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Personagem criada pela inteligência e ou
imaginação criadora do grande português que foi Luís Vaz de
Camões, o simbolismo do Velho do Restelo vem sendo adulterado e
confundido com um pessimismo derrotista, quando - "o velho de
aspecto venerando", de brancas e respeitáveis barbas - só poderia
representar "o saber de experiência feito", a sensatez de quem
muito viveu e sofreu, a prudência de quem muita desgraça
presenciou, o conhecimento do mar salgado e de "quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal", enfim, para justificar e ou encobrir um
"otimismo" precipitado, irresponsável, ousado e por vezes
criminoso, tenta-se desacreditar os sábios conselhos, os
patrióticos alertas, os corajosos avisos daqueles que - nos
últimos anos - tentaram DESVIAR Portugal, a União Européia e o
mundo, das utopias, loucuras e "alucinações", que enxergavam
riqueza fictícia, ganhos puramente "contábeis" e desonestos,
lucros mirabolantes e artificiais que conduziram as Nações à beira
do precipício, o que, aliás, ocorreu um pouco por todo o mundo, a
empurrar os inocentes - mais fracos, mais humildes e mais pobres -
para o desemprego, a fome e a miséria, enquanto os responsáveis
por tais desatinos - que se recusaram a ouvir os avisos, alertas e
conselhos dos muitos e sábios Velhos do Restelo como Medina
Carreira e outros - pululam por São Bento, por Strasburgo, por
Bruxelas, por Nova Iorque e outros paraíso mundiais, esbanjando o
produto do trabalho daqueles, uso de escandalosas sinecuras, pagas
com o sangue, suor e lágrimas das vítimas de sempre.
Que por ocasião destas celebrações do
DIA da PÁTRIA, de CAMÕES e das COMUNIDADES PORTUGUESAS pelo mundo
espalhadas, os poderes da República e TODA a NAÇÃO PORTUGUESA se
compenetrem que não mais podem adiar as mudanças que conduzam a
uma equilibrada justiça social, a uma sociedade em que todos sejam
iguais perante a lei, ONDE A CONSTITUIÇÃO ESTIPULE UM SALÁRIO
MÍNIMO E UM SALÁRIO MÁXIMO, quando este NÃO ultrapasse , digamos,
D E Z D A Q U E L E S, TENDO EM VISTA QUE OS TRABALHADORES QUE
MENOS RECEBEM SÃO QUEM PRODUZ E PAGA AQUELES QUE MAIS USOFRUEM, A
CONTRARIAR E INFRINGIR A LEI DA IGUALDADE DE ARISTÓTELES, segundo
a qual "o princípio da igualdade consiste em tratar DESIGUALMENTE
os seres DESIGUAIS na medida em que se DESIGUALEM", CONCEITO HOJE
INVERTIDO E ADULTERADO, NESTE MUNDO ONDE OS PODEROSOS ESTABELECEM
SEUS PRÓPRIOS GANHOS, SUAS ESPECÍFICAS MORDOMIAS, SUAS EXCLUSIVAS
REGALIAS, SUAS ESPECIAIS E VERGONHOSAS APOSENTADORIAS !!!!
Luís Vaz de Camões nasceu num Portugal
opulento e poderoso em 1524-25, e veio a falecer em 1580 (morro
com a Pátria), aquando da perda da independência política para os
espanhóis, após o que os três Filipe foram - por sessenta anos
consecutivos - reis de Espanha e reis de Portugal, conseqüência de
não terem sido escutados os apelos dos Velhos do Restelo que
aconselhavam D. Sebastião a não se aventurar pelo Norte de África,
a não abandonar Portugal, onde a terra e o homem poderiam produzir
para viver, para subsistir, até mesmo para exportar, ABANDONO
AGORA MAIS UMA VEZ REPETIDO, com a destruição da agricultura de
subsistência, da produção local e regional, com o DESESTÍMULO ao
trabalho através do subsídio À NÃO PRODUÇÃO, AO ABANDONO da TERRA,
ao ARRANQUE de VINHAS e OLIVAIS, ao ABANDONO da CRIAÇÃO de ANIMAIS
DOMÉSTICOS e mesmo proibição de abate, aos ENTRAVES à PESCA, ou
seja, com o desestímulo e destruição dos tradicionais meios de
produção, incentivando a preguiça e a vagabundagem, NA BURRA E VÃ
ESPERANÇA DE QUE A U N I Ã O E U R O P E I A - MIRACULOSAMENTE - A
TODOS ALIMENTARIA, TUDO SUBSIDIARIA, TUDO RESOLVERIA !!!!!!!!!
Parafraseando o poema de Carlos Drumont de Andrade "E AGORA J O S
É ?", diremos nós: E agora, políticos, agora que a ilusão desabou;
agora, que a esperança ruiu ; agora que o desemprego chegou ;
agora que o dinheiro acabou; agora, que a produção é insuficiente,
pois importamos 80% daquilo que consumimos; agora, que a União
Europeia já não está disposta a SUSTENTAR-NOS, até porque NÃO
PODE, até porque já NÃO É ASSIM TÃO UNIDA COMO PENSÁVAMOS, TÃO
RICA COMO IMAGINÁVAMOS, TÃO PRÓSPERA COMO SONHÁVAMOS, tão......,
tão......, tão......, tão..... Antes pelo contrário, o sonho virou
pesadelo, ATÉ PORQUE NÃO APENAS N Ã O AUMENTOU A RIQUEZA, COMO -
AO CONTRÁRIO - DUPLICOU A DESPESAS - COM A CRIAÇÃO DE
PRESIDÊNCIAS, GOVERNOS, PARLAMENTOS, ASSESSORIAS, MORDOMIAS,
REGALIAS, APOSENTADORIAS, PATIFARIAS E OUTRAS IAS QUE FACULTAM A
TODOS(AS) AS(OS) BENEFICIADOS - QUE SÃO MAIS QUE MUITAS(OS) - IDAS
E VINDAS EM PRIMEIRA CLASSE, RESIDÊNCIAS EM Paris nos fins de
semana e em Lisboa nos outros dias; hotéis em Bruxelas,
Estrasburgo e em toda a parte e ajudas de custo com arte; viagens
pelo mundo sem critério e sem controle, em jatos, jatinhos e
jatões - aos figurões - NUMA ALTURA EM QUE - COMO EM 1580 - AS
REMEÇAS DOS E-IMIGRANTES - SÓ POR SI - NÃO BASTAM PARA COBRIR O
DEFICIT, PARA SUSTENTAR QUEM NÃO PRODUZ, PARA PAGAR APANIGUADOS,
DEPUTADOS, ASSESSORES, CONSULTORES, SEGURANÇAS, COMILANÇAS,
PROTEGIDOS, FAMILIARES E AFINS.
Em 1580 foram os espanhóis que à porta nos bateram; hoje somos
regidos por Bruxelas, logo mais pelo FMI, mas, principalmente,
pelos agiotas internacionais, aos quais AINDA querem pedir mais,
para TGVs que muito prejuízo darão, para auto-estradas que vazias
ficarão, para mais aeroportos (só em volta de Lisboa temos
Portela, Montijo, Alverca, Sintra, Estoril) onde aviões talvez nem
voarão. MAS - QUEM SABE - EU NÃO SEREI MAIS UM VELHO DO RESTELO
???
José Verdasca dos
Santos
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