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21/JUN/2007
Luís Piçarra
Um dos maiores cantores portugueses de todos
os tempos
Na canção portuguesa, talvez não houve ninguém melhor do que ele,
a sua voz lírica, de uma tonalidade invejável, repercutia
imensamente nos ouvidos dos ouvintes e de uma maneira tão suave
como forte, deslizando e firmando um encantamento incomparável.
Com a graça divina temos hoje alguns cds gravados por ele, que nos
mostram as mais bonitas canções de seu magistral repertório.
Luis Piçarra, nasceu em Moura no Alentejo no ano de 1917 e
freqüentou a Escola de Belas Artes de Lisboa e teve aulas com o
baritono D.Fernando de Almeida e com a cantora lírica Hermínia de
Alagarim. Percorreu o mundo viajando por muitos países mostrando a
sua belíssima arte não só do canto lírico, como das mais belas
canções portuguesas.
Esteve presente no Brasil, Espanha, Argentina, Egito, Líbano,
Grécia, Itália, Suíça, França, Moçambique, África do Sul e Angola.
No Brasil no ano de 1947, esteve exibindo-se no Rio de Janeiro no
Teatro Municipal, onde permaneceu por uma grande temporada junto
com a sua primeira esposa Dona Maria da Conceição Ramil de
Figueiredo e depois de alguns anos esteve em São Paulo, também
exibindo-se no Centro Trasmontano de São Paulo e em outras
entidades, com um sucesso fantástico que deixou a colônia
portuguesa num encantamento grandioso, exibindo-se também nas
rádios da época.
Casou-se em segunda núpcias com Maria Beatriz Navarro Y Rosa, e
veio a falecer em 1999, em tempo anterior em razão de uma doença
grave perdeu a voz completamente, uma voz incrível que deixou
marcas preponderantes na música, na canção maviosa da qual era ele
inigualável. Constava que havia nascido em 1917, porém, na
realidade foi em 23 de junho de 1916, mas, isso não é nada
relevante pela carreira magistral de que foi possuidor.
Já aos 4 anos de idade, cantava em corais alentejanos, mais tarde
teve também como professor o famoso cantor italiano Tito Schippa.
A senhora sua mãe foi uma grande pianista e o seu avô um dos
maiores violinistas espanhóis.
Em Paris cantou para o General De Gaulle, e foi aplaudido de pé
pelo Rei Faruk do Egito. Em 1950 em Paris, no Teatro Municipal
cantou junto com Edith Piaff na opereta “Colorado” nesse Teatro
“Gaité Lyrique”.
Nas suas mais bonitas canções, podemos destacar: Oh! Morena -
Fandango do Cartaxo - Canção de Lisboa – Canção do Ribatejo – Ó
Meu Alentejo, bem como as insuperáveis e fantásticas canções:
Guitarras da Mouraria – Noite de Luar e a Fiandeira. Quem o viu
cantar, como este que escreve estas linhas, jamais o esquecerá,
porque ele foi um iluminado, foi dotado pela Divina Providência e
sempre honrou o nome do nosso querido e Eterno Portugal.
Adriano Augusto da Costa Filho
Diretor
Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro
Vitalício do São Paulo F.C.
Membro da Casa do
Poeta de São Paulo.
Membro do Movimento
Poético Nacional
Honra Meritória, da
Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo.
Colaborador do
Jornal Mundo Lusíada |