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O Cape Town Stadium, na Cidade do Cabo, foi hoje o
palco de um jogo onde os contendores, representantes dos dois
países que compõem a Península Ibérica, fizeram um jogo
igual em termos de produção de oportunidades de gol, porém, apesar
do esforço feito pela Seleção de Portugal, a Seleção da
Espanha foi a vencedora com méritos já que o futebol por ela
apresentado foi notoriamente superior ao futebol apresentado pelo
“Time das 5 Quinas”. Note-se, entretanto, que o gol da Espanha
foi feito de forma irregular por David Villa visto
que se encontrava na posição de fora de jogo. Aliás, apesar da
desqualificação, que se reconheça o feito dos portugueses haja
vista que foi o único gol por eles sofrido nessa Copa mas,
por fatalidade, também foi o último. Assim, convenhamos que, na
verdade, foi mais um resultado falseado por uma falha da
arbitragem.
Destaque-se a performance de Fábio Coentrão
e Hugo Almeida pelo alto espírito de luta, bem como do
magnífico guardião chamado Eduardo, estes os maiores
guerreiros de um grupo cujos restantes deixaram a desejar face à
apatia evidenciada como escravos de um esquema de jogo improfícuo.
Porém, essa apatia, no caso, não significa falta de dignidade mas
sim o fato de terem sido superados pelos seus opositores,
tratando-se de um adversário que demonstrou em campo ser-lhes
bastante superior tecnicamente. E aí entra a falta de ousadia do
técnico Carlos Queiroz ao escalar mal o time e
posicionando-o em campo num esquema que era a cópia fiel do que já
apresentara no jogo contra o Brasil. É inadmissível que um
técnico que dispõe de um jogador como o Deco o deixe de
fora num jogo como esse. Enfim, o Queiroz tem de prestar
contas dessa desqualificação que, afinal, foi prematura. E para
quê substituir o Hugo Almeida e colocar o Liedson no
fogo sem que tenha providenciado uma mudança no posicionamento do
time de forma a mandá-lo em massa para o ataque. Afinal, estava
perdendo e, por isso foi uma insanidade manter o time jogando
atrás como se estivesse ganhando o jogo, enquanto que a Espanha
vinha passeando em campo após a marcação do gol. Mas, a culpa
maior é de quem inventou esse técnico para comandar a Seleção
Portuguesa. Lá dizia o sábio Otto Glória, de tão boa
memória, “em Portugal quando o técnico ganha é bestial
porém, quando perde, é uma besta”. Em suma, para dirigir o time
que representa um país o técnico tem de ser suficientemente
competente. Tem que ser o melhor.
E o
Cristiano Ronaldo?
Infelizmente não rendeu o que dele se esperava. Foi uma autêntica
caricatura de si mesmo. Que pena! Afinal esperava-se muito dele e,
por isso a frustração é muito mais relevante face ao insucesso do
ídolo que ele é. Como a grande estrela do time, foi uma estrela
sem qualquer brilho e, certamente, para amargura dele mesmo. Ou
não? ... E, mais uma vez,
por que razão ele foi o único jogador que não
cantou o Hino Nacional, quando até o próprio Pepe,
que é brasileiro nato, o cantou, fervorosamente, junto com os
restantes companheiros com ele perfilados? Afinal, que capitão é
esse que não dá o melhor exemplo, OK? E, até onde se sabe, ele é
um português. O fato é que o Cristiano Ronaldo passou uma
imagem de um cidadão que não tem postura cívica, que não dá a
mínima para o sentimento chamado patriotismo. Ele tem que rever o
seu comportamento de “menino mimado” e amadurecer. É isso que os
seus compatriotas esperam dele pois que, quanto a futebol, ele é
um dos maiores jogadores do mundo, indiscutivelmente.
Agora, a Seleção de Portugal precisa de
levantar a cabeça e partir para novas conquistas para que o nosso
apoio seja válido, em uníssono:
Portugal!!! Portugal!!! ...
Rio de Janeiro – RJ, Brasil, 29/06/2010
Gaspar Nunes
Rio de Janeiro
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