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19/JUN/2006
Dos Calhaus, aos Maravedis, Cruzados,
Réis e Escudos e os Euros
Os mais antigos vestígios de vida
humana encontrados no território português, foram os "calhaus",
pedaços de rochas aguçados e trabalhados pelos habitantes dessa
época (aproximadamente 10.000 anos), os quais eram instrumentos de
trabalho, de luta e serviam como moeda de troca, portanto, talvez
o primeiro dinheiro que, existiu em Portugal.
Esses objetos foram encontrados em
vários pontos de Portugal, mormente na Gruta de Furninha em
Peniche, em Caldas da Rainha, nos arrabaldes de Lisboa, na
Arrábida em Sines. Evidentemente, após a invasão romana, a moeda
era vinda da Roma, mesmo porque, Lisboa foi considerada o maior
Município Romano de todos os tempos, e depois adveio a invasão
moura.
Quando Portugal nasceu como nação, o
dinheiro existente era o "Maravedis", isso em 1179, e existia um
documento dispondo da herança de D. Afonso Henriques, onde citava
para quem deixaria os seus bens após sua morte e nele dizia o
seguinte: Dos 22.000 Maravedis que tenho depositado no Mosteiro de
Santa Cruz, deixo 800 "mosmodis" (que era uma divisão dos
Maravedis) e mais 400 marcos de prata menos 24, pelo que damos 162
maravedis e 6.000 maravedis maiores e portanto havia uma divisão
nos "Maravedis", em "Mosmódis, Marcos de Prata e Maravedis
maiores", bem como, nesse testamento havia outras destinações a
entidades religiosas, hospitais etc...
Já quando o Brasil foi descoberto, a
moeda era o “Cruzado” evidentemente homenageando as "Cruzadas"
religiosas, depois veio o Réis e na qual o Brasil também o
admitiu, já no começo do século 20, em Portugal vieram as
"Coroas", e a seguir o "Escudo", que perdurou até a instalação da
União Européia, com o "Euro".
Assim sendo, um longo percurso
ocorreu, desde aproximadamente 10.000 anos, dos "Calhaus" até os "Euros",
a moeda forte da União Européia, na qual Portugal aderiu e hoje
essa moeda supera até o "Dolar" americano.
Portugal sempre deu exemplo nas suas
andanças pelo mundo, a sua moeda sempre foi forte na acepção da
palavra e hoje podemos dizer que ela é igualada às maiores nações
do mundo, demonstra a sua pujança internacional, como o grande
país que modificou o mapa da Terra e podemos dizer sem ufanismo
que, poderá haver paises maiores em território e na condição
econômica, mas jamais, algum deles se igualará às fantásticas
glorias atribuídas ao eterno Portugal.
Adriano Augusto da
Costa Filho
Diretor
Administrativo da Federação Paulista de Tênis.
Conselheiro
Vitalício do São Paulo F.C.
Membro da Casa do
Poeta de São Paulo.
Membro do Movimento
Poético Nacional
Honra Meritória, da
Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo. |