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Há dias encontrei uma senhora na rua,
com um saquito na mão, vinda da farmácia muito triste, porque não
pôde comprar todos os medicamentos que o seu médico lhe
prescrevera. Disse ela e com razão, que os 236 Euros que recebe de
reforma não lhe chegam para as despesas correntes do seu dia a
dia. E até na comida tem de cortar alguma coisinha.
Outra senhora também já idosa e viúva,
disse-me pelo telefone: - Olhe D. Clarisse já estou a partir os
comprimidos ao meio … Isto para ver se me duram mais tempo, pois
os medicamentos estão subindo todos os dias e até penso que estão
a fazer os comprimidos mais pequeninos.
Que vida sem sabor, estão a passar
alguns idosos que trabalharam uma vida inteira e se vêm, agora,
numa situação desanimadora.
Em contraste, “um jovem de 18 anos
recebe 200 Euros do Estado para não trabalhar.” (isto li eu há
dias na Internet). Assim como esta que parece anedota:
“Um conjugue para se divorciar, basta dizer: - Vou pedir o
divórcio, já não gosto de ti…”
Há tempos andaram a distribuir
Computadores pelas Escolas, que acho muito bem, mas que os alunos
não os levem para casa, para no seu quarto de dormir servirem de
lição perniciosa…
O que eu desejava mais lembrar e até
deixar, aqui, bem gravado é o fato de haver doentes em cadeiras de
rodas a quem lhes foi oferecido, por caridade, um Computador, mas
não têm possibilidades econômicas de ter Internet para se
distraírem e até para se instruírem mais, e porque não? Conheço
uma senhora que é poetisa que, fazendo a sua vida numa cadeira de
rodas, tem um Computador e gostava muito de ter a Internet.
O governo não entenderá que estas pessoas deveriam ser ajudadas a
suavizar-lhes mais o fim das suas vidas? Pensem senhores
governantes nestas faltas que dariam um pouco de alegria aos que
sofrem numas cadeiras de rodas, sem poderem movimentarem-se à sua
vontade!
À Portugal Telecom deixo também um apelo
para que se lembre destes infelizes que vivem nas cadeiras… Façam
o favor de os isentar da taxa da Internet. Seria uma obra de
caridade muito linda e de muita admiração do povo português.
Também Deus ficar-vos-ia grato por esta generosa dádiva.
Clarisse Barata
Sanches
De Góis – Portugal
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