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Por Adriano da Costa Filho*


Quinta-feira | 17 JAN 08

Coluna Luso-Descendente
“Portugal”

O maior país descobridor de todos os tempos e o valor dos investimentos nesses empreendimentos!

No ano de 1179, e estamos a mais de 800 anos dos acontecimentos, o grande D. Afonso Henriques, enviou um documento às cortes de seu país, para demonstrar como estavam sendo aplicados os valores arrecadados em Santa Cruz de Coimbra e qual o destino de todo esse dinheiro.

Para que o leitor tenha idéia do dinheiro que circulava naquela época tão distante, a moeda lusitana tinha o nome de: “MARAVEDIS”, bem como existiam os: “MARAVEDIS MAIORES”, os “MARCOS DE PRATA” - “MARCOS DE OURO” e a divisão também em “MOSMODIS”, portanto o Rei decidiu em um comunicado, como isso seria feito, mesmo porque a fortuna do Rei confundia-se com o Tesouro do Estado e Afonso Henriques tinha em seu poder valores enormes e assim correspondia a um plano de investimentos
para melhoria do seu reinado e do Portugal de antanho e as futuras descobertas pelo mundo inteiro.

O comunicado expedido demonstrava o estado geral do país nessa altura: “Eu, Afonso, rei dos Portugueses, considerando a minha morte e o dia do severo juízo, quando cada um será retribuído segundo as suas boas ações (...), tendo ponderado deligentemente, decidi dispor de certa parte da minha fortuna, isto é, 22.000 maravedis, que tenho depositado no Mosteiro de Santa Cruz, e reparti-los em beneficio de minha alma depois de minha morte, da seguinte forma: 8.000 mosmodis e 400 marcos de prata menos 24, 162 maravedis e 6.000 maravedis maiores para a Ordem do Hospital de Jerusalém.

Para a obra de Santa Maria de Lisboa, 1000 maravedis. Para a obra de Alcobaça, Évora, Coimbra, Porto, Braga, Viseu e Lamega, 500 maravedis para cada uma. Para os mosteiros 3.210 maravedis, à ponte do Douro 3.000 maravedis. Ao Mosteiro de Santa Cruz 1.000 maravedis maiores e 1.000 mosmodis menos de meio, bem como, todos mouros, cavalos e azêmolas que eu tiver ao tempo de minha morte.

Ao mestre de Évora, Gonçalo Viegas já lhe dei 10.000 maravedis. Deixo aos pobres do bispado de Lisboa, Santarém, Corruche, Abrantes, Tomar, Torres Novas, Ourém, Leiria e Pombal, 1.000 maravedis para cada um.

Aos pobres dos bispados do Porto, de Tui e arcebispado de Braga, 3.000 maravedis e finalmente ao hospital novo de Guimarães, ao de Santarém, e ao de Lisboa, 260 maravedis para cada um. Feita esta carta de manda no mês de Fevereiro de 1217.

Como vemos em perfeito detalhe, o Rei de Portugal D.Afonso Henriques, distribuía a fortuna real, para várias entidades, já com a intenção de fortalecê-las, num investimento para uma posterior data para a grandeza de Portugal.

Naquela época distante um “marco de ouro” valia 15 maravedis (portanto já existia o câmbio), todavia nesse comunicado existiam também para a defesa do novo pais, acabado de sair da Lusitânia, o novo Portugal e que dizia também o seguinte: 10.000 maravedis para o mestre da Ordem Militar de Calatrava, com sede em Évora e depois em Avis e 6.000 maravedis para a Ordem Militar dos Hospitaleiros.

Grandes obras foram designadas e destinados os seus valores, como de Alcobaça, as cidades Episcopais, financiava o Rei a construção de grandes Catedrais, a Ponte do Rio Douro, outras no interior de Portugal, como em Mesão Frio. A grande ligação do Norte com o Sul do país.

Ele foi o grande construtor do novo país, e teremos sempre que reverenciar a memória desse grande e emérito construtor da pátria lusitana, da pátria portuguesa, foi o mestre do que hoje nos orgulhamos do Portugal moderno e aquele que iniciou a glória
imorredoura do Eterno Portugal.

Adriano da Costa Filho
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.


 

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