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Duas palavras que não podem
faltar na mala do emigrante. Junto com os parcos recursos ali
colocados, são elas a mola propulsora, a energia que os
acompanhará ao longo da vida em terras de acolhimento. A função
principal dos meus artigos é dar notícias da nossa gente espalhada
por estas terras.
Por viver num país irmão, por
saber que todos os filhos de Portugal estão tão à vontade aqui
como aí. Que têm, assim como as andorinhas, dois lares, duas
pátrias, duas famílias. De qual gostam mais?
Perguntem às andorinhas, talvez
elas sejam mais capazes de lhes responder a esta pergunta.
Deixo um pouco de lado os
convívios, que são muitos: há clubes das comunidades portuguesas
espalhados pelo Brasil inteiro, festas típicas em todas as
regiões. A comunidade portuguesa se faz presente em todas as
ocasiões, em todos os setores da vida econômica, social e política
desta nação.
Mas há ocasiões em que é
preciso registrar esta forte presença.
Dia 13 de Maio é especial: são festas organizadas pela igreja
católica em conjunto com as comunidades portuguesas locais. Todos
os meios de comunicação se fazem ali presentes para registrar os
eventos.
São festas idênticas às festas
regionais portuguesas: começam nas igrejas, onde se registra uma
forte religiosidade, aquela fé que move todo o emigrante; é desta
fé que brota a coragem, a alegria de viver, a força para superar
obstáculos.
Estão ali a celebrar o dia em que a Mãe se fez real, tal qual, e
escolheu
Portugal para se mostrar ao mundo. Nossa senhora de Fátima, a Mãe
que veio junto e os ajuda sempre.
Nota-se no ar uma religiosidade
forte. Religião significa religar-se com os
Céus, é isso que ali se vê. Como se a Mãe descesse dos céus e a
todos cobrisse com o seu Sagrado Manto.
Depois, como em Portugal, as
festas se prolongam pelo resto do dia e grande
parte da noite: muita comida típica, muitos ranchos folclóricos,
alguns vindos
de Portugal especialmente para os eventos. Não faltam cantares
portugueses a
animar estas festividades.
Assim é o mês de Maio: primeiro
domingo, para os que, como eu, têm
suas mães residindo em Portugal, é tristonho, sente-se realmente o
peso da palavra saudade.
Depois vem o treze de Maio já
mais alegre, é dia de louvar, agradecer à Mãe
de todas as mães, à Mãe maior, a Mãe de todos nós.
Boas festas, feliz dia 13 de Maio para todos os portugueses
residentes em Portugal ou em países de acolhimento.
Lita Moniz
Residente em São Paulo
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