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» Uma Proposta para ajudar a Educação

 
 

Notas Quotidianas » José de Almeida Amaral Jr.

30/JAN/2007


Uma Proposta para ajudar a Educação

O governo federal há poucos dias lançou a proposta do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC da Educação. O MEC deseja agir da pré-escola até a pós-graduação, atingindo professores, alunos e direções. Seu foco principal está no ensino fundamental, afinal, sem ler, escrever e fazer as contas básicas com segurança, não é possível se construir nada sobre. O governo quer adesão voluntária dos municípios para iniciar um processo de avaliação de desempenho. Quem aceitar vai receber assistência técnica, equipamentos e verbas. Inicialmente visando os mais carentes. Contudo, a continuidade acontecerá se houver um bom desempenho nas metas a serem cumpridas. Pretende-se que todas as crianças até os 8 anos estejam alfabetizadas.

 

Outros aspectos também revelam que professores serão atualizados através de vínculos com universidades a cada 3 anos e o piso salarial do magistério nacional esteja em R$ 800,00. Conforme cálculos do ministério, serão necessários R$ 2 bilhões anuais para fazer funcionar o plano e, por enquanto, só há R$ 500 mil para começar. Ou seja, é bem intencionado, mas pobre.


A educação no Brasil tornou-se um grande escândalo e está jogada no lixo. No ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio os 621 colégios estaduais da cidade, cujos filhos adolescentes em massa dos trabalhadores estudam, a média foi abaixo de 39 pontos entre zero e cem possíveis. Este resultado, somado ao bianual do SAEB - Sistema Avaliação do Ensino Básico revela que houve uma lamentável queda da qualidade escolar nos últimos 10 anos.

 

São Paulo é o 2º pior em Português e o 3º pior em matemática. Estes resultados geraram tremendo desconforto no PSDB que está governando o estado há mais de 12 anos e não tem a quem de fora culpar pelo vexame ocasionado, esquentando o clima entre os ex-secretários envolvidos, de Covas até agora. Se São Paulo, grande potência econômica, vai mal que esperar das demais localidades? Por isso é muito importante que o PAC da Educação consiga reunir recursos, acumular forças e atingir seus objetivos que são urgentes e suprapartidários. A história futura poderá não nos perdoar por tamanha negligência social.
 

José de Almeida Amaral Jr.
Economista e professor universitário em Ciências Sociais
Pós-graduado em Sociologia e mestre em Políticas de Educação
Colunista pela Pascom na Rádio 9 de Julho Am 1600
Colaborador do Jornal Mundo Lusíada

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