|
Portugal e a influência Moura na sua
formação: Cultural, Econômica e na Língua
No ano de 711, um exército formado por
soldados berberes das regiões do (Marrocos, Saara e Mauritânia),
os “Sarracenos”, atravessou o estreito de Gibraltar e invadiu a
península Ibérica (Portugal e Espanha) e a conquistou.
O domínio “Mouro” na península
chegou a durar oito séculos, mormente na Espanha (Sevilha, Córdoba
e Faro), isso até meados do século XIII e em Granada chegou até o
fim do século XV. Já em Portugal as cidades do Porto e Braga foram
reconquistadas no ano de 868 e Coimbra em 1064, bem como Lisboa só
no ano de 1147, antes mesmo de surgir Portugal, ainda na era da
Lusitânia. Essa influência Moura foi mais acentuada nas províncias
da Estremadura, Beira Litoral e atingindo o máximo no Sul,
sobretudo no Algarve.
Quanto à língua Moura, na parte da
sintaxe não deixou vestígios, mas, no vocabulário houve grande
infiltração de palavras, mormente para designar vegetais e outras
designações, tais como: alface, alfazema, laranja, limão, açafrão,
acelga, cenoura, azeitona, azeite, alfaiate, algodão, almanaque,
bairro, farda, enxoval, giz, quintal, Oxalá, refém, harém,
sorvete, xadrez, javali, mesquita, beduíno, camelo, almôndega,
assassino e inúmeras outras.
Outras coisas importantes trouxeram
os Mouros para a economia e para as técnicas, como as técnicas de
elevação das águas, aproveitando para mover a “Mós”, bem como a
irrigação e fertilização dos campos.
A passagem Moura por Portugal trouxe-nos algumas observações como:
1- A resistência armada lusitana não foi geral, os guerreiros
visigodos fugiram e as cidades entregaram-se sem resistência. 2- A
adesão religiosa não era sincera e os Mouros queixavam-se que
muitos cristãos fingiam que convertiam-se mas, as Mesquitas e as
Igrejas continuavam juntas. 3- Não há vestígios que houve ocupação
nas vilas com muçulmanos e os Árabes, e os berberes não se
dedicaram à cultura de vinhos, porque a sua religião proibia as
bebidas, na lavoura de cereais não deixaram vestígios.
A influência cultural revelou-se na
formação da população “Moçarabe” na permanência da população
“Mudéjar” e os contatos com grandes centros de cultura árabe. O
Moçarabe era o cristão que, continuando a viver em regiões sob o
poder sarraceno, conservava a antiga religião, mas com costumes
mouros, já o Mudéjar significava o árabe que submetia-se a um
acordo ao dominador cristão (mouro da paz). D.Afonso Henriques
protegeu os mouros que ficaram nas regiões depois da reconquista
dos territórios invadidos.
Assim sendo os Mouros tiveram parte consistente na formação das
populações portuguesas, como tiveram os romanos e anteriormente os
celtas. Todos os países do mundo em suas formações tiveram a mesma
coisa, e isso também aconteceu com Portugal que, não podia deixar
de ser parte integrante desse momento histórico.
E ele, nosso querido Portugal, veio contribuiu para a formação do
povo brasileiro, nos dando a formação cultural, econômica, e
principalmente a nossa língua que hoje no mundo inteiro é falada
por quase 300 milhões de pessoas e possivelmente seja a terceira
língua do mundo.
Adriano A. da Costa
Filho
Diretor
Administrativo da Federação Paulista de Tênis
Conselheiro
Vitalício do São Paulo F.C.
Membro da Casa do
Poeta de São Paulo
Membro do Movimento
Poético Nacional
Honra Meritória, da
Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo |