SERVIÇOS >> EDITORIAIS / COLUNAS
 

Comente este artigo.

» Colunas do Autor

12/JUN/2007

» Trabalhar é necessário, mas na época justa

11/JUN/2007

» Negros e pobres se destacam no ProUni

08/JUN/2007

» Os Benefícios da Previdência Social

01/JUN/2007

» O Hábito do Espancamento Feminino

31/MAI/2007

» Movimentos Sociais reclamam de abandono por parte do Governo

28/MAI/2007

» A Banda dos Corações Solitários do Sgto Pimenta faz 40 Anos

18/MAI/2007

» O Companheiro Bush, o Etanol e os Bóias-Frias

16/MAI/2007

» Ambições atrapalham metas de Equilíbrio Ambiental

11/MAI/2007

» O Revigoramento do Ensino Técnico

» Bang-Bang sem final feliz

05/MAI/2007

» Papo com a Janaína Repórter

03/MAI/2007

» A Voz dos Professores

29/ABR/2007

» Educação e Qualidade só podem dar samba

27/ABR/2007

» Meio Ambiente pede por novo modelo de civilização

25/ABR/2007

» Abril tinge o Campo de Vermelho

23/ABR/2007

» 23 de Abril, Dia de São Pixinguinha: Ano 110

23/ABR/2007

» Brasileiros velhos sem saúde e Previdência

05/ABR/2007

» A Educação na Cratera

19/MAR/2007

» Água Doce

09/MAR/2006

» O Companheiro Bush

02/FEV/2007

» O Inferno está aqui?

30/JAN/2006

» Uma Proposta para ajudar a Educação

 
 

Notas Quotidianas » José de Almeida Amaral Jr.

03/MAI/2007


A Voz dos Professores

Segundo o Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira do MEC, que cruza notas de português e matemática mais o tempo que o aluno levou para completar um ano letivo, o resultado nacional ficou em 3,8 contra a média dos países desenvolvidos que é 6,0. Das 4350 cidades responsáveis pelo ensino até a 4ª série, somente 33 delas tem nível satisfatório, isto é, menos de 1%. Resultado: estamos formando legiões de despreparados, sem autonomia.


Motivado por esse quadro o governo lançou novo projeto, o Programa de Desenvolvimento da Educação – PDE. Pretende-se com suas várias medidas de investimento nos municípios que se inscreverem, levar o conjunto do país à nota 6,0 até 2022, bicentenário da independência. O plano, no geral, foi bem recebido no Congresso. Contudo, os professores, agentes diretamente ligados ao sucesso e qualidade da empreitada, questionaram os valores - o piso proposto a ser instaurado de R$ 850,00 por 40hs até 2010 é considerado muito baixo - e também vêem pouca participação popular no projeto.


Cada estado ou município no país tem seu próprio piso e isso causa tensões. Em Pernambuco o educador recebe R$ 300,00, abaixo do salário mínimo; em Brasília, por sua vez, o rendimento pode atingir os R$ 1.000,00 explica o coordenador-geral do instituto Ação Educativa, o educador Sérgio Haddad. Conforme o MEC, 39% dos professores recebem menos que o piso proposto. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação a proposta não diferencia os profissionais com e sem diploma acadêmico. Deveria remunerar em R$ 1.050 os profissionais com formação no ensino médio e em R$ 1.575 os de nível superior, embora sintam que acontecerá resistência em estados e municípios por essas idéias. De qualquer modo, pensam que os professores sem faculdade devam ser estimulados a estudar, assim como os já formados devam permanecer se aperfeiçoando. Solicitam que o governo invista na formação dos docentes, além de fazer acompanhamento para os profissionais que forem mal avaliados no sistema do novo programa.


Haddad, da Ação Educativa, também critica que para se qualificar a educação a coisa vai além de colocar computador na sala ou dar transporte gratuito. Há pouco no novo programa a respeito de participação comunitária e quase nada do ponto de vista pedagógico, duas coisas vitais para o sucesso educacional.


Lula e o MEC, no entanto, sinalizam com disposição para o diálogo e correções nas distorções da caminhada. Além disso, o ministério disse que irá lutar pela criação de uma Lei de Responsabilidade Educacional, para punir prefeituras que não atuam corretamente no setor.


É fundamental a busca de um consenso nacional para essa questão urgente. A sociedade deve acompanhar de perto e cobrar dos responsáveis uma verdadeira dedicação na realização dessa meta para evitar que, mais uma vez, tudo não resulte em mediocridade.
 

José de Almeida Amaral Jr.
Economista e professor universitário em Ciências Sociais
Pós-graduado em Sociologia e mestre em Políticas de Educação
Colunista pela Pascom na Rádio 9 de Julho Am 1600
Colaborador do Jornal Mundo Lusíada

» Artigos

» Editoriais / Colunas

» Espaço Leitor

» Agenda


© 2006 Jornal Mundo Lusíada - O melhor veículo de comunicação da Comunidade Luso-Brasileira.
Artigos assinados não exprimem propriamente a opinião do jornal Mundo Lusíada.

Colunas e textos de opinião com assinatura são de responsabilidade de seus autores.