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Por Clarisse Barata Sanches


Sexta-feira | 16 MAI 08

“Vidas Penosas e um apelo à Portugal Telecom”

Sociedade Portuguesa

Há dias encontrei uma senhora na rua, com um saquito na mão, vinda da farmácia muito triste, porque não pôde comprar todos os medicamentos que o seu médico lhe prescrevera. Disse ela e com razão, que os 236 Euros que recebe de reforma não lhe chegam para as despesas correntes do seu dia a dia. E até na comida tem de cortar alguma coisinha.

Outra senhora também já idosa e viúva, disse-me pelo telefone: - Olhe D. Clarisse já estou a partir os comprimidos ao meio … Isto para ver se me duram mais tempo, pois os medicamentos estão subindo todos os dias e até penso que estão a fazer os comprimidos mais pequeninos.

Que vida sem sabor, estão a passar alguns idosos que trabalharam uma vida inteira e se vêm, agora, numa situação desanimadora.

Em contraste, “um jovem de 18 anos recebe 200 Euros do Estado para não trabalhar.” (isto li eu há dias na Internet). Assim como esta que parece anedota:
“Um conjugue para se divorciar, basta dizer: - Vou pedir o divórcio, já não gosto de ti…”

Há tempos andaram a distribuir Computadores pelas Escolas, que acho muito bem, mas que os alunos não os levem para casa, para no seu quarto de dormir servirem de lição perniciosa…

O que eu desejava mais lembrar e até deixar, aqui, bem gravado é o fato de haver doentes em cadeiras de rodas a quem lhes foi oferecido, por caridade, um Computador, mas não têm possibilidades econômicas de ter Internet para se distraírem e até para se instruírem mais, e porque não? Conheço uma senhora que é poetisa que, fazendo a sua vida numa cadeira de rodas, tem um Computador e gostava muito de ter a Internet.
O governo não entenderá que estas pessoas deveriam ser ajudadas a suavizar-lhes mais o fim das suas vidas? Pensem senhores governantes nestas faltas que dariam um pouco de alegria aos que sofrem numas cadeiras de rodas, sem poderem movimentarem-se à sua vontade!

À Portugal Telecom deixo também um apelo para que se lembre destes infelizes que vivem nas cadeiras… Façam o favor de os isentar da taxa da Internet. Seria uma obra de caridade muito linda e de muita admiração do povo português. Também Deus ficar-vos-ia grato por esta generosa dádiva.

Clarisse Barata Sanches

De Góis – Portugal


 

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