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19/OUT/2006
Quem foi: “MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE”
Um dos maiores poetas da língua
portuguesa foi sem dúvida Manuel Maria Barbosa du Bocage,
conhecido como “Bocage”. Ele nasceu em Setúbal, no ano de 1765,
filho de José Luis Soares Barbosa e Mariana Joaquina Xavier Lestof
du Bocage. Seus pais lhe deram a instrução e aprendeu o francês e
o latim, e teve lições do português clássico.
Aos 16 anos internou-se no quartel da infantaria e alistou-se na
Marinha de Guerra portuguesa em 1783 e ao mesmo tempo apaixonou-se
por Gertrudes, a qual foi celebrizada na sua poesia como “Gertrúria”.
Em 1786 viajou para a Índia, passando pelo Rio de Janeiro no
Brasil e em Goa na Índia foi promovido a tenente do exército em
razão dos estudos e foi transferido para Damão e depois de um
certo tempo desertou e foi para Macau e só pode voltar para
Portugal com a ajuda de amigos.
No ano de 1790, ingressou na “Nova Arcádia”, com o pseudônimo de
“Elmano Sadino. Ficou em seguida muito aborrecido porque a sua
musa Gertrúria, casou-se com o seu irmão Gil du Bocage e como
escrevia poesias eróticas foi preso pelo “Santo Ofício” da
Inquisição e depois de doutrinado foi libertado e veio a morrer em
21 de dezembro de 1805.
Na poesia ele esteve entre o Arcadismo agonizante e o Romantismo
incipiente e ele foi um dos mais notáveis poetas produzidos pela
mãe-pátria, deixando uma obra inconfundível e na sua obra
fantástica existe uma identidade entre a sua alma de poeta e o
mundo em si, porque nelas notamos uma junção entre a natureza e a
razão humana.
“Adeus, ó mundo! Ó natureza! Ó nada!
Já Bocage não sou!... à cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura!
Na poesia lírica, Bocage inscreveu o seu nome entre os grandes da
poesia portuguesa e com certeza foi um grande mestre da poesia do
século 18 que até hoje é admirada por toda cultura portuguesa e
brasileira.
Marilia, nos teus olhos buliçosos
Os amores gentis seu facho acende;
A teus lábios voando os ares fendem
Ternissimos desejos sequiosos!
Porque ele além de suas obras de arte poética, escreveu algumas
poesias eróticas e isso deu margem a interpretações calamitosas
porque muitas piadas degenerativas foram atribuídas a ele, que não
foi uma verdade, porque qualquer um quando dizia algo, sempre
atribuía a ele, uma piada ou uma poesia e portanto, esta crônica
tem o sentido de esclarecer sobre o nome do grande poeta e sua
obra magnífica. Portanto, temos que reverenciar esse magistral
poeta da língua portuguesa o poeta “BOCAGE “.
Adriano Augusto da Costa Filho
Diretor
Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro
Vitalício do São Paulo F.C.
Membro da Casa do
Poeta de São Paulo.
Membro do Movimento
Poético Nacional
Honra Meritória, da
Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo.
Colaborador do
Jornal Mundo Lusíada |