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Nosso Projeto de Lei proibindo a
deposição de lixo reciclável no aterro – garantindo assim a
integralidade de seu aproveitamento - é um importante plano de
manejo do nosso urbano, designando o aproveitamento imediato da
totalidade destes materiais. Para envio não aos depósitos ou
lixões, mas para centrais de reciclagem, exigindo-se inclusive a
separação dos volumes aproveitáveis quando da deposição da coleta
comum. E reciclando entulhos para construir e até pavimentar, como
ensinou a Poli-USP, para salvar o mundo.
A cidade que conquistou para sua gente
um ambiente saudável e agradável não pode falhar na missão da
coleta do lixo reciclável. Que são dois terços de tudo o que se
enterra - no processo que se exige aplicado a três terços, ou
seja, todo o lixo precisa voltar a ser produto, inclusive o
orgânico. É possível fazer isto, basta atender a uma das
principais – senão a principal – missão humana em nossos dias.
Assim, reciclando, economizamos energia
na produção, reduzindo a poluição e o gasto de matérias primas
findas. Mais ainda, ganhamos espaço nas vastas áreas que ficam com
este lixo enterrado. Em São Paulo, Capital, o Decreto 40.075 exige
o uso de agregados reciclados em todas as obras de pavimentação de
vias públicas. Vamos implantar aqui esta norma? Mas “pisamos na
bola” quando a coleta de recicláveis foi suspensa por seis meses,
muito menos pelo material não-coletado do que seu significado. Que
foi o na perda de credibilidade na Santos que outrora ingressou no
projeto Cidade Saudável e se integrou às ações ambientais na
Agenda 21.
Santos é a cidade hoje que menos coleta
recicláveis na região, que tem o maior custo de coleta do país, 27
vezes o de Londrina. É preciso radicalizar, revolucionar e
transformar essa massa amorfa que não responde às exigências da
atualidade – para reduzir estes custos e contribuir com o
ambiente, retornando às manchetes.
A “modernidade” não pode ser apenas a
extinção de funções, mas a implantação de uma ação cultural
positiva. Precisamos cobrar de nós mesmos, da Prefeitura, das
empresas, dos condomínios, a separação do lixo. Precisamos
instalar pontos de coleta, organizar programas de coleta em
escolas, eventos culturais, enfim. Vamos reciclar? Este pode ser
um lema divulgado e ensinado como uma nova lição.
Ademir Pestana
Vereador do PSB em Santos
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