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Notas Quotidianas » José de Almeida Amaral Jr.

23/ABR/2007


23 de Abril, Dia de São Pixinguinha: Ano 110

Numa ocasião, o pesquisador Ary Vasconcelos sentenciou: “Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas, se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: ‘Pixinguinha’”. Sem dúvida, ele foi muito feliz nessa reflexão. O compositor e arranjador Alfredo da Rocha Vianna é, com toda justiça, considerado um dos fundadores da nossa moderna música, além de ser, também, um virtuose como instrumentista. Esse carioca filho de Alfredo da Rocha Vianna e Raimunda Maria da Conceição foi, ao que se pode constatar, um autêntico gênio sob os auspícios dos Orixás.


Suas origens geram controvérsias. Conforme descoberta de Jacob Pick Bittencourt, o virtuose Jacob do Bandolim que além de instrumentista era também estudioso sério da MPB, o músico nasceu no dia de s. Jorge/Ogum, em 23 de abril de 1897 e não em 1898 como se pensou até 1968, por conta de um erro na certidão tirada tardiamente em 1933, segundo levantamento feito na Igreja de Santana, local do seu batismo, no centro do Rio de Janeiro. O nome igualmente tem incertezas, não se definindo o final como sendo Filho ou Júnior. Também o bairro natal não está claro se foi Piedade, Catumbi ou ainda Santa Tereza, com tendência maior ao primeiro de acordo com a lembrança de três de suas irmãs entre os dez filhos da família. Mostras das humildes condições que viviam. E mais, o menino veio à luz num país que mal deixara a prática da escravidão e recém se tornara republicano. Onde o preconceito de cor era brutal. Surgiam as favelas e a ideologia do ‘negro incapaz para o trabalho’. Entre 1880 e 1930 desembarcam no país 4 milhões de imigrantes que vieram principalmente da Europa para ajudar a ‘modernizar’ a economia e, de quebra, branquear a sociedade. Interessante lembrar que o futebol, esporte tão popular na nação, chegou por aqui também nessa época, em 1894, sendo que os afro-descendentes puderam participar de um torneio oficial somente em 1923 quando o glorioso C. R. Vasco da Gama entrou para a primeira divisão carioca levando jogadores negros em sua equipe. Talvez por isso o coração do garoto Pizindim, assim chamado entre familiares, bateu mais forte pelas cores do time de São Januário, da colônia lusa carioca.


Desde tenra idade a música foi sua companheira. Em sua numerosa família quase todos eram musicistas, a começar pelo pai que era flautista. Henrique e Léo, dois irmãos, o ensinaram a tocar cavaquinho, que logo aprendeu, tirando temas ‘de ouvido’. Isso o levou depois a acompanhar o velho Vianna em bailes e eventos. Com 11 anos compôs sua primeira peça, um choro, intitulado ‘Lata de leite’, numa flautinha mambembe. Nessa época, morando num grande casarão no Catumbi, foi aluno de Irineu de Almeida, ocupante de um dos quartos do que ficou conhecido como ‘Pensão Vianna’. Irineu tocava oficleide – instrumento com corpo similar ao sax, com bocal de trombone -, trombone e bombardino na Banda do Corpo de Bombeiros, famosa corporação musical criada em 1896. Aliás, a residência vivia freqüentada por instrumentistas como Bonfiglio de Oliveira, Quincas Laranjeiras, Candinho Trombone entre outros. No Brasil daqueles tempos as bandas eram importantíssimas, como se pode verificar no catálogo da Casa Edison, primeira gravadora brasileira. Esta constituiu também a sua própria formação com muitos integrantes da agremiação do Corpo de Bombeiros que tinha de 40 a 45 integrantes e gravou tangos, polcas, valsas, dobrados, schottisches, maxixes e quadrilhas de uma forma diferenciada das bandas militares tradicionais, mais quadradas em sua potente sonoridade. Elas dominaram o panorama nos primórdios dos registros sonoros mecânicos entre 1902 e 27 para posteriormente desaparecerem de forma lamentável. Pizindim bebeu dessa fonte até se fartar.


