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O Reino Unido de Portugal, Brasil e
Algarves
No ano de 1807, o imperador da França,
Napoleão Bonaparte, fez uma exigência a Portugal para que fechasse
as brechas ao bloqueio da Inglaterra. O exército da França acabou
invadindo Portugal e a coroa portuguesa resolveu vir para o
Brasil, mesmo porque o ditador Napoleão já havia imposto o
bloqueio à Europa no ano de 1806, e aí então D. João aderiu ao
bloqueio, porém, informou aos ingleses que lhes garantiria a
ocupação da Ilha da Madeira e pediu em troca o apoio da esquadra
inglesa para escoltar a comitiva que partia para o Brasil.
Chegando a comitiva real ao Brasil, D.
João tomou grandes providências que na realidade foi o início do
progresso do Brasil como grande nação internacional, e podemos
enumerar essas atitudes básicas:
1- Decretou a abertura dos portos às nações amigas.
2- Favoreceu os ingleses, com taxas baixas para importação de seus
produtos.
3- Na Bahia foram instaladas várias industrias tais como do vidro,
pólvora, moagem do trigo, indústria canavieira, gado, cultivo do
algodão, tabaco e as salinas. Ainda em Salvador, criou a Escola
Cientifica Médico-Cirúrgica.
4- No Rio de Janeiro, criou o primeiro Banco do Brasil, a Casa da
Moeda, a Real Junta do Comércio, agricultura, fábricas e
incentivou a navegação, criando a Marinha Mercante brasileira.
5- Também no Rio de Janeiro, houve a abertura cultural, criando a
imprensa Régia, o Teatro Real e convidou a Missão de Artes da
França.
6- Convidou várias expedições científicas a virem ao Brasil, para
registrar a fauna, a flora e estudar o povo brasileiro.
7- No ano de 1815, o Brasil foi elevado a Centro Administrativo do
reino, e finalmente alterou a condição brasileira à: Reino Unido
de Portugal, Brasil e Algarves.
Com isso os brasileiros tiveram representação política em Lisboa,
porém, os portugueses queriam o retorno da corte para Portugal. O
rei partiu no ano de 1821, sendo que o filho de D. João VI, D.
Pedro I, permaneceu no Brasil como regente e assumiu a liderança
do movimento da independência e aí fica uma dúvida, teria D. João
VI aconselhado o filho a proclamar a independência do Brasil,
antes que outros o fizessem, porque já existia um grande movimento
de brasileiros para conseguir a independência de Portugal. E D.
Pedro I proclamou a independência às margens do córrego do
Ipiranga no dia 7 de setembro de 1822.
Mais tarde, D. Pedro I voltou para
Portugal deixando o seu filho D. Pedro II com a incumbência de
reinar no Brasil, porém, como era menor, outros comandaram o
Brasil até a sua maioridade, e lá em Portugal, D. Pedro I assumiu
o poder do reino como D. Pedro IV.
Como vemos pela descrição acima, o
Brasil tornou-se independente sem derramamento de sangue,
tornou-se uma grande potência, evidentemente com a ajuda do reino
de Portugal e seus descendentes, porque também D. Pedro II
modernizou o Brasil, criando as estradas de ferro, o telégrafo, o
telefone, dinamizou a marinha mercante, estradas novas e enfim
promoveu a grandeza do Brasil.
Adriano A. da Costa
Filho
Diretor
Administrativo da Federação Paulista de Tênis
Conselheiro
Vitalício do São Paulo F.C.
Membro da Casa do
Poeta de São Paulo
Membro do Movimento
Poético Nacional
Honra Meritória, da
Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo |