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Artigo Luso-Descendente » ADRIANO COSTA FILHO

21/DEZ/2007


História

Vida e Obra de Luís Vaz de Camões

Quando nos propusemos a reverenciar a vida e a obra do grande mestre da poesia portuguesa, Luiz Vaz de Camões, sempre tivemos em mira mostrar também a sua vida particular, porque acho que, saber o que esse grande homem da história de Portugal fez, mereceria que fossem contadas facetas de sua existência, porque estamos a 500 anos de distância de sua existência e todos nós conhecemos a sua inacreditável obra "Os Lusíadas", obra prima da poesia e literatura lusitana, todavia, o que ele foi e fez em sua existência é que deveria ser do conhecimento de todo leitor, porque creio eu, nós não somos só feitos de fantasias, mas, todo ser humano tem a sua vida real.


Assim sendo vou transcrever o que um mestre em teoria literária, e doutor em educação pela UNICAMP, Severino Antonio Barbosa, escreveu sobre este grandioso mestre da poesia portuguesa:

Luís Vaz de Camões
"Viajante, letrado, humanista, trovador à maneira tradicional, fidalgo esfomeado, uma mão na pena e noutra a espada, salvando a nado num naufrágio a grande obra de sua vida, Camões assumiu e meditou a experiência de toda uma civilização cujas contradições vivem na sua carne e procurou superar pela criação artística (...) Camões atingiu uma maestria do verso que deixa muito para trás os seus antecessores em redondilha ou em decassílabo". (História da Literatura portuguesa - Oscar Lopes e António J.Saraiva).


Pouco se sabe ao certo, sobre a vida de Camões. Deve ter nascido em 1524 ou 1525, ignora-se em que cidade. Sua família tinha ascendência aristocrática, embora empobrecida. Provavelmente teve acesso a livros e ao estudo através de um suposto tio, prior de um mosteiro e alistou-se como soldado raso e perdeu um olho direito em combate, em Ceuta, em fins de 1549.


De volta a Portugal, viveu desregradamente. Uma briga de rua com um funcionário do palácio o levou à prisão, onde passou nove meses durante o ano de 1552. Saiu da cadeia a fim de servir o exercito português ultramarino na Índia, de onde só voltou dezessete anos depois. O exílio de Camões, deu-se na Índia, na China em Macau, onde teria escrito grande parte do "Os Lusíadas" e de sua lírica, e na África.


Ao sair da China, em 1556, sofreu um naufrágio, do qual, segundo a lenda, teria conseguido salvar os manuscritos. No entanto, Dinamene, moça chinesa com quem vivia, morreu afogada, transformando-se num dos temas dramáticos da Lírica de Camões. Um amigo, que encontrou o Poeta em Moçambique, contou "que ele vivia tão pobre que comia de amigos."


Depois de muitos anos conseguiu publicar sua epopéia "Os Lusíadas" em Portugal (1527). Passou a receber uma pequena pensão do Rei, que entretanto não o pagava regularmente. Assim continuou vivendo na miséria. O livro de poemas líricos, em que vinha trabalhando por duas décadas, desapareceu provavelmente, teria sido roubado."Em 10 de junho de 1580, terminou a sua existência pelo mundo, em pedaços repartida".


Do pouco que se conhece sobre a biografia de Camões, restam algumas certezas: ele experimentou intensa e profundamente o conhecimento dos livros e o conhecimento da vida, "o saber de experiências feito". Teve atormentada e múltipla vivência amorosa, que transparece de maneira inequívoca em seus poemas líricos".

Portanto, pode-se escrever quantas e quantas vezes cada um quiser sobre a vida de renomados artistas, poetas, escritores etc..., e os fatos que ocorreram nessas vidas, o interessante é sair "à tona", porque nós ávidos para sabermos quem foram os nossos afeiçoados literatos, sempre queremos saber esses acontecimentos e como podem notar no que foi escrito acima, sempre existem dúvidas a respeito de fatos acontecidos: LENDA, PROVAVELMENTE, TERIA, VIVÊNCIA AMOROSA, etc...


Sendo lenda ou realidade, nada de mal pode afetar a vida de cada mestre, porque as suas obras são imortais, e todos nós temos o direito de saber algo sobre essas vidas que passaram, mormente nós lusitanos e luso-brasileiros, porque fazem parte de nossa existência, as suas obras nós as conhecemos e ao lermos sobre as suas vidas, nos inteiramos.


ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO.
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro Vitalício do São Paulo F.C. Membro da Casa do Poeta de
São Paulo.
Membro do Movimento Poético Nacional. Membro da Academia Virtual
Sala dos Poetas.
Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil
Honra Meritória, da Soberama Ordem Internacional do Mérito Desportivo.

Colaborador do Jornal Mundo Lusíada

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