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Por Adriano da Costa Filho*


Quarta-feira | 07 MAI 08

Coluna Luso-Descendente
“O Patrimônio Histórico de Portugal”

Portugal sempre esteve à frente quando o assunto é referente à Patrimônio Histórico, uma vez que, desde muitos séculos, desde a sua fundação, já havia criado a “Torre do Tombo”, local em que os seus reis, guardavam os documentos históricos, das viagens, dos acontecimentos, e cujo nome no Brasil tomou até a forma de algo que não pode ser destruído, ser guardado historicamente, ou seja “tombamento”, tal prédio tem que ser tombado, tal monumento vai ser tombado, evidentemente fazendo menção ou alusão à Torre do Tombo em Lisboa, o arquivo real.

Em Portugal a “Unesco” Entidade mundial que trata e registra esses acontecimentos, enriqueceu os já famosos “tombamentos” de riquezas preservadas e reconheceu o Centro Histórico de Guimarães, a cidade onde nasceu o primeiro rei de Portugal “Dom Afonso Henriques”, como um conjunto arquitetônico de importância mundial, bem como, também a Região do Alto Douro Vinhateiro, local onde saem os maravilhosos e muito famosos vinhos do Porto, os quais têm a sua magnitude na região de Pêso da Régua, cujo local foi marcado já ao alvorecer do ano de 1756, portanto, recebendo o titulo pela sua importância cultural e preservativa.

A Unesco, começou a classificar todos os “Patrimônios da Humanidade” a partir do ano de 1972, e já em 1983, o “Centro Histórico de Angra do Heroísmo” havia sido o primeiro local a ser “tombado” e por ela reconhecido.

Em 1986, foi a vez do Centro histórico de Évora, já em 1989 aconteceu com o Mosteiro de Alcobaça, e partindo dai a passagem da cidade de Sintra, no ano de 1996 foi a vez do Centro Histórico do Porto, no ano de 1998 aconteceu com o sitio rupestre do Vale do Côa e no ano de 1999 a Floresta de Laurissilva lá na maravilhosa Ilha da Madeira e em 2001 o Alto Douro e Guimarães.

Portando, uma lista enorme de locais muito apreciados pela população portuguesa e por turistas do mundo inteiro, que vêem essas obras que os maravilhosos lusitanos deixaram para as populações subseqüentes e que o mundo moderno reverência com incontido prazer.

Existe no Portugal moderno muitos outros locais a serem tombados, se já não o foram, e evidentemente serão naturalmente reconhecidos pela Unesco os Monumentos Mundiais de Preservação Histórica, e hoje em dia nós adoramos ver tudo que é do passado, como em Lisboa o Palácio da Luz, o cais de Sagres, onde dali partiram os adoráveis navegantes lusitanos.

Hoje no Brasil temos regiões fantásticas já tombadas e reconhecidas pela Unesco, como as cidades históricas de Minas Gerais, Ouro Preto, Mariana etc.. E a quem devemos elas? Ao português “Aleijadinho”, o mestre que deixou para a posterioridade uma obra fantástica já caracterizada como uma das mais bonitas obras deixadas pelos históricos, seguindo o exemplo lusitano da beleza plástica, da beleza das imagens, das pinturas, e das igrejas.

Assim sendo, Portugal apresenta e apresentou os “ícones” para o mundo cultural, mostrando a sua paixão pelas coisas lindas que sempre presenteou à humanidade, como a música folclórica, o fado, e a dança portuguesa.

E nós brasileiros, luso-descendentes, adoramos isso tudo, porque vem do nosso querido e Eterno Portugal.

Adriano da Costa Filho
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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