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Depois
do último fim de semana em que se celebrou o dia da Nossa Senhora
Aparecida do Brasil, os Lusófilos apaixonados por "estórias" do
Arco da Velha "Santa Terrinha", engalfinharam-se todos em volta de
um personagem polêmico, o Humor Luso-Brasileiro!...
Nós, como outros muitos mortais, morremos de rir só de ver como a
estrela global ressuscitou um vídeo já com dois anos de atraso
para "aparecer"... há pessoas assim!... Não importa o que digam
delas, o importante é estar debaixo dos holofotes das luzes da Ri
balta.
Ri muito aquele que tem piada e faz rir os outros pelo seu riso
ainda que seja amarelo. Afinal se todos gostassem do mesmo!... o
que seria do amarelo-ouro?... e da cor-de-burro a fugir?... hein,
hein?...
Conta-se nos anais da esfera cultural anedótica Luso-Brasileira,
muito em uso nas viagens aeroplanatórias (são aquelas viagens onde
só entram as verdadeiras aves de rapina, galinhas de primeira à
quinta classe em viagem de volta do quinto dos infernos, como já
dizia a Ti Carlota Joaquina) que pelas ruas da cidade maravilhosa
circulava regularmente um sujeito, meio baixo, atarracado, de
bigode do tipo seitoura em seara alheia, que governava a vida dele
a comprar garrafas, sucatas, quinquilharias e bugigangas que os
cidadãos jogavam fora por não terem mais utilidade imediata.
Vai-num-vai... umas duas ou três vezes por semana, lá vinha o Ti
Mané a puxar uma carroça onde a força de tração era suprida por
animal de duas patas, já tradicional nos bairros da periferia,
embora com o trejeito dele nunca feria ninguém!...
Compro, trapos, garrafas, latas, potes, sapatos, socos e papéis em
desuso!!!!!!!!... quem tem p'ra vender???
E... o Ti Mané indiferente aos transeuntes que se cruzavam com
ele, ele seguia a sua velha rotina, até que numa bela manhã de sol
de verão “carioca”... onde o calor é de rachar uma meia dúzia de
cocos verdes à beira da bodega, enquanto se atravessa a Calçada
Portuguesa, para ir mergulhar nas ondas de Copacabana, embiocou
por uma viela estreita de onde vinha a sair um possante
“Fusquinha” do ano de ‘1958’ todo artilhado com tuning de ultima
geração daquela época e ao volante um musculoso chofer, também
conhecido por condutor ou motorista para os mais simples no
traquejo da língua mãe... que lhe gritou da janela do lado oposto
ao volante...
Ó Ti Mane!... Portuga!... sai do meio, hóme!...
Como não obeteve qualquer reação do puxador da carroça, a essa
hora já quase repleta de artigos para reciclar, ele entreabriu a
porta e descarregou o verbo!...
Cara!... tu é burro mêmo mêrmãn!!!...
- Vê se sai do meio... cara... eu aqui com turma atrasada para ir
bater uma peladinha na praia e temos que esperar este Filho de
Rapariga sair do caminho p’ra gente passar!... é mole?... hein??
Nisto... o Ti Mané, parou de puxar a carroça...
Soltou as duas pontas do Carro de Mão que se levantaram em direção
ao sol do meio dia, e ele limpou o suor da testa com um lenço
amarrado nas pontas onde guardava uns “cruzeiros” em moedas para
pagar aos vendedores daquela rua, como sempre o fazia
religiosamente, e ripostou:
Á... peis éeeee... rapais!... veja lá voismecê cumé ke são as
coisa hein?!...
Um home sai de lá da “santa terrinha” para vir aqui p’ra cidade
maravilhosa a trabalhar.
Depois de uns meses, arranja uma rapariga bem azadinha assim
parecida c’ua Ti Maité Pro Ença e Pro outras coisas, etc e tal e
coisa!...
Dá-lhe uma boas “catramonzeladas” e nove meses depois nasce um
Muleque igual a voismecê!... e eu é que sou Filho da Rapariga???
Ora... fazes-me um fabor!?... vai ali na esquina a ver se eu estou
lá!!!
Silvino Potêncio
Emigrante Transmontano - O Home de
Caravelas - Mirandela
Ex Combatente - Retornado² Luz & Tano - Ex Membro do IARN...
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