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O Presidente Lula tem batalhado, sem
transigências e com absoluta correção, contra aqueles que
pretendem atingir a produção de etanol no Brasil, com
interpretações eivadas de interesses escusos e falsas formulações
de receios infundados, pelo menos em relação ao projeto
desenvolvido em nosso País.
Felizmente, o Secretário-Geral da ONU,
apoiou o Presidente Lula. Hoje, a produção de petróleo e sua
utilização como combustível é um dos fatores reconhecidamente mais
geradores do aquecimento global e da poluição.
O etanol é um bio-combustível não
gerador de desequilíbrios no meio-ambiente. Os lucros que a
exploração de petróleo gera, aliados ao poder de pressão sobre os
meios de comunicação, são de tal natureza, que, brandindo falsos
argumentos para combater o etanol, os maiores agentes poluidores e
verdadeiros responsáveis pela alta dos preços dos alimentos no
mundo inteiro, apresentam-se como “carmelitas descalças”, arautos
da defesa do planeta e do combate à fome, perante os nãopoluidores
produtores de etanol.
A alegação inconsistente de que o Brasil
deixará de produzir alimentos é uma monumental falácia. Estamos
entre os grandes produtores de alimentos; temos, ainda, vastas
áreas de terras não aproveitadas; e outras que se hoje não são
aproveitáveis, poderão vir a ser, no futuro, graças à evolução das
técnicas de melhor utilização do solo e aumento de suas
potencialidades.
O Brasil será, cada vez mais, um grande
produtor de etanol, de vez que domina tecnologia pioneira para sua
exploração. Ao mesmo tempo, será, cada vez mais, um grande
produtor de alimentos, já que vem aperfeiçoando as técnicas de
produção, na agricultura e na pecuária – isto, se o bando do MST
não atrapalhar.
Diz-se que o melhor negócio do mundo é o
petróleo. O segundo melhor negócio do mundo é a exploração do
petróleo mal administrada. E aí diversos empreendimentos disputam
o 3º lugar. Ora, a força corrosiva e deletéria dos que orquestram
estas campanhas contra o Brasil – cientes de que podemos produzir,
em quantidades cada vez maiores, etanol e alimentos – é que
manipula e deturpa as informações, levando países sem as
potencialidades do nosso, a insistirem para que abandonemos a
produção do bio-combustível derivado da cana, em detrimento não só
do povo brasileiro, mas do mundo inteiro!!!!
A estas manobras dos países poluidores,
que produzem o petróleo, e de suas empresas, soube, o Presidente
Lula, responder, com altivez e segurança, dando aos brasileiros a
certeza de que não transigirá. É que o comércio nacional começa a
incomodar outras nações. E seu crescimento será ainda maior, se
passar a liderar, com a adoção de alternativa não poluidora e não
geradora de desabastecimento, o setor de bio-combustível derivado
da cana, sem pressionar a inflação mundial. É de se lembrar que
muitos economistas apontam os subsídios europeus à agropecuária,
como um dos fatores da pressão inflacionária mundial, considerando
inadmissível a transferência ao Brasil dessa responsabilidade.
O presidente Lula, na sua corretíssima
defesa dos direitos soberanos do país de crescer na produção de
etanol e de alimentos, poderá levar o Brasil a nivelar-se, em
breve, às grandes potências econômicas, sem necessidade de
subsídios, nem de aleivosias, como as que têm caracterizado as
críticas ao plano de desenvolvimento brasileiro.
Parabéns, Presidente Lula.
Dr.Ives Gandra Martins
Professor Emérito das Universidades
Mackenzie, UNIFMU, UNIFIEO, UNIP e das Escolas de Comando e Estado
Maior do Exército-ECEME e Superior de Serra-ESG, Presidente do
Conselho Superior de Direito da Fecomercio e do Centro de Extensão
Universitária - CEU - ceu@ceu.org.br e escreve quinzenalmente para
o Jornal Mundo Lusíada.
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