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Por Silvino Potêncio


Terça - feira27 OUT 09

“Humor ... com U mor se paga!”

Depois do último fim de semana em que se celebrou o dia da Nossa Senhora Aparecida do Brasil, os Lusófilos apaixonados por "estórias" do Arco da Velha "Santa Terrinha", engalfinharam-se todos em volta de um personagem polêmico, o Humor Luso-Brasileiro!...

Nós, como outros muitos mortais, morremos de rir só de ver como a estrela global ressuscitou um vídeo já com dois anos de atraso para "aparecer"... há pessoas assim!... Não importa o que digam delas, o importante é estar debaixo dos holofotes das luzes da Ri balta.

Ri muito aquele que tem piada e faz rir os outros pelo seu riso ainda que seja amarelo. Afinal se todos gostassem do mesmo!... o que seria do amarelo-ouro?... e da cor-de-burro a fugir?... hein, hein?...

Conta-se nos anais da esfera cultural anedótica Luso-Brasileira, muito em uso nas viagens aeroplanatórias (são aquelas viagens onde só entram as verdadeiras aves de rapina, galinhas de primeira à quinta classe em viagem de volta do quinto dos infernos, como já dizia a Ti Carlota Joaquina) que pelas ruas da cidade maravilhosa circulava regularmente um sujeito, meio baixo, atarracado, de bigode do tipo seitoura em seara alheia, que governava a vida dele a comprar garrafas, sucatas, quinquilharias e bugigangas que os cidadãos jogavam fora por não terem mais utilidade imediata.

Vai-num-vai... umas duas ou três vezes por semana, lá vinha o Ti Mané a puxar uma carroça onde a força de tração era suprida por animal de duas patas, já tradicional nos bairros da periferia, embora com o trejeito dele nunca feria ninguém!...
Compro, trapos, garrafas, latas, potes, sapatos, socos e papéis em desuso!!!!!!!!... quem tem p'ra vender???

E... o Ti Mané indiferente aos transeuntes que se cruzavam com ele, ele seguia a sua velha rotina, até que numa bela manhã de sol de verão “carioca”... onde o calor é de rachar uma meia dúzia de cocos verdes à beira da bodega, enquanto se atravessa a Calçada Portuguesa, para ir mergulhar nas ondas de Copacabana, embiocou por uma viela estreita de onde vinha a sair um possante “Fusquinha” do ano de ‘1958’ todo artilhado com tuning de ultima geração daquela época e ao volante um musculoso chofer, também conhecido por condutor ou motorista para os mais simples no traquejo da língua mãe... que lhe gritou da janela do lado oposto ao volante...

Ó Ti Mane!... Portuga!... sai do meio, hóme!...
Como não obeteve qualquer reação do puxador da carroça, a essa hora já quase repleta de artigos para reciclar, ele entreabriu a porta e descarregou o verbo!...
Cara!... tu é burro mêmo mêrmãn!!!...

- Vê se sai do meio... cara... eu aqui com turma atrasada para ir bater uma peladinha na praia e temos que esperar este Filho de Rapariga sair do caminho p’ra gente passar!... é mole?... hein??

Nisto... o Ti Mané, parou de puxar a carroça...
Soltou as duas pontas do Carro de Mão que se levantaram em direção ao sol do meio dia, e ele limpou o suor da testa com um lenço amarrado nas pontas onde guardava uns “cruzeiros” em moedas para pagar aos vendedores daquela rua, como sempre o fazia religiosamente, e ripostou:

Á... peis éeeee... rapais!... veja lá voismecê cumé ke são as coisa hein?!...
Um home sai de lá da “santa terrinha” para vir aqui p’ra cidade maravilhosa a trabalhar.

Depois de uns meses, arranja uma rapariga bem azadinha assim parecida c’ua Ti Maité Pro Ença e Pro outras coisas, etc e tal e coisa!...
Dá-lhe uma boas “catramonzeladas” e nove meses depois nasce um Muleque igual a voismecê!... e eu é que sou Filho da Rapariga???

Ora... fazes-me um fabor!?... vai ali na esquina a ver se eu estou lá!!!

Silvino Potêncio

Emigrante Transmontano - O Home de Caravelas - Mirandela
Ex Combatente - Retornado² Luz & Tano - Ex Membro do IARN...
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