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06/DEZ/2007
Lenda, Realidade,
ou Fantasia
Pedro Álvares Cabral
O Emérito, quem foi, o que fez e o
que não fez!
Todo mundo sabe quem foi Pedro Álvares Cabral, o nosso Cabral,
descobridor do Brasil, em 22 de Abril de 1500. Mas, houve muita
coisa ou muitos acontecimentos para que isso seja na realidade uma
verdade pacífica.
Nos idos de 1300, um português de nome Sancho Brandão, também um
grande navegador, esteve nas costas do Brasil, percorrendo a costa
brasileira e levando a notícia para o Rei de Portugal, este
imediatamente suprimiu a notícia não deixando que a revelação
caísse na mão da Catalunha (Espanha), porque era adversária de
Portugal nas empreitadas navegatórias, bem como, o Papa era
espanhol e quem aprovava os mapas sobre descobertas.
Agindo assim, guardou toda a documentação da viagem na famosa
“Torre do Tombo” em Lisboa (arquivo real), e lá ficou esquecida
por quase 200 anos, até que o então Cristovão Colombo fizesse a
viagem ao contrário e descobrisse a ilha de Guanany (na América),
e com isso despertasse o temor de Portugal de que a Espanha
pudesse vir atrás das terras visitadas em 1300, isso em 1492.
O rei de Portugal, enviou para o Brasil (ainda não tinha esse
nome), o então Duarte Pacheco Pereira, que foi timoneiro de Vasco
da Gama às viagens para a Índia e o qual percorreu a costa
brasileira desde o Pará até o Rio da Prata, e constatou que nada
existia em termos de alguma colônia de qualquer país, isso em
1494.
Como havia muita rusga entre Portugal e Espanha, o Papa que agora
já era alemão, resolveu fazer uma conferência entre as duas
nações, e esse Papa emitiu uma bula papal, a famosa "Bula
Inter-Pares", que dizia que as terras descobertas até 100 milhas
marítimas além das Ilhas de Cabo Verde, seriam de Portugal e além
da Espanha, ora, Portugal sabia que nessas milhas tudo cairia
dentro do mar e rejeitou-a.
Novamente o Papa, bolou outra conferência e na cidade de
Tordesilhas na Espanha, que resultou então na concordância de
Portugal ao acerto das descobertas, Portugal pediu 400 milhas, mas
ficou em 370 milhas além das Ilhas de Cabo Verde e essas terras
cairiam exatamente em Belém do Pará e no fim de Santa Catarina,
mesmo porque os mapas mundiais já estavam determinados pelos
Ingleses que o desenharam em Meredianos e Círculos.
Para que não houve desconfiança dos espanhóis, que poderiam
recusar isso posteriormente, Portugal, resolveu então criar uma
grande esquadra com 13 navios e mais de 4.500 marinheiros, e deu o
comando a um navegador: PEDRO ÁLVARES CABRAL, um lusitano nascido
em Belmonte em 1467, cujo grupo partiu de Lisboa em 09 de Março de
1500, com o intuito disfarçado de ir para a Índia e aportou na
Bahia em 22 de Abril de 1500, exatamente em Porto Seguro, que era
o meio entre Belém e o Rio da Prata. Ficou ali quase uma semana e
rumou para a Índia, e imediatamente enviou para Portugal essa
notícia, espalhando-a sobre a grandiosa descoberta, pela mão de
Pero Vaz de Caminha que escreveu sobre o “achamento”.
Ora, então porque foi exatamente no meio entre as duas regiões da
costa? Por que após uma viagem muito longa ficou poucos dias ali?
Exatamente tudo para configurar-se a majestosa descoberta para o
mundo daquela época, como também já havia recusado a Bula
Inter-Pares e só aceitou o Tratado das Tordesilhas após confirmar
o que lhe interessava.
Pedro Álvares Cabral foi o gigante da descoberta, mereceu todas a
dádivas, o seu nome ficou marcado pela história de Portugal e do
futuro Brasil, saiu de Portugal com 13 navios e voltou com 5
deles, porém, com muitas mercadorias. E o dia 22 de Abril ficou
consagrado como a descoberta do futuro país gigante, criado por
Portugal, criado no Paraíso.
O que ganhou esse conceituado navegador, quase nada, o maior de
todos foi o esquecimento em sua terra natal, ganhou uma "Tença"
(pensão) no ano de 1515, e depois outra Tença em 1518, pela sua
descoberta já firmada da Terra de Vera Cruz, vindo a falecer em
1520, e sepultado em Santarém dentro da Igreja da Graça.
Ele, Pedro Álvares Cabral, foi um "Emérito" navegar, foi um grande
navegador português, foi o oficial descobridor (achador) do
Brasil, mas não o descobridor real deste grandioso país Brasil,
hoje com 200 milhões de habitantes, que falam e escrevem na
maravilhosa Língua portuguesa, já a terceira mundial, para honra e
glória do nosso querido e eterno PORTUGAL.
ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO.
Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro Vitalício do São Paulo F.C. Membro da Casa do Poeta de
São Paulo.
Membro do Movimento Poético Nacional. Membro da Academia Virtual
Sala dos Poetas.
Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil
Honra Meritória, da Soberama Ordem Internacional do Mérito
Desportivo.
Colaborador do Jornal Mundo Lusíada
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