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Artigo Luso-Descendente » Adriano Costa Filho

Portugal e a influência Moura na sua formação: Cultural, Econômica e na Língua

No ano de 711, um exército formado por soldados berberes das regiões do (Marrocos, Saara e Mauritânia), os “Sarracenos”, atravessou o estreito de Gibraltar e invadiu a península Ibérica (Portugal e Espanha) e a conquistou.

O domínio “Mouro” na península chegou a durar oito séculos, mormente na Espanha (Sevilha, Córdoba e Faro), isso até meados do século XIII e em Granada chegou até o fim do século XV. Já em Portugal as cidades do Porto e Braga foram reconquistadas no ano de 868 e Coimbra em 1064, bem como Lisboa só no ano de 1147, antes mesmo de surgir Portugal, ainda na era da Lusitânia. Essa influência Moura foi mais acentuada nas províncias da Estremadura, Beira Litoral e atingindo o máximo no Sul, sobretudo no Algarve.

Quanto à língua Moura, na parte da sintaxe não deixou vestígios, mas, no vocabulário houve grande infiltração de palavras, mormente para designar vegetais e outras designações, tais como: alface, alfazema, laranja, limão, açafrão, acelga, cenoura, azeitona, azeite, alfaiate, algodão, almanaque, bairro, farda, enxoval, giz, quintal, Oxalá, refém, harém, sorvete, xadrez, javali, mesquita, beduíno, camelo, almôndega, assassino e inúmeras outras.

Outras coisas importantes trouxeram os Mouros para a economia e para as técnicas, como as técnicas de elevação das águas, aproveitando para mover a “Mós”, bem como a irrigação e fertilização dos campos.

A passagem Moura por Portugal trouxe-nos algumas observações como: 1- A resistência armada lusitana não foi geral, os guerreiros visigodos fugiram e as cidades entregaram-se sem resistência. 2- A adesão religiosa não era sincera e os Mouros queixavam-se que muitos cristãos fingiam que convertiam-se mas, as Mesquitas e as Igrejas continuavam juntas. 3- Não há vestígios que houve ocupação nas vilas com muçulmanos e os Árabes, e os berberes não se dedicaram à cultura de vinhos, porque a sua religião proibia as bebidas, na lavoura de cereais não deixaram vestígios.

A influência cultural revelou-se na formação da população “Moçarabe” na permanência da população “Mudéjar” e os contatos com grandes centros de cultura árabe. O Moçarabe era o cristão que, continuando a viver em regiões sob o poder sarraceno, conservava a antiga religião, mas com costumes mouros, já o Mudéjar significava o árabe que submetia-se a um acordo ao dominador cristão (mouro da paz). D.Afonso Henriques protegeu os mouros que ficaram nas regiões depois da reconquista dos territórios invadidos.

Assim sendo os Mouros tiveram parte consistente na formação das populações portuguesas, como tiveram os romanos e anteriormente os celtas. Todos os países do mundo em suas formações tiveram a mesma coisa, e isso também aconteceu com Portugal que, não podia deixar de ser parte integrante desse momento histórico.

E ele, nosso querido Portugal, veio contribuiu para a formação do povo brasileiro, nos dando a formação cultural, econômica, e principalmente a nossa língua que hoje no mundo inteiro é falada por quase 300 milhões de pessoas e possivelmente seja a terceira língua do mundo.

 

Adriano A. da Costa Filho

Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis

Conselheiro Vitalício do São Paulo F.C.

Membro da Casa do Poeta de São Paulo

Membro do Movimento Poético Nacional

Honra Meritória, da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo

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