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A técnica solar fotovoltaica está já
muito desenvolvida podendo adquirir-se grandes rendimentos através
da sua exploração. Em Portugal e em países de sol tornar-se-ia
mais rendoso fazer investimento na cobertura das casas com painéis
fotovoltaicos do que em construir habitações para alugar.
Na Alemanha, que é um país menos
soalheiro cada vez se expandem mais os painéis solares nas casas
particulares. Na minha cidade de Kassel e redondezas, onde a
tecnologia expande e as fábricas de painéis solares abundam, já há
a iniciativa de alugarem os telhados das casas particulares para
poderem dar resposta à procura de espaços para investidores (HNA
13.1.2010). Kassel é o centro foco da tecnologia e da produção
fotovoltaico.
Há particulares que preferem ter painéis
solares do que inquilinos, porque aqueles não lhe dão preocupações
além de constituir um investimento não menos rentável que o das
rendas de casa. A produção de energia nos telhados e a
possibilidade de a usar e vender o resto possibilita uma política
de democratização dos investimentos.
Na Alemanha, embora as companhias
abastecedoras de energia, actualmente só paguem 39,14 Cêntimos por
quilowatt hora aos proprietários de casas com energia
fotovoltaica, o investimento é muito rentável atendendo a que o
custo dos módulos solares desceram 30%.
Dado haver uma garantia de compra da
energia por um mínimo de 20 anos, os bancos financiam em 100% as
instalações fotovoltaicas. O “crédito solar” em média de 25.000 –
30.000 euros é garantido num prazo de 10 até15 anos com juros
efectivos de 4,5%.
Em dez anos a instalação já se pagou a
si mesma. O estado alemão subvenciona particulares que consumam
também para eles energia fotovoltaica com uma subvenção de 22,76
Cêntimos por quilowatt hora. Deste modo, os proprietários de casas
que pagam 17 Cêntimos por quilowatt hora aos fornecedores de
energia passam a ganhar com o investimento. O povo ganha e o
Estado investe assim na defesa do ambiente.
O governo português favoreceu de início
apenas as grandes empresas impedindo assim o investimento a
emigrantes contra uma política de energia e financeira
favorecedora dos proprietários de casa.
Com a diminuição da natalidade cada vez
haverá menos procura de casas perdendo estas, o seu valor
comercial.
Vai sendo tempo dos países com muito sol
acordarem e fomentarem a energia eólica e a energia solar
(fotovoltaica), investindo assim, ao mesmo tempo, no futuro, na
defesa do clima e na democratização da economia.
António da Cunha
Duarte Justo
antoniocunhajusto@googlemail.com
http://antonio-justo.blogspot.com/
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