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Artigo Luso-Descendente » ADRIANO COSTA FILHO

06/DEZ/2007


Lenda, Realidade, ou Fantasia

Pedro Álvares Cabral

O Emérito, quem foi, o que fez e o que não fez!

Todo mundo sabe quem foi Pedro Álvares Cabral, o nosso Cabral, descobridor do Brasil, em 22 de Abril de 1500. Mas, houve muita coisa ou muitos acontecimentos para que isso seja na realidade uma verdade pacífica.


Nos idos de 1300, um português de nome Sancho Brandão, também um grande navegador, esteve nas costas do Brasil, percorrendo a costa brasileira e levando a notícia para o Rei de Portugal, este imediatamente suprimiu a notícia não deixando que a revelação caísse na mão da Catalunha (Espanha), porque era adversária de Portugal nas empreitadas navegatórias, bem como, o Papa era espanhol e quem aprovava os mapas sobre descobertas.


Agindo assim, guardou toda a documentação da viagem na famosa “Torre do Tombo” em Lisboa (arquivo real), e lá ficou esquecida por quase 200 anos, até que o então Cristovão Colombo fizesse a viagem ao contrário e descobrisse a ilha de Guanany (na América), e com isso despertasse o temor de Portugal de que a Espanha pudesse vir atrás das terras visitadas em 1300, isso em 1492.


O rei de Portugal, enviou para o Brasil (ainda não tinha esse nome), o então Duarte Pacheco Pereira, que foi timoneiro de Vasco da Gama às viagens para a Índia e o qual percorreu a costa brasileira desde o Pará até o Rio da Prata, e constatou que nada existia em termos de alguma colônia de qualquer país, isso em 1494.


Como havia muita rusga entre Portugal e Espanha, o Papa que agora já era alemão, resolveu fazer uma conferência entre as duas nações, e esse Papa emitiu uma bula papal, a famosa "Bula Inter-Pares", que dizia que as terras descobertas até 100 milhas marítimas além das Ilhas de Cabo Verde, seriam de Portugal e além da Espanha, ora, Portugal sabia que nessas milhas tudo cairia dentro do mar e rejeitou-a.


Novamente o Papa, bolou outra conferência e na cidade de Tordesilhas na Espanha, que resultou então na concordância de Portugal ao acerto das descobertas, Portugal pediu 400 milhas, mas ficou em 370 milhas além das Ilhas de Cabo Verde e essas terras cairiam exatamente em Belém do Pará e no fim de Santa Catarina, mesmo porque os mapas mundiais já estavam determinados pelos Ingleses que o desenharam em Meredianos e Círculos.


Para que não houve desconfiança dos espanhóis, que poderiam recusar isso posteriormente, Portugal, resolveu então criar uma grande esquadra com 13 navios e mais de 4.500 marinheiros, e deu o comando a um navegador: PEDRO ÁLVARES CABRAL, um lusitano nascido em Belmonte em 1467, cujo grupo partiu de Lisboa em 09 de Março de 1500, com o intuito disfarçado de ir para a Índia e aportou na Bahia em 22 de Abril de 1500, exatamente em Porto Seguro, que era o meio entre Belém e o Rio da Prata. Ficou ali quase uma semana e rumou para a Índia, e imediatamente enviou para Portugal essa notícia, espalhando-a sobre a grandiosa descoberta, pela mão de Pero Vaz de Caminha que escreveu sobre o “achamento”.


Ora, então porque foi exatamente no meio entre as duas regiões da costa? Por que após uma viagem muito longa ficou poucos dias ali? Exatamente tudo para configurar-se a majestosa descoberta para o mundo daquela época, como também já havia recusado a Bula Inter-Pares e só aceitou o Tratado das Tordesilhas após confirmar o que lhe interessava.


Pedro Álvares Cabral foi o gigante da descoberta, mereceu todas a dádivas, o seu nome ficou marcado pela história de Portugal e do futuro Brasil, saiu de Portugal com 13 navios e voltou com 5 deles, porém, com muitas mercadorias. E o dia 22 de Abril ficou consagrado como a descoberta do futuro país gigante, criado por Portugal, criado no Paraíso.


O que ganhou esse conceituado navegador, quase nada, o maior de todos foi o esquecimento em sua terra natal, ganhou uma "Tença" (pensão) no ano de 1515, e depois outra Tença em 1518, pela sua descoberta já firmada da Terra de Vera Cruz, vindo a falecer em 1520, e sepultado em Santarém dentro da Igreja da Graça.


Ele, Pedro Álvares Cabral, foi um "Emérito" navegar, foi um grande navegador português, foi o oficial descobridor (achador) do Brasil, mas não o descobridor real deste grandioso país Brasil, hoje com 200 milhões de habitantes, que falam e escrevem na maravilhosa Língua portuguesa, já a terceira mundial, para honra e glória do nosso querido e eterno PORTUGAL.


ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO.
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro Vitalício do São Paulo F.C. Membro da Casa do Poeta de
São Paulo.
Membro do Movimento Poético Nacional. Membro da Academia Virtual
Sala dos Poetas.
Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil
Honra Meritória, da Soberama Ordem Internacional do Mérito Desportivo.

Colaborador do Jornal Mundo Lusíada

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