Tocando em festas e quermesses o garoto causava admiração. Foi então presenteado com uma flauta de 600 mil réis importada pelo orgulhoso pai. Aos 14 anos seu irmão Otávio, conhecido por China, levou-o junto para tocar num chopp da Lapa. Os boêmios ficaram encantados com a técnica do garoto. Sua fama crescia com ele. Certo dia, enquanto empinava pipa, teve uma surpresa: recebeu convite enviado pelo violonista Arthur Nascimento para substituir Antonio Maria Passos, do grupo Passos no Choro e da Banda do Corpo de Bombeiros, no Teatro Rio Branco. E, apesar de sua timidez, ele não perdeu a oportunidade. Seu talento brilhou com intensidade e acabou por permanecer fixo naquele importante espaço. Em 1911 foi ao estúdio pela primeira vez e gravou a peça ‘S. João debaixo d’água’ de Irineu Almeida. Em 1914 editou sua primeira composição, o tango ‘Dominante’. Formou no carnaval desse ano o Grupo do Caxangá, que contava entre outros com os violonistas João Pernambuco, autor de ‘Luar do Sertâo’ (com Catulo da Paixão) e Donga. Em 1917 gravou para a Odeon ‘Morro do Pinto’ e ‘Morro da Favela’ no Grupo Pechinguinha. No mesmo ano registrou ‘Sofres porque queres’ e ‘Rosa’ pela Odeon no Choro Pechinguinha. Cabe notar as mudanças em seu nome, que caminharão na direção do que ficará eternizado, ou seja, Pixinguinha, cujo significado está entre ‘menino bom’ e ‘comilão’, dependendo da interpretação dos dialetos africanos originários. Outro ponto básico: choro aí é, então, uma forma de expressão, uma maneira de tocar iniciada no último quarto do séc. XIX e não ainda um gênero musical pleno, como seria constituído no decorrer dos anos.


Naquela belle époque o cinema era uma grande atração. Havia na capital federal um elegante chamado Palais onde, para se esperar o início das fitas, o público aguardava sendo brindado por reconhecidos musicistas. Em 7 de abril de 1919 Pixinguinha e mais sete companheiros foram contratados para se apresentarem. Seriam conhecidos como Oito Batutas: ele na flauta, Donga no violão, China no violão e canto, Nélson Alves ao cavaco, Raul Palmieri ao violão, Jacob Palmieri no reco-reco e José Alves no bandolim. Lá tocavam maxixes, batuques, cateretês, corta-jaca, lundus, música sertaneja com grande público. Rui Barbosa, Ernesto Nazareth (autor de ‘Odeon’, ‘Brejeiro’, ‘Eponina’ e tantas lindas peças pianisticas mais) e Arnaldo Guinle, entre outras figuras ilustres, iam ouvi-los. Uma sensação. Nesse ano Pixinga criou ‘Um a zero’, em homenagem ao gol de Friedenreich para o Brasil na final do sul-americano contra o Uruguai. Durante anos somente ele tocou esse choro, tamanha as dificuldades técnicas para interpretá-lo. Aliás, conta-se que nesse longínquo 1919 Pixinguinha à flauta e sua turma subiram as escadarias na Penha tocando o ligeiro ‘Urubu Malandro’ para delírio da platéia. A notoriedade ia ganhando amplitude.


O grupo foi convidado a fazer algumas excursões pelo país. E os olhos grandes da inveja e do preconceito se arregalam. Viaja a São Paulo, Juiz de Fora, Curitiba, Salvador, Recife entre outras localidades. E carimba o passaporte no ano de 1922, centenário da independência, rumo a Paris, para desespero dos racistas: “Como o Brasil podia ser representado por um bando formado basicamente por negros?”, reclamavam indignados. Alheios a isso Les Batutas atuam nos palcos da ‘Cidade Luz’. Tocaram também em recepções finas para autoridades o seu ‘som exótico’. Pixinguinha foi aclamado pelo seu virtuosismo na flauta. Nessa excursão ele toma maior contato com o saxofone, um símbolo das jazz-bands, embora o tivesse notado pelo seu timbre em meio a um conjunto de cordas para dança que, vez por outra, utilizava o instrumento.


O uso da expressão ‘jazz-band’ e do saxofone para os detratores provaria que Pixinga escrevia influenciado pelo gênero yankee - que logo se tornaria intensa moda, mas até então estava em formação - tomando como exemplo a composição ‘Carinhoso’, lançada em 1929. Contudo, esta – original de 1916 ou 17 – é anterior ou simultânea à pioneira gravação da Original Dixieland Jazz Band que estreou nos estúdios Victor em Nova York em fevereiro de 1917. É bastante improvável Pixinga se influenciar por algo não existente documentalmente ou concomitante à sua criação. Inclusive ele a concebeu como uma polca lenta e, depois, rearranjou como chorinho, sendo ainda publicado posteriormente como samba estilizado. Não era jazz. O sucesso incomodava, isto sim. Logo após a viagem à França vão para a Argentina, onde gravam pela Victor em Buenos Aires e fazem verdadeiro sucesso.


