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Transido de pesar, cabe-me
o dever de registrar, enquanto Chefe da Casa Imperial do Brasil, o
desaparecimento de meu querido e já saudoso sobrinho, D. Pedro
Luiz de Orleans e Bragança, no fatídico acidente do vôo da Air
France (Rio-Paris), ocorrido no dia 31 de maio, em pleno Oceano.
Diante da pungente dor de
seus pais, D. Antonio e D. Christine, de seus irmãos, D. Amélia,
D. Rafael e D. Maria Gabriela, e de minha querida Mãe, D. Maria,
volto para eles minha especial solicitude e meu particular afeto.
Solicitude e afeto que volto igualmente - e, junto comigo, toda a
Família Imperial - para aqueles que perderam seus entes queridos
no referido acidente aéreo. A todas estas famílias - de modo muito
especial às brasileiras - a Família Imperial estende seus
sentimentos e roga a Deus pelo descanso eterno de cada vítima.
Nestes dias, de todo o
Brasil e até do exterior, chegaram aos pais de D. Pedro Luiz, bem
como a mim e a toda a Família Imperial, numerosas e sinceras
manifestações de pesar por tão trágico sucesso. Não posso deixar
de ver nessas sentidas manifestações a expressão viva e autêntica
do sentimento familiar e dos laços de afeto que sempre uniram a
Família Imperial e os brasileiros, monarquistas ou não.
D. Pedro Luiz - até então,
4º na linha de sucessão dinástica - era um jovem Príncipe que
despontava na sua geração como uma promessa, suscitando o
interesse e a atenção de muitos, por seu modo aprazível, por suas
inegáveis qualidades e pela tradição que representava.
Como fruto da exímia
formação e do senso do dever, incutidos por seus pais, após se ter
formado em Administração de Empresas pelo IBMEC do Rio de Janeiro,
e se pós-graduado pela FGV, dava ele os passos iniciais de uma
promissora carreira profissional, no BNP Paribas, no Luxemburgo,
tendo a preocupação e o empenho de fazer ver aos estrangeiros as
grandes potencialidades de nosso País.
Mas sua presença era
especialmente querida entre aqueles que acreditam ser o regime
monárquico uma solução adequada para o Brasil hodierno.
Foi D. Pedro Luiz
presidente de honra da Juventude Monárquica e participou de ações
e eventos de relevo em prol dos ideais monárquicos - muitas vezes
na companhia de seus pais - chegando até a representar a Casa
Imperial, em mais de uma ocasião, sendo-me especialmente grato
recordar sua presença, em Portugal, em comemorações dos 500 anos
do Descobrimento do Brasil.
Se o momento é de
apreensão e de tristeza, não pode ele ser desprovido de esperança.
Esperança que se volta, de modo particular, para D. Rafael - irmão
do desaparecido - a quem auguro ânimo e determinação diante do
infortúnio, e exorto a que seja, na sua geração, um exemplo de
verdadeiro Príncipe, voltado para o bem do Brasil e exemplo de
virtudes cristãs.
Ao encerrar esta dolorosa
comunicação, volto meu olhar a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e
Padroeira do Brasil, a quem suplico confiante que acolha na
eternidade a D. Pedro Luiz. E rogo especiais orações por ele, bem
como por seus pais, irmãos e por minha querida Mãe, a todos
aqueles que, com espírito de fé, acompanham a Família Imperial
neste momento de luto.
São Paulo, 5 de junho de 2009
Dom Luiz de Orleans e
Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil
www.monarquia.org.br
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