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Serão doze sedes distribuídas por todas
as regiões do Brasil. Diferente das Olimpíadas, em 2016, que terá
como local de realização unicamente o Rio de Janeiro, a Copa do
Mundo de 2014 receberá vultosos investimentos em várias cidades.
E, para muitos, o Mundial daqui começará para valer logo após o
término da Copa da África do Sul.
Com certeza os números da Copa do Mundo
de Futebol no Brasil impressionarão! Em 2006, na Alemanha, este
megaevento esportivo levou 32 seleções, que disputaram as partidas
em 12 estádios. O público presente total foi de 3.359.439 – uma
média de 52 mil torcedores de diferentes nacionalidades por
partida. Apenas com este dado, dá para ter uma ideia do retorno
financeiro que será deixado no País por conta desse movimento de
pessoas – leia-se transporte, hospedagem e alimentação - pelo País
afora.
De acordo com o Ministério dos Esportes,
terão que ser investidos no Brasil de US$ 5 bilhões a US$ 10
bilhões em diversos setores econômicos – mobilidade, energia,
turismo, telecomunicações, serviços, segurança, dentre outros -,
para receber a Copa do Mundo.
Porém, as necessidades para a realização
de um evento esportivo desta magnitude não param por aí. Outro
ponto que tem que ser levado em conta é a qualidade do serviço que
será prestado por todos, como a questão de um outro idioma, além
do nativo, por exemplo, que os profissionais brasileiros
envolvidos deverão dominar. Nos últimos Jogos Olímpicos (China,
2008), por exemplo, as crianças treinavam inglês com os turistas
nas ruas. Será que conseguiremos alcançar este patamar até 2014?
Organizar uma Copa do Mundo não é um
Campeonato Brasileiro. Serão necessários muito mais gestores
capacitados nas diversas áreas que o esporte necessita – que vai
desde marketing até as atas do direito, em volumes bastante
acrescidos. E para que cada um consiga desempenhar seu papel da
melhor maneira possível, é de grande necessidade que se constituam
parcerias nos itens mais pontuais, inclusive os não tão próximas
do esporte, mas que terão interface, de alguma forma em grande
volumes, durante a competição internacional no Brasil.
Planejamento, gestão contábil, questões
tributárias, dentre outros aspectos nesse contexto, serão mais do
que preponderantes nos próximos anos. E empresas de BPO (Business
Process Outsourcing) deverão ter grande responsabilidade nesse
processo, podendo auxiliar – e muito – as empresas e instituições
envolvidas diretamente com o Mundial no Brasil.
O alcance de metas para a Copa de 2014
vai depender de várias ações fora do campo e relacionadas às
práticas administrativo-financeiras. Não vai ser fácil. Mas o País
evolui bastante nessa área. Já temos exemplos aqui que prova que
podemos ter sucesso nessa gigantesca empreitada.
Roni de Oliveira
Franco
Sócio da Trevisan Outsourcing e
professor da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: roni@trevisan.com.br
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