Sua música é legitimamente nacional. Gilberto Freyre que o diga. Em 1926 Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Prudente de Moraes Neto, dignos representantes da intelectualidade brasileira, eram seduzidos pela graça carioca de Patrício Teixeira, Donga, João da Bahiana e Pixinguinha como o fora anteriormente Blaise Cendrars, Luciano Gallet e outros estrangeiros. Frise-se que para o antropólogo Hermano Vianna construía-se, a partir daí, uma ideologia de unidade nacional com a ‘cordial mestiçagem’ e o samba como elementos resultantes da integração de nossa sociedade. Note-se que, segundo Pixinga, não ele e sim João da Bahiana – João Machado Guedes - é que sabia contar sobre as raízes do samba por ser neto de escravos e ter aprendido com sua mãe, Perciliana, e outras ‘tias’ baianas entre as quais Amélia, Veridiana e Ciata como tocar pandeiro e fazer ritmo raspando a faca no prato, resultado de suas experiências nos festivos batuques promovidos por essas veneráveis senhoras em suas moradas nos subúrbios do Rio.


Após 1927, com a introdução do sistema elétrico nas gravações, Pixinguinha passaria a estar mais presente nos estúdios. Registrou seus temas, bem como fez o papel de arranjador e diretor, responsabilizando-se pela regência da Orquestra Victor Brasileira (1929) e Diabos do Céu (1932, com base no grupo da Velha Guarda de 31), além de permanecer atuando como solista de grupos. Gravou suas peças ‘Urubatã’ (1929), O urubu e o Gavião’ (1930), ‘Recordando’ (1935), ‘Carinhoso’ e ‘Lamentos’ (1941). Deixou definitivamente sua contribuição para a formação da música popular brasileira ao ser pioneiro nos arranjos do gênero choro para orquestra trabalhando também o frevo, gênero pernambucano de grande sucesso comercial nos anos 30 e 40. Sob sua batuta concebeu para vários dos grandes cantores da ‘era do rádio’ como Chico Alves, Carmem Miranda, Orlando Silva, Carlos Galhardo entre outros. Ao pegar as músicas alheias no estúdio, compunha as introduções para cativar o público e, depois, pensava na voz do cantor enquadrando-a na harmonia. Marchas de carnaval como ‘Teu cabelo não nega’ (Lamartine) ou ‘Alah-lah ô’ (Nássara e Haroldo Lobo) são provas disso. Quase co-autoria tamanha a importância do arranjo e das aberturas. Para o historiador Tinhorão ele não apenas criou a orquestra popular brasileira – unindo chorões com elementos de bandas militares e eruditos atrás de um cachê extra – como, além disso, conferiu um caráter nacional a esse trabalho de adaptação. Quer dizer, criou um autêntico ‘som Pixinguinha’, plenamente verde-amarelo. Por essas razões foram incluídos vários de seus arranjos para os encontros com o maestro Leopoldo Stokowski e seu grupo estadunidense em 1940 no Congresso Folclórico Pan-Americano, cujo repertório de 40 temas foi escolhido por ninguém menos que Villa-Lobos, rendendo 4 discos 78 rpm lançados no Brasil, pasmem, 47 anos depois, sob o título ‘Columbia presents Native Brazilian Music – Leopold Stokowski’. Boa parcela dos compositores e participantes já havia falecido e não ouviram o resultado.


Durante os anos 40 alguns problemas sérios ocorreram. Mesmo desde 1934 tendo entrado para o serviço público - iniciando como fiscal da limpeza urbana - o dinheiro sempre foi curto para Pixinga. Em 1935 ele e sua esposa Betty, casados desde 1927, haviam adotado um bebê, Alfredinho, ampliando a família. Tudo ia transcorrendo bem até que em 1939 o mundo entrou numa guerra que se estenderia até 45 e a contenção de gastos foi intensa. Betty adoeceu com gravidade. Remédios caros e a necessidade de adequações na casa começam a pressionar o orçamento já escasso. Mercado de trabalho estava em baixa. Grana encurtando. E para piorar, o vício da bebida que, além de consumir a renda, fazia o seu corpo começar a fraquejar. A embocadura foi pro espaço. Em 42 solou seus últimos choros no instrumento: ‘Cinco companheiros’ e ‘Chorei’. Em meados de 1946 ele abandonou a flauta pelo sax tenor unindo-se a seguir a Benedito Lacerda, exímio flautista e líder de um regional que dava lucro, abrindo possibilidade de pagar as contas atrasadas. Passou a assinar parcerias com Lacerda. Isso lhe salvou a casa que ia ser tomada pelas dívidas. Fizeram juntos 34 discos de 78 rpm até o ano de 1950. Foram execuções antológicas. Em 1948 compôs e gravou ‘Ingênuo’, seu choro preferido. Pixinga, ficando em segundo plano, era cutucado pelas provocações dos malabarismos na melodia tocada pelo flautista e respondia com maravilhosos desenhos sonoros. Conforme Brasilio Itiberê, da Escola Nacional de Música, ao abandonar a flauta pelo saxofone tenor ele criou contrapontos de alta complexidade e conseqüências estéticas para a MPB, lembrando Johann Sebastian Bach, de forma divinatória, autodidata.


