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10/DEZ/2007
Portugal
O maior país de descobridor de todos os
tempos
E o valor dos Investimentos nesses
Empreendimentos
No ano de 1179, e estamos a mais de 800 anos dos acontecimentos, o
grande D. Afonso Henriques, enviou um documento às cortes de seu
pais, para demonstrar como estavam sendo aplicados os valores
arrecadados em Santa Cruz de Coimbra e qual o destino de todo esse
dinheiro.
Para que o leitor tenha idéia do dinheiro que circulava naquela
época tão distante, a moeda lusitana tinha o nome de "MARAVEDIS",
bem como existiam os "MARAVEDIS MAIORES", os " MARCOS DE PRATA",
"MARCOS DE OURO e a divisão também em "MOSMODIS", portanto o Rei
decidiu em um comunicado como isso seria feito, mesmo porque a
fortuna do Rei confundia-se com o Tesouro do Estado. E Afonso
Henriques tinha em seu poder valores enormes e assim correspondia
a um plano de investimentos para melhoria do seu reinado e do
Portugal de antanho e as futuras descobertas pelo mundo inteiro.
O comunicado expedido demonstrava o estado geral do pais nessa
altura:
"Eu, Afonso, rei dos Portugueses, considerando a minha morte e o
dia do severo juizo, quando cada um será retribuido segundo as
suas boas ações (,,,), tendo ponderado deligentemente, decidi
dispor de certa parte da minha fortuna, isto é, 22.000 maravedis,
que tenho depositado no Mosteiro de Santa Cruz e reparti-los em
beneficio de minha alma depois de minha morte, da seguinte forma:
"8.000 mosmodis e 400 marcos de prata menos 24,162 maravedis e
6000 maravedis maiores para a: Ordem do Hospital de Jerusalém.
Para a obra de Santa Maria de Lisboa,1000 maravedis. Para a obra
de Alcobaça, Évora, Coimbra, Porto, Braga, Viseu e Lamega, 500
maravedis para cada uma. Para os mosteiros 3210 maravedis, à ponte
do Douro 3000 maravedis. Ao Mosteiro de Santa Cruz 1000 maravedis
maiores e 1000 mosmodis menos de e meio, bem como, todos mouros,
cavalos e azêmolas que eu tiver ao tempo de minha morte. Ao mestre
de Èvora Gonçalo Viegas já lhe dei 10.000 maravedis. Deixo aos
pobres do bispado de Lisboa, Santarém, Corruche, Abrantes, Tomar,
Torres Novas, Ourém, Leiria e Pombal, 1000 maravedis para cada um.
Aos pobres dos bispados do Porto, de Tui e arcebispado de Braga
3000 maravedis e finalmente ao hospital novo de Guimarães, ao de
Santarém, e ao de Lisboa, 260 maravedis para cada um. Feita esta
carta de manda no mês de Fevereiro de 1217."
Como vemos em perfeito detalhe, o Rei de Portugal D.Afonso
Henriques, distribuia a fortuna real, para várias entidades, já
com a intenção de fortalecê-las, num investimento para uma
posterior data para a grandeza de Portugal. Naquela época distante
um "marco de ouro" valia 15 maravedis (portanto já existia o
câmbio), todavia nesse comunicado existiam também para a defesa do
novo pais, acabado de sair da Lusitânia, o novo Portugal e que
dizia também o seguinte: "10.000 maravedis para o mestre da Ordem
Militar de Calatrava, com sede em Évora e depois em Avis e 6000
maravedis para a Ordem Militar dos Hospitaleiros".
Grandes obras foram designadas e destinados os seus valores, como
de Alcobaça, as cidades Episcopais, financiava o Rei a construção
de grandes Catedrais, a Ponte do Rio Douro, outras no interior de
Portugal, como em Mesão Frio. A grande ligação de Norte com o Sul
do país.
Ele foi o grande construtor do novo país, e teremos sempre que
reverenciar a memoria desse grande e emérito construtor da patria
lusitana, da pátria portuguesa, foi o mestre do que hoje nos
orgulhamos do Portugal moderno e aquele que iniciou a glória
imerredoura do ETERNO PORTUGAL.
ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO.
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro Vitalício do São Paulo F.C. Membro da Casa do Poeta de
São Paulo.
Membro do Movimento Poético Nacional. Membro da Academia Virtual
Sala dos Poetas.
Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil
Honra Meritória, da Soberama Ordem Internacional do Mérito
Desportivo.
Colaborador do Jornal Mundo Lusíada
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