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Artigo Luso-Descendente » Adriano Costa Filho

O Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

No ano de 1807, o imperador da França, Napoleão Bonaparte, fez uma exigência a Portugal para que fechasse as brechas ao bloqueio da Inglaterra. O exército da França acabou invadindo Portugal e a coroa portuguesa resolveu vir para o Brasil, mesmo porque o ditador Napoleão já havia imposto o bloqueio à Europa no ano de 1806, e aí então D. João aderiu ao bloqueio, porém, informou aos ingleses que lhes garantiria a ocupação da Ilha da Madeira e pediu em troca o apoio da esquadra inglesa para escoltar a comitiva que partia para o Brasil.

Chegando a comitiva real ao Brasil, D. João tomou grandes providências que na realidade foi o início do progresso do Brasil como grande nação internacional, e podemos enumerar essas atitudes básicas:

1- Decretou a abertura dos portos às nações amigas. 
2- Favoreceu os ingleses, com taxas baixas para importação de seus produtos. 
3- Na Bahia foram instaladas várias industrias tais como do vidro, pólvora, moagem do trigo, indústria canavieira, gado, cultivo do algodão, tabaco e as salinas. Ainda em Salvador, criou a Escola Cientifica Médico-Cirúrgica. 
4- No Rio de Janeiro, criou o primeiro Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Real Junta do Comércio, agricultura, fábricas e incentivou a navegação, criando a Marinha Mercante brasileira. 
5- Também no Rio de Janeiro, houve a abertura cultural, criando a imprensa Régia, o Teatro Real e convidou a Missão de Artes da França. 
6- Convidou várias expedições científicas a virem ao Brasil, para registrar a fauna, a flora e estudar o povo brasileiro. 
7- No ano de 1815, o Brasil foi elevado a Centro Administrativo do reino, e finalmente alterou a condição brasileira à: Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. 

Com isso os brasileiros tiveram representação política em Lisboa, porém, os portugueses queriam o retorno da corte para Portugal. O rei partiu no ano de 1821, sendo que o filho de D. João VI, D. Pedro I, permaneceu no Brasil como regente e assumiu a liderança do movimento da independência e aí fica uma dúvida, teria D. João VI aconselhado o filho a proclamar a independência do Brasil, antes que outros o fizessem, porque já existia um grande movimento de brasileiros para conseguir a independência de Portugal. E D. Pedro I proclamou a independência às margens do córrego do Ipiranga no dia 7 de setembro de 1822.

Mais tarde, D. Pedro I voltou para Portugal deixando o seu filho D. Pedro II com a incumbência de reinar no Brasil, porém, como era menor, outros comandaram o Brasil até a sua maioridade, e lá em Portugal, D. Pedro I assumiu o poder do reino como D. Pedro IV.

Como vemos pela descrição acima, o Brasil tornou-se independente sem derramamento de sangue, tornou-se uma grande potência, evidentemente com a ajuda do reino de Portugal e seus descendentes, porque também D. Pedro II modernizou o Brasil, criando as estradas de ferro, o telégrafo, o telefone, dinamizou a marinha mercante, estradas novas e enfim promoveu a grandeza do Brasil.

Adriano A. da Costa Filho

Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis

Conselheiro Vitalício do São Paulo F.C.

Membro da Casa do Poeta de São Paulo

Membro do Movimento Poético Nacional

Honra Meritória, da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo

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