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23/MAR/2007
Vira, Shula, Malhão, Rusga, Corridinho e
Fado
As maravilhas musicais e de Danças de
Portugal
Todos nós que freqüentamos os Grupos Folclóricos portugueses,
ficamos extasiados com as músicas e danças originárias de
Portugal, não só pelo aspecto musical que sempre ouvimos em cds,
discos e programas lusitanos de rádio ou de Tv, mas ao adentrarmos
esses locais verdadeiramente ficamos maravilhados com a fulguração
musical e de danças que nos oferecem, bem como, ficamos muitas
vezes petrificados e com uma imensa vontade de participar dessas
danças fabulosas.
No cenário musical de Portugal de hoje, verificamos uma mudança
muito acentuada na música, que seguindo a modernidade, vemos
conjuntos tocando e modificando a tradição das músicas e danças,
mas como tudo já está arraigado no “Dna” e no coração do cidadão
português, continuamos a ver esses grupos fabulosos em que muitas
vezes vêm ao Brasil, mormente, no Rio de Janeiro e em São Paulo,
nos mostrar a sua categoria e nós por aqui continuamos a oferecer
a todos seguindo o que eles nos oferecem.
Todas essas músicas folclóricas e de fados, têm uma característica
especial, não encontrando em lugar nenhum do mundo algo tão
parecido, embora existam países que têm as suas especialidades
folclóricas, mas não como em Portugal, onde existem dezenas de
tipos de músicas e danças, tais como:
VIRA: o Vira é uma dança folclórica, talvez originária da região
do Minho e bailado em todas as regiões de Portugal. É uma dança
espetacular músico-coreográfica e nele dança-se junto ao par,
separado ou em conjunto, elevando-se os braços para cima, sendo
que, com um parceiro ou formando pares e esses pares ficam
agarradinhos e depois se separam e dirigem-se ao centro da dança e
sucedem-se com rapazes e raparigas. O Vira é uma das danças mais
antigas de Portugal e remonta ao século XVI ( século 16), e
provavelmente deriva do Fandango.
SHULA OU CHULA: É uma música folclórica, dança e gênero musical e
é uma das danças mais apreciadas, não só em Portugal, como no
Brasil. Trazida pelos portugueses para cá, mormente no Rio Grande
do Sul, cuja formatação musical embora derivada da shula
portuguesa, traz todas as características dela, bem como também é
dançada no recôncavo baiano, mas, os gaúchos a firmaram como chula
e cantam e dançam quase semelhante a shula de Portugal. Ela é uma
dança especial e não há ninguém que não queiram dançá-la, a qual
envolve passos curtos e com um puladinho todo especial.
FADO: É um estilo musical português, cantado por uma pessoa,
acompanhada por uma guitarra portuguesa e um violão (viola). O
nome deriva do latim (fatum) que significa destino. Existe o fado
de Lisboa e o fado de Coimbra, embora tudo seja fado, os mesmos
têm uma característica especial, pois que, o fado de Lisboa deriva
das cantorias dos “mouros” que dominaram Portugal por 700 anos, de
711 até 1452 da nossa era. Ele é um lamento mouro, logicamente
assumindo uma característica toda lusitana. O Fado de Coimbra é
ligado às tradições universitárias dessa Universidade de Coimbra,
e tem uma característica um pouco diferente do fado lisboeta, uma
vez que nos séculos 16,17 e 18, havia uma proibição por ordem da
igreja católica de compor-se músicas em tons ou notas dissidentes
e só podia haver composições em notas harmônicas, porque as notas
dissidentes eram consideradas demoníacas e por essas razões os
fadistas de Coimbra compunham em notas harmônicas, como os grandes
pianistas: Bach, Choppin, Bettowen etc... e embora existisse essa
proibição ela foi benfazeja para o fado de Coimbra, em razão de
que composições maravilhosas foram feitas e hoje nós, neste século
21, temos a felicidade de ouvir os mais belos fados de Coimbra. No
fado de Lisboa ou seja do “Ribatejo”, também é dançado valseado e
muito apreciado pelos freqüentadores das casas folclóricas, ele
vem dos séculos 18 e 19 e sempre emociona quando é tocado nesses
locais.
Existem outros tipos de danças, como o FANDANGO, o MALHÃO, que
também é uma dança coreográfica, a RUSGA, o VIRA corrido, o
CORRIDINHO do Algarve, este sensacional pela velocidade na dança,
além disso tudo temos os “ORFÕES” que são corais das Universidades
de Portugal, coisas que só vendo podemos descrever a sua beleza
contagiante. Outros tipos de danças existem e muitas vezes
originários de regiões diferentes.
Portanto, todos os brasileiros e os portugueses aqui no Brasil
residentes, têm a felicidade de ver e ouvir todos esses magníficos
conjuntos, ranchos e grupos folclóricos que nos trazem a alegria
completa de suas exibições, para mostrar a glória musical desse
nosso querido e Eterno Portugal.
Adriano Augusto da Costa Filho
Diretor
Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro
Vitalício do São Paulo F.C.
Membro da Casa do
Poeta de São Paulo.
Membro do Movimento
Poético Nacional
Honra Meritória, da
Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo.
Colaborador do
Jornal Mundo Lusíada |