|
Sabemos muito bem, que a escolha de uma
carreira, influencia o indivíduo no seu trabalho, no
relacionamento com as pessoas, ou até mesmo no que cada um
reconhece como expectativa de crescimento.
Atualmente presencio um momento um tanto
quanto crucial, em uma das empresas que presto serviços. Para
explicar melhor, vamos analisar alguns fatos!
É muito diferente falarmos de carreira
profissional enquanto pessoas; e falarmos de gestão de carreira
enquanto organizações.
Simplificando alguns aspectos, esta
organização se encontra em total defasagem no que se refere a
aspirações positivas com seus colaboradores, visto que como está
em processo de unificação de marca, reformulação de produtos e
mudanças de estratégia, não se atentou ao fato de que essas
informações poderiam explodir como uma “bomba” dentro da
organização, sendo que inadvertidamente, seus funcionários
começariam a perceber que as demissões seriam generalizadas, e o
que é pior, poderiam acontecer num momento em que muitos estavam
em pleno desenvolvimento de sua carreira profissional, com
expectativas altíssimas, incluindo até mesmo a avaliação de seus
próprios desempenhos dentro das atividades que vinham realizando.
As organizações em processo de mudança
acabam por esquecer, de um fator extremamente importante na tomada
de decisões, que é o seu colaborador; sendo que antes deste
indivíduo ser àquele que executa atividades em sua rotina de
trabalho, é aquele que também possui projetos de carreira; que
necessita da vivência de oportunidades e que indiscutivelmente
detém interesses próprios para seu desenvolvimento.
É necessário que ao implementar um novo
plano de negócios, ou uma mudança desse porte, que a área de
Gestão de Pessoas, juntamente com a Diretoria, “abram” seus olhos
para o fato de que não deve existir funcionários que gostem de seu
trabalho, mas que só consigam ter percepção de futuro em outras
organizações.
Neste caso, é fácil diagnosticarmos o
desenrolar da história, pois com certeza, a organização acabou por
definir “novos tempos”, mas esqueceu de criar as “novas
oportunidades”.
Enganam-se aqueles que acham que a
carreira é uma evolução de cargos que se deve ocupar dentro de uma
organização!
Nos dias atuais, isso não funciona mais,
visto que aqueles tão famosos níveis hierárquicos, vêm sendo
substituídos pelos denominados níveis intermediários, que com
certeza, através do passar dos tempos, também serão mera teoria.
Cada um deve empunhar sua própria carreira, como uma espécie de
auto-avaliação de tudo o que tange suas necessidades, interesses e
até mesmo objetivos que formulem o que lhes é fundamental para que
se possa competir nesse mercado tão exigente; principalmente
quando os assuntos são: habilidades, autoconhecimento, mensuração
de resultados e capacitação.
Já parou para pensar que dependendo do
enfoque que acondiciona à sua carreira, você pode estar ampliando
suas oportunidades enquanto indivíduo?
Posicionar é a palavra de ordem! E neste
caso, estamos definindo um conceito que vale
tanto para o indivíduo como para a organização.
Fica muito claro, que neste exemplo
citado acima, se a organização tivesse se posicionado de forma
adequada com seus colaboradores, hoje, não haveriam tantos pedidos
de demissão, e falta de perspectiva de muitos dos funcionários.
Enquanto indivíduos podemos almejar o sucesso em nossas carreiras,
através das reflexões que fazemos na identificação de nossas
melhores aptidões; e enquanto empresa, devemos reconhecer um
processo de gestão de carreiras à medida que praticamos
“oportunidades de sucesso”.
Não podemos esquecer que o que dá
sustentabilidade a um negócio ou a uma escolha de carreira, não é
o tamanho ou a proporção do investimento, mas sim à forma como
todo este processo foi conduzido. Uma organização pode conduzir
seu colaborador a uma carreira de sucesso, à medida que os
interesses são conciliados as necessidades de ambos os lados; mas
não pode conduzir um processo de mudanças sem estruturação a um
indivíduo que se posiciona diante de oportunidades sustentáveis
para sua carreira.
Simone do Nascimento
da Costa
Universidade Metodista de São Paulo,
Graduação Tecnológica em Gestão de Recursos Humanos e escreve para
o Mundo Lusíada Online.
|