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Aí está, meus amigos, foi hoje disputada no Estádio
Moses Mabhida, em
Durban,
a partida do Grupo G do
Mundial 2010,
entre os times representativos de dois países irmãos,
Portugal
0
x
0
Brasil,
onde, apesar da rivalidade inevitável – porém, a meu ver, saudável
–, o resultado final estampado no placar não é o que tem mais
importância mas sim o respeito que ambos os contendores tiveram
entre si dando ao mundo uma verdadeira lição do que é, em sua
essência, esse esporte chamado FUTEBOL que, afinal de contas,
ficou altamente prestigiado. Já se presumia que o jogo em causa
era praticamente um jogo de mera exibição, um ensaio, visto que,
por seus próprios méritos, ambos já estavam virtualmente
qualificados para as oitavas de final. Assim, parabéns para o
Brasil
e, da mesma forma, parabéns para
Portugal,
países lusófonos que, além de unidos pela língua de Camões,
também são unidos pela sua própria História desde o ano de 1500
quando Cabral desembarcou em
Porto
Seguro
e, certamente que continuarão ligados “ad aeternum” por esses
laços fraternos. Por isso, a razão do título desta crônica fica,
destarte, plenamente justificado. Aliás, seria uma balela alegar
que não existe rivalidade entre irmão contendores, pelo menos na
hora da contenda. Depois, tudo passa ...
Muito bem, mas vamos ao jogo?! ... Então, vamos lá!
... Na verdade, foi um jogo disputado de igual para igual onde
Portugal
entrou com um sistema de jogo onde o técnico Carlos Queiroz
demonstrou uma perspicácia notável armando o seu time de forma a
se tornar um antídoto ao “veneno” do esquema armado pelo técnico
Dunga. ... E funcionou perfeitamente!
De fato, apesar da iniciativa de jogo tomada no
início do primeiro tempo da partida, o time do
Brasil
acabou ficando travado no meio de campo e o time de
Portugal
ficou bem posicionado na sua metade do terreno de
jogo na expectativa de armar contra-ataques perigosos na tentativa
de surpreender o adversário. E, oportunidades houve (poucas) para
ambos os lados mas foram frustradas pelos goleiros respectivos com
suas excelentes intervenções, acabando com qualquer veleidade dos
atacantes no desenvolvimento e objetivo dos seus esforços.
Depois, no segundo tempo, foi notória a atitude dos brasileiros em
jogar com o regulamento na cabeça (e nos pés), fazendo o tempo
passar, pois o “seguro morreu de velho”, o que foi aceito pelos
portugueses embora, matreiramente, sempre de olho em alguma chance
de um contra-ataque bem sucedido. Inclusive, a meu ver, nesse
jogo, não houve nenhum jogador merecedor de destaque.
Entretanto, destaque-se que não se tratou de um “jogo de
compadres” visto que ocorreram algumas jogadas faltosas, um tanto
fortes, punidas com cartão amarelo porém nada que ultrapassa-se as
raias da lealdade entre os contendores, excetuando-se, nesse caso
o comportamento do Felipe Melo que o Dunga achou por
bem retirar de campo ainda antes do intervalo do jogo,
substituindo-o, antes que ocorre-se a sua expulsão visto esta
estar eminente.
Por fim, acabado o calor da luta, a rivalidade se esvaneceu. Era
tudo sorrisos e abraços numa comunhão confraternizadora, altamente
louvável, entre todos os jogadores presentes.
Agora, vamos disputar as oitavas com a esperança de nos
encontramos numa final lusófona. Será?
Por fim, manifestemos o nosso apoio à nossa
Seleção, em uníssono: Portugal!!!
Portugal!!! ...
Gaspar Nunes
Rio de Janeiro
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