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23/ABR/2007
Pero Vaz de Caminha
O primeiro jornalista e o poeta do descobrimento do Brasil
Todo mundo já ouviu falar de “Pero Vaz de Caminha”, o qual fez e
enviou uma carta ao Rei de Portugal e quase sempre se houve dizer:
aquele que disse a respeito do Brasil, mas, nas entranhas do
assunto quase ninguém comenta a realidade dessa carta maravilhosa,
que nos deu a formatação deste imenso Brasil, um presente que
Portugal nos deu e quem foi o ilustre cidadão português? o que ele
era? e como foi indicado para relatar essa viagem? é o que vamos
detalhar.
O principal documento sobre a descoberta do Brasil, saiu da pena
de Pero Vaz de Caminha, que era amigo do Rei de Portugal D. Manuel
I, e por ele indicado para ser o cronista dessa viagem que durou
54 dias, sendo que o mesmo anotou tudo que se passou desde a saída
de Lisboa com 13 navios e do porto do Restelo no dia 09 de março
de 1500 e a chegada ao Brasil no dia 22 de abril desse mesmo ano.
Na sua crônica de 14 folhas em um papel de “florete”, detalhou
essa viagem, muitas vezes com coisas pitorescas, outras com
poesias, falando desse local, dessa terra de árvores e florestas,
onde os homens andavam nus e ficou provado mais uma vez que o
Brasil já era do conhecimento dos Reis de Portugal e vindo a baixo
a tese que foi descoberto por acaso, uma vez que já conheciam
essas terras desde o ano de 1300, prova disso com o tratado da
“Bula Inter-Pares” do Papa e depois o “Tratado das Tordesilhas” e
o porque de enviar 13 navios com quase 5 mil homens, para que? na
realidade para tomar posse das terras descobertas por “Sancho
Brandão” português, que no ano de 1300 descobriu as terras do
Brasil e o Rei de Portugal guardou todos os detalhes na “Torre do
Tombo” em Lisboa, com receio de que a “Catalunha Espanha” pudesse
saber e vir para o Brasil, uma vez que quem demarcava as terras
descobertas era o “Papa” na época a “ONU” mundial e o Papa era
Espanhol, e só após a descoberta da América por Colombo, que
despertou o temor de Portugal e aí o Papa já era alemão,
resolveram dar seqüência à descoberta, criando essa viagem
fantástica.
A carta de Pêro Vaz de Caminha, seguiu para Portugal no dia 02 de
maio de 1500, e ficou escondida na Torre do Tombo por dois séculos
e meio, e só foi descoberta em 1773 pelo guarda-mór do arquivo da
Torre do Tombo e só foi publicada no ano de 1817. Esse original
chegou a vir para o Brasil em meio a documentos da Biblioteca da
Academia Real dos Guarda-Marinhas, após anos da família real vir
para o Brasil no início do século 19 e retornou a Portugal,
estando guardada num cofre da própria Torre do Tombo, como o mais
sagrado documento da descoberta do fenomenal Brasil, ou seja, a
Certidão de Nascimento do Brasil que prova que a mãe-pátria foi a
mãe e o pai do Brasil.
Nenhum país do mundo tem a sua certidão de nascimento feita no seu
nascedouro, ele foi o tabelião dessa grandeza toda, uma obra prima
de um mestre jornalístico, feita por um cidadão lusitano cheio de
uma visão magnética e poética, ele, Caminha foi o maior cronista
da história do Brasil e de Portugal.
Para conhecimento das pessoas, vou transcrever um trecho dessa
maravilhosa carta, a “Carta de Pero Vaz de Caminha”:
SENHOR, Posto que o Capitão-mór dessa vossa frota, e assim os
outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova de achamento desta
vossa terra nova, que nesta navegação agora a achou. Não deixarei
também de dar minha conta a Vossa Alteza, o melhor que eu puder,
ainda que para o em contar e falar, o saiba fazer pior que todos.
Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e
creia bem por certo que, para alindar nem afrear, não porei aqui
mais do que aquilo que vi e me pareceu.
Naturalmente a carta foi escrita ainda na mudança do português
arcaico para o português moderno. Depois descreve toda a viagem e
no final, diz o seguinte: E dessa maneira, Senhor, dou aqui a
Vossa Alteza conta do que nesta terra eu vi. E, se algum pouco me
alonguei, me perdoe, pois o desejo que tinha de tudo dizer, me fez
pôr assim pelo miúdo. Beijo as mãos de Vossa Alteza,
Deste Porto Seguro, da vossa Ilha da Vera Cruz, hoje sexta-feira,
primeiro dia de Maio de 1500.
PERO VAZ DE CAMINHA.
Como vemos não seria possível transcrever as 14 folhas da carta,
mas, creio que dará para fazer uma idéia dessa maravilhosa carta,
escrita no nascedouro da nossa terra o Brasil que ainda tinha o
nome de Ilha de Vera Cruz. Para a eterna gloria do nosso incrível
e eterno Portugal.
Adriano Augusto da Costa Filho
Diretor
Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro
Vitalício do São Paulo F.C.
Membro da Casa do
Poeta de São Paulo.
Membro do Movimento
Poético Nacional
Honra Meritória, da
Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo.
Colaborador do
Jornal Mundo Lusíada |