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Por Adriano da Costa Filho*


Sexta-feira | 27 JUN 08

Coluna Luso-Descendente
“Portugal, Onde o Atlântico encontra a Europa”

Foi no século 12, quando Portugal estabeleceu as suas fronteiras no continente europeu, ano de 1297, e por certo é um dos mais antigos países da velha Europa.

Na península Ibérica ele está entre o Oceano Atlântico e a Espanha e naturalmente por estar ao longo da Costa Atlântica, teve condições de lançar-se às aventuras marítimas, que o consagrou no grandioso país das grandes descobertas, não só para a futura América com o Brasil, mas, também com os futuros países da África: Angola, Moçambique, Guiné-Bissaú- Cabo Verde, São Thomé e Príncipe e nas andanças da Ásia, deixando a sua marca em Timor-Leste, e nos encraves, de Macau, Gôa, Diu e outras terras, bem como, naturalmente, com os lindos e magistrais arquipélagos dos Açores e da Madeira, que fazem parte integral do território português.

Todos nós sabemos da riqueza patrimonial de Portugal, das suas belezas naturais e do seu povo, que sempre conservou suas maravilhosas conquistas no mundo, e uma das mais belas obras foi ter deixado para países imensos, como o Brasil, Angola e Moçambique, a mais linda língua do mundo: o Português, hoje falado por quase 300 milhões de pessoas, tornando-se praticamente a terceira língua do mundo.

Descrever coisas sobre Portugal, é sempre um dever de quem está longe dessa terra sagrada, porque ele é e foi o pólo das coisas maravilhosas que deixando a sua marca, engrandeceu os países que colonizou.

A riqueza patrimonial do Brasil é uma coisa magistral, quem conhece as cidades históricas de Ouro Preto, Mariana, Sete Lagoas e outros rincões brasileiros, na qual a riqueza da arte é uma coisa verdadeiramente fantástica, pouco encontrada em países da América e quiçá mundial, foi a marca deixada pelos seus mestres e artistas, que para cá vieram, trazendo a sabedoria e a riqueza inconteste e do seu maior gênio o “Aleijadinho”.

Hoje, Portugal faz parte da União Européia, um grupo de 25 países e outros para entrar nela, já existe uma infra-estrutura bem montada e com crescimento bem acelerado e temos ainda a grandiosa capital, Lisboa, que na realidade é uma cidade lendária, foi o maior município Romano, na era da conquista de Roma, que durou 1000 anos, e é a capital portuguesa desde a conquista aos “mouros” no ano de 1147, os mouros ficaram em Portugal por 700 anos, portanto, ela tem 20 séculos de história.

Desde épocas bem distantes, a “Lusitânia”, deixou a sua marca no Portugal moderno, legando monumentos históricos, arqueológicos com pinturas rupestres, desde praticamente 7.000 anos atrás, quando por lá estiveram os gregos, cujo nome de Lisboa vem do grego Ulisses. Os romanos deixaram a sua civilização e antes os Celtas já haviam também deixado a sua riqueza natural na Lusitânia e mais tarde os mouros.
Portugal na literatura é naturalmente imbatível, porque existiram poetas e escritores do maior naipe possível, desde Luis de Camões a Fernando Pessoa, existiram mestres que espalharam as suas obras, desde a Idade Média até os nossos tempos e existiram um Guerra Junqueiro, um Anthero de Quental, um João de Deus, um Camilo de Castelo Branco, um Bocage, enfim inúmeros mestres da poesia e da escrita.

Maravilhosas obras ali foram feitas e deixadas para as futuras gerações, A Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Palácio da Luz, e a coisa mais linda do mundo o grandioso Fado de Lisboa, com nuances e características dos lamentos mouros, e o fado riquíssimo de Coimbra, são peças que não existem em lugar algum.

Quem olha o mapa da Europa, vê a península Ibérica, como uma cabeça e Portugal, como um cérebro, e na verdade ele foi o cérebro das conquistas marítimas, levando ao mundo antigo a sua marca pessoal, a sua grandeza histórica, e ali há o encontro do Oceano Atlântico com a Europa, num anteparo natural e como também criou na América um dos maiores paises do mundo e hoje podemos nos orgulhar de existir um Brasil grandioso, irmão e filho de PORTUGAL.

Adriano da Costa Filho
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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