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Artigo Luso-Descendente » Adriano Costa Filho

18/AGO/2006

MIRANDÊS: A segunda língua de PORTUGAL

Há alguns anos, por decreto oficial da Lei em 29/01/1999, a língua “Mirandesa” foi reconhecida oficialmente como a segunda língua portuguesa. Existem muitos intelectuais, artistas, pintores, literatos que estão desenvolvendo uma grande produção cultural e bibliográfica no sentido da recuperação dessa língua que, praticamente, chegou até o presente pela via falada e pela tradição vivida pelas suas gentes.

A sua origem vem da antiga língua do reino de “Leão”, no qual o “CONDADO PORTUCALENSE” a raiz do nome PORTUGAL pertenceu. Miranda do Douro, fica em Trás-os-Montes, localizada à beira da Espanha, e composta de 17 freguesias, com 484 km² e uma população de 7.700 pessoas, é uma sede de Concelho e pertence ao distrito de Bragança.

Na era romana, que perdurou do século III antes de Cristo, até o século sétimo de nossa era, ela teve vários nomes, e foi chamada de “Conticum”, “Paramica” e, por fim “Seponcium”, após a invasão “moura-árabe”, no ano 716 da nossa era, foi-lhe dado o nome de “Mir-Andul”, dai derivando para Miranda.

Todos nós conhecemos de sobra a beleza estética das danças de “Miranda do Douro”, pois que, os “Pauliteiros de Miranda” são dançarinos de primeira grandeza, e a sua harmonia fantástica na dança dos ‘paus’ é uma coisa muito deslumbrante e quando nós todos vamos às festas nas casas portugueses, por esse Brasil afora, ficamos deslumbrados e adoramos a dança e a sua música, principalmente o “Galandum”.

Os integrantes desses conjuntos formam com 8 dançarinos, 4 guias e 4 piões, e o par de paus (madeiras redondas de 0,45 cms) cada, bem como, dois pares de castanholas. Hoje em dia em muitos lugares de Portugal, encontramos instrumentos com o nome de “ocarina” de tradição celta e feito de barro, no qual pode-se tocar modinhas tradicionais da música mirandesa.

A “Língua Mirandesa” é uma língua na essência “romana”, e é falada em “Miranda do Douro”, em três aldeias (vilas) de Vimioso, como também é conhecida em “Mogadouro”, Macedo de Cavaleiros” e Bragança. Existem algumas diferenças com o Português e alguns exemplos podemos citar, tais como: Língua: Ihengua – Lua: Ihuna – Mau: Malo – Castelo: Castiêlho – Ano: Anho – Dano: Danho - Divina Providência: Debina Porbidência – Navegamos: Nabegamos - Ar bom: Aire bezino.

Dessa forma mais uma vez, na história desse nosso querido Portugal, encontramos uma beleza toda histórica que, os maravilhosos homens culturais de nossa pátria mãe, souberam preservar para um futuro sempre maravilhoso do Eterno Portugal.


Adriano Augusto da Costa Filho

Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis.

Conselheiro Vitalício do São Paulo F.C.

Membro da Casa do Poeta de São Paulo.

Membro do Movimento Poético Nacional

Honra Meritória, da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo.

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