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Em Agosto de 1900, vinha a falecer um
grande mestre da cultura lusitana: EÇA DE QUEIROZ. Ele havia
nascido em 1845, portanto, viveu 55 anos, muito pouco para essa
magistral figura da pátria portuguesa e do romance em língua
portuguesa.
O legado de Eça de Queiroz é uma coisa
que não pode ser esquecido, sendo que, dois romances fantásticos
de sua lavra "O Crime do Padre Amaro"(1880) e "Os Maias" (1888)
são na realidade o máximo da prosa realista, sendo que o primeiro
é puro romance de tese, como também o foi o "Primo Basílio"
editado em 1878. E nesses livros a intenção dele era chamar a
atenção sobre as mazelas sociais e a hipocrisia da vida reinante
nessa época ou seja nas décadas de 70 e 80 do século 19.
O cume de sua obra- realista veio mesmo
com os dois volumes de "Os Maias", sendo aí uma divisória entre o
escritor, que anteriormente era crítico da sociedade, combativo e
republicano e o depois, sem qualquer idéia reformista, já sonhando
com o eterno Portugal e a sua grandeza memorialística.
No ano de 1870, transferiu-se a Cuba, e
depois em 1874 para a Inglaterra e depois finalmente foi em 1888
para Paris, ano da publicação de "Os Maias", sendo que em Paris
veio a falecer em 1900.
Ele sempre procurava encontrar-se com os
mestres escritores/poetas: e num grupo formado chamado de "Grupo
dos Cinco", em 1884, contava com: Guerra Junqueiro, Antero de
Quental, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e evidentemente ele Eça
de Queiroz, para a época e hoje para nós os maiores nomes da
literatura portuguesa, os quais acabaram nessa época de revisar as
suas posições, saudosos de épocas passadas.
Eça de Queiroz era um apaixonado pela
sua esposa Emilia, sempre passeando com ela, muito bem vestido e
ela uma verdadeira dama, e aos filhos José Maria e Maria ele fazia
o máximo para instruí-lo na literatura.
Esse magistral Eça de Queiroz, um dos
nomes dominantes da Literatura portuguesa de todos os tempos, não
nasceu e nem morreu em Lisboa, mas foi ele quem mais se
identificou com a paisagem humana e social da Lisboa que amava e
onde era o seu ponto de referência, ele esteve anos em
Havana/Cuba, na Inglaterra em Bristol e Newcastle, e em Paris na
França, transformou-se num homem do mundo e uma vez disse e
escreveu que: Atenas produziu a escultura, Roma fez o Direito,
Paris inventou a revolução, a Alemanha achou o misticismo e Lisboa
criou o Fado.
A sua última obra, "A tragédia da Rua
das Flores", só apareceu 100 anos depois, uma vez que ficou
emparedada na sua casa, que com a reforma foram achados papéis
rascunhados, que a princípio achavam que eram rascunhos do livro
"Os Maias", mas que estudos depois verificaram que era um livro,
publicado em Lisboa no ano de 1880, pela "Moraes Editores". Em sua
vida publicou inúmeros livros, como "A Relíquia", "O Mandarim", "O
Mistério da Estrada de Sintra", bem como, contos e textos para a
imprensa.
Portanto, devemos dar louvores a esse
mestre da cultura portuguesa, que com suas obras modificou com
certeza o mundo encantado do "Eterno Portugal ", Gloria Eterna ao
mestre escritor EÇA DE QUEIROZ.
Adriano da Costa
Filho
Diretor Administrativo da Federação
Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do
Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos
Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do
Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito
Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.
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