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"Dirijo-me às portuguesas e aos
portugueses residentes no estrangeiro para a todos desejar um
Feliz Natal.
O Natal é um tempo social que apela à
reflexão, simboliza a paz, a harmonia e estimula o permanente
desejo de encontro entre os homens, entre culturas ou na família.
É neste tempo, mas também na circunstância da nossa história, com
os constantes desafios colocados pela ambição do desenvolvimento,
que Portugal tem mais presente todos os seus que tão
laboriosamente dão conta de si, da sua cultura, das suas origens,
nos mais longínquos lugares do mundo.
Nessa lembrança, para além dos
sentimentos de pertença, de partilha de uma cultura, e, também, de
uma língua cada vez mais importante, o sinal de proximidade
materializa-se no testemunho que o esforço do país constitui, ao
criar e desenvolver instrumentos e mecanismos para uma melhor
vivência da cidadania, independentemente da distância a que cada
um se encontre do seu país.
Há muito caminho a percorrer porque há
um sentido de vinculação da Diáspora a que o país não pode ser
alheio. Há parcerias que estão por fazer e que, na era da
globalização, podem ajudar muito na construção das relações entre
Portugal e os Países de acolhimento e bem assim contribuir, de
modo significativo, para a sua plena integração social e económica,
para a internacionalização da economia e das empresas.
Por outro lado, torna-se imperioso dar
mais razão aos afectos, à saudade.
Há mais razão para a solidariedade que
faça, sustentadamente, as pontes sociais, cujos pilares nascem das
múltiplas actividades desenvolvidas pelas associações que as
comunidades portuguesas souberam fazer nascer.
Encorajo o movimento associativo para
que coopere mais entre si e possa congregar melhores recursos para
combater os focos de carência que eventualmente atinjam
compatriotas. Este é o tempo de reunir instrumentos, de concentrar
energias, para dar maior dimensão ao papel social dessas
organizações, já de si relevantes, que o Estado português apoia
qualitativamente.
Dentro das limitadas possibilidades
económicas, também o país está a concentrar esforços no sentido de
melhor apoiar essas organizações e os compatriotas a quem a vida
deixou de sorrir, com extrema necessidade, residentes no
estrangeiro, através de programas de carácter social cada vez mais
abrangentes e reforçados financeiramente.
Vivem-se tempos de grande complexidade
cujas respostas aos problemas muito beneficiarão do dinamismo e da
positividade com que sempre os portugueses encararam o mundo nas
mais adversas condições a que a Diáspora os desafiou. Nesta
quadra, bem marcada pela fraternidade, pelo espírito de
solidariedade, cuja principal representação nos transporta à
reunião da família, importa despertar e mobilizar as consciências
colectivas.
Renovo os desejos de Um Natal em paz a
todos os portugueses e aos luso-descendentes e também a todos
quantos, como os nossos militares e forças de segurança, no
estrangeiro, desenvolvem serviço público para que os outros possam
ver garantidos direitos de cidadania, paz e liberdade.
Boas festas e um próspero Ano Novo.
Dr. António Braga
Secretário de Estado das Comunidades
Portuguesas
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