a sua marca no Portugal moderno, legando
monumentos históricos, arqueológicos com pinturas rupestres, desde
praticamente 7.000 anos atrás, quando por lá estiveram os gregos,
cujo nome de Lisboa vem do grego Ulisses. Os romanos deixaram a
sua civilização e antes os Celtas já haviam também deixado a sua
riqueza natural na Lusitânia e mais tarde os mouros.
Portugal na literatura é naturalmente imbatível, porque existiram
poetas e escritores do maior naipe possível, desde Luis de Camões
a Fernando Pessoa, existiram mestres que espalharam as suas obras,
desde a Idade Média até os nossos tempos e existiram um Guerra
Junqueiro, um Anthero de Quental, um João de Deus, um Camilo de
Castelo Branco, um Bocage, enfim inúmeros mestres da poesia e da
escrita.
Maravilhosas obras ali foram feitas e
deixadas para as futuras gerações, A Torre de Belém, o Mosteiro
dos Jerónimos, o Palácio da Luz, e a coisa mais linda do mundo o
grandioso Fado de Lisboa, com nuances e características dos
lamentos mouros, e o fado riquíssimo de Coimbra, são peças que não
existem em lugar algum.
Quem olha o mapa da Europa, vê a
península Ibérica, como uma cabeça e Portugal, como um cérebro, e
na verdade ele foi o cérebro das conquistas marítimas, levando ao
mundo antigo a sua marca pessoal, a sua grandeza histórica, e ali
há o encontro do Oceano Atlântico com a Europa, num anteparo
natural e como também criou na América um dos maiores paises do
mundo e hoje podemos nos orgulhar de existir um Brasil grandioso,
irmão e filho de PORTUGAL.
Adriano da Costa
Filho
Diretor Administrativo da Federação
Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do
Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do
Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito
Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.
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