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21/JUL/2006
Memórias de Minha Aldeia
Todo português imigrante, ao deixar
Portugal, evidentemente já leva no seu âmago, a saudade de sua
querida Aldeia, por essa razão eu, luso-descendente, sempre tive a
imensa vontade de conhecer as aldeias de meu pai, Carção/Vimioso e
de minha mãe, Rio Frio/Bragança, isso em Trás-os-Montes e rumei
para lá e senti quão maravilhoso isso foi, pois que, descortinei a
beleza que por lá existia, vindo de encontro ao ouvir os relatos
que meus pais diziam na minha infância.
O que por lá encontrei, me sensibilizou muito, porque vi um outro
mundo que não conhecia e então conheci a beleza da amizade, do
carinho, da riqueza pessoal. A Aldeia é a maior preciosidade
porque ali é que se realiza a verdadeira paixão pela música
folclórica, pelo fado mavioso, enfim um mundo que os imigrantes
trouxeram para cá, para o nosso Brasil e que existiu desde os
primórdios da colonização, portanto, há séculos e que por aqui se
notava até a bem pouco tempo e o que vemos nas paróquias
brasileiras e suas festas, nos clubes de várzea, nas associações
portuguesas de folclore, é um espelho daquilo que a aldeia
portuguesa formou e os imigrantes trouxeram para cá e devemos
muito a esses maravilhosos conjuntos folclóricos que ainda temos
por aqui.
A Aldeia de Rio Frio, vem de muitos séculos atrás, pois que,
D.Afonso Henriques entrou lá em 1144, quando ainda se chamava
Rivo-Frigido do Monte e D.Dinis em 1299 deu a carta de direitos
aos cidadãos de Rio Frio. A Aldeia de Carção, também vem de muitos
séculos atrás, talvez de 3.000 anos, da época dos Celtas e a
palavra Carção significa “rocha” na língua celta. Um lugar muito
aprazível e do mesmo modo de Rio Frio, seu povo é de uma beleza
incomensurável, gente bondosa, amiga e a isso tudo eu observei e
tirei uma conclusão: sou brasileiro pelo Sol e português pelo
sangue, vi de onde vieram as minhas origens e por essa razão vi o
porque desse amor por Portugal, porque o meu "inconsciente
coletivo" registrou toda essa beleza por séculos e séculos.
Como Membro da Casa do Poeta de São Paulo e do Movimento Poético
Nacional para homenagear a “aldeia”, fiz uns versos que significam
uma homenagem as aldeias portuguesas, as quais me proporcionam uma
grande emoção:
RIO FRIO!
Terra de meus avós,
De minha mãe e meus primos,
Terra de grande amor
Só quero cantar teus hinos!
Oh! meu querido Rio Frio
Estou tão longe aqui no Brasil,
Tenho imensas saudades
Quero cantar teu hino varonil!
Adriano Augusto da
Costa Filho
Diretor
Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro
Vitalício do São Paulo F.C.
Membro da Casa do
Poeta de São Paulo.
Membro do Movimento
Poético Nacional
Honra Meritória, da
Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo. |