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Por Adriano da Costa Filho*


Quarta-feira | 02 ABR 08

Coluna Luso-Descendente
“Cidade de Guimarães, berço do Eterno Portugal”

A cidade de Guimarães é uma cidade diferenciada, porque ela foi o berço do nosso “Eterno Portugal”. No século X (10), o Lusitano Mumadona, construiu um Castelo para defender dos “mouros” o Mosteiro de Santa Maria de Guimarães e na sua praça principal “Praça Santiago”, que segundo a tradição, a imagem da “Santa” foi trazida pelo Apóstolo São Tiago, o qual saindo de Jerusalém, atravessou o mar Mediterrâneo e na França empreendeu a famosa viagem pelo caminho que levou o seu nome “Caminho de Santiago” parando em Compostela na Espanha, onde veio a falecer, mas, passando por Guimarães, ali deixou a imagem da Santa.

Ali em Guimarães D. Afonso Henriques recebeu a sua equipe governativa, quando no século XII na fundação do Eterno Portugal e por sua beleza conservada a séculos desde os primórdios da Idade Média, Guimarães foi considerada pela UNESCO, um “Patrimônio da Humanidade”.

A cidade fica perto do Porto em torno de 53 quilômetros e faz parte do Distrito de Braga e do Minho, e a sua população está em torno de 50.000 habitantes. Uma das primeiras ruas, foi a de Santa Maria, que ficava entre o Convento fundado por Mumadona e o Mosteiro de Santa Maria e temos ainda o Largo do Toural no centro da cidade, o Edifício da Ordem Terceira de São Domingos e outros locais muito tradicionais.

O famoso Castelo foi construído por volta do século 10, por desejos do Mumadona, uma vez que a proteção tinha que ser dada pelos ataques dos mouros (árabes), todavia com a criação do nosso Portugal, o rei D. Afonso Henriques tomou posse do castelo.

Vislumbrar a cidade de Guimarães é praticamente um sonho lusitano, uma vez que, tudo ali lembra um tempo que passou e que ficou na memória de várias gerações de lusitanos e dos portugueses, a cada instante tudo recorda o tempo da Idade Média, com suas construções, ruas estreitas e na qual todos ficam eletrizados pela beleza conservada.

Essa terra magistral que mora no coração de todo português, tem um brasão muito lindo, com girondinas de branco e verde e cordões de borbolas, muito representativo desse maravilhoso pedaço da pátria portuguesa, que mostra neste futuro o que os lusitanos maravilhosos fizeram para a criação desse nosso Eterno Portugal.

Adriano da Costa Filho
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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