Nos anos 50 gêneros como o bolero e o samba-canção foram ganhando terreno e o som típico de Pixinga, já fora do regional de Lacerda, perde adeptos. Todavia, em 1954, como parte das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo que se iniciara em janeiro, acontece o I Festival da Velha Guarda em 23 de Abril, dia de seu aniversário, sendo o evento promovido por Almirante – cantor e compositor Henrique Foréis Domingues - e transmitido pela Rádio Record com grande repercussão. Isto propiciou a realização de uma segunda edição no ano seguinte envolvendo um número maior de artistas que já estavam afastados dos holofotes e das execuções das paradas de sucesso. Resultou nos discos pelo selo Sinter ‘A Velha Guarda’, ‘Carnaval da Velha Guarda’ e ‘Festival da Velha Guarda’, com as participações entre outros de Pixinguinha, Bide, Donga, João da Bahiana e J. Cascata, que acertou ainda um show extra na Boite Casablanca, na Praia Vermelha, com muitos elogios da crítica. Cachês que pingavam lá e cá eram muito bem vindos.


Durante os anos 60, com o rock, a Bossa Nova, a Jovem Guarda e a Tropicália o ambiente ficou difícil para o trabalho do elegante Pixinga e seus mais de 50 anos de contribuições à MPB, empurrando-o a uma obrigada aposentadoria. Apesar disso, em 1967, chegou a participar do II Festival Internacional da Canção com a música ‘Fala Baixinho’ (com Hermínio Belo de Carvalho), interpretada por Ademilde Fonseca, pegando a 5ª posição. Ano seguinte, em maio de 68, Ricardo Cravo Albin, Hermínio Belo de Carvalho e Paulo Tapajós organizaram um espetáculo para homenagear os 70 anos – que na verdade eram 71, como vimos anteriormente - do velho mestre. O Museu da Imagem e do Som gravou o documento, embora só fizesse o lançamento quase 10 anos depois, revelando a luxuosa participação de Jacob e seu Época de Ouro, a orquestra de Radamés Gnatalli, o conjunto Os Boêmios e a Orquestra da Rádio MEC. Foi um ano cheio de emoções pelos tributos que lhe foram prestados, incluindo um LP pela Odeon com a participação de Clementina de Jesus e João da Bahiana intitulado ‘Gente da Antiga’ onde voltou a cantar – como havia feito em 1950 – o lundu ‘Yaô’ (parceria com Gastão Viana).


Um caso interessante. Quando das comemorações pelos seus 70 anos, contou-se nos jornais cariocas uma história recolhida no Bar Gouveia, na travessa do Ouvidor, freqüentado religiosamente pelo maestro desde 1953. Mais ou menos assim: sempre morando no subúrbio, certa ocasião tocou na cidade e tomou o ultimo trem com umas 20 pratas no bolso como pagamento. Saltou cansado da viagem e para cortar caminho passou por uma zona mais erma. Três figuras foram ao seu encalço. Aceleraram e ordenaram: - passa os cobres e a malinha. -A mala não, que é meu ganha pão, respondeu. Silêncio. Momento de tensão. Um fósforo é riscado pelos sujeitos e a cara bexiguenta, marcas da varíola na infância, se ilumina. - Puxa, desculpe seu Pixinguinha. O senhor é como nós, do samba, das biritas, do povão, dizem os gatunos. E juntos saem em proteção a ele. A grana, claro, foi ficando lavada por certa água que passarinho não bebe pelos botecos no caminho da escolta até o sol raiar. Naquele dia a bufunfa não chegaria nas mãos de dona Betty. Memórias de uma santa boemia.


No ano de 1971 ele entra em estúdios para a gravação derradeira. Era um projeto de Hermínio Belo de Carvalho, ‘Som Pixinguinha’, contando com ele ao tenor, Altamiro Carrilho na flauta, José Menezes no cavaco, Salvador ao piano, Geraldo Vespar ao violão, Orlando Silveira no acordeão e netinho no sax. Em julho desse ano foi escolhido para paraninfo da primeira turma de músicos da Universidade de Brasília. No mês de fevereiro de 73, pleno carnaval, o seu coração, que já não andava bem há alguns anos, parou enquanto realizava um batizado na Igreja N. Sra. da Paz. Sereno, foi para ‘o andar de cima’. E então choveu na cidade. Choro do céu em festa. Salve eternamente São Pixinguinha. Meu coração, sabe porque, bate feliz quando te ouve.
 

José de Almeida Amaral Jr.
Economista e professor universitário em Ciências Sociais
Pós-graduado em Sociologia e mestre em Políticas de Educação
Colunista pela Pascom na Rádio 9 de Julho Am 1600
Colaborador do Jornal Mundo Lusíada

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