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A título
meramente informativo, descrevo abaixo matéria originária do site
da Agência Lusa, aqui editada por mim, relacionada com a abertura
do banco da Caixa Geral de Depósitos (CGD), no Brasil, seguida do
meu comentário.
Conforme
noticiado pela Agência Lusa em 29 de Fevereiro a Caixa Geral de
Depósitos (CGD), maior banco de Portugal, o Conselho Monetário
Nacional (CMN), do Brasil, responsável pela regulação do mercado
financeiro brasileiro, autorizou a transformação do escritório da
CGD em São Paulo em um banco universal, anunciaram no dia anterior
autoridades brasileiras do sector.
O CMN,
aprovou também a entrada de outros dois bancos estrangeiros no
país: o Lehamn Brothers e o Yamaha, ligado ao fabricante de
motocicletas com esta marca.
Os bancos
estrangeiros são autorizados a operar no mercado brasileiro apenas
com a permissão das autoridades monetárias e com um decreto
presidencial que reconheça a importância estratégica da operação,
segundo a legislação do país.
O projeto
brasileiro da CGD, segundo revelou recentemente um representante
da instituição à Agência Lusa, inclui a abertura de um banco de
investimentos para atuar em fusões e aquisições, além de operações
de crédito com agências multilaterais.
Em setembro
de 2005, a CGD vendeu a participação de 12% que tinha no capital
do banco Unibanco, por meio de uma oferta pública no mercado
acionário.
A operação
rendeu ao banco português um ingresso de R$ 1,765 bilhões de Reais
(cerca de 706 milhões de euros).
As ações
foram adquiridas por 1.415 investidores, sobretudo 932 pessoas
físicas, 219 fundos de investimentos, 119 companhias seguradoras e
56 clubes de investimentos.
A
participação da CGD no capital do banco brasileiro foi adquirida
no fim de 2000, quando os portugueses venderam o Banco
Bandeirantes ao banco Unibanco, por meio de uma troca de ações.
Também
conforme noticiado pela Agência Lusa em 03 de Março, a operação no
Brasil da Caixa Geral de Depósitos (CGD) terá um capital inicial
de R$ 100 milhões de reais (cerca de 40 milhões de euros), disse à
Agência Lusa um responsável pelo processo.
José
Valentim Barbieri, presidente do Banco Interatlântico, banco
português do grupo CGD, salientou que o banco múltiplo da CGD, no
Brasil, cujo funcionamento ainda depende de um decreto do
presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,
será voltado para o segmento empresarial.
"Esse
decreto presidencial, última de três etapas necessárias para a
autorização de abertura desse banco universal, não tem data para
acontecer, mas esperamos que seja célere", afirmou.
Antes da
autorização do CMN, a autorização para a abertura de um banco
universal pela CGD já havia sido concedida igualmente pela direção
do Banco Central do Brasil.
Barbieri adiantou ainda que o banco universal da CGD no Brasil
deverá atuar inicialmente apenas nas carteiras comercial, de
investimentos e de câmbio, para remessas de estrangeiros.
O capital
inicial de R$ 100 milhões de reais "é mais do que o dobro" exigido
pelas autoridades brasileiras para a operação de uma instituição
financeira estrangeira nas carteiras comercial, de investimento e
de câmbio, salientou.
"Teremos
capital suficiente para atuar em todas as áreas financeiras, mas
vamos primeiro consolidar a operação no segmento empresarial",
disse.
A
autorização permitirá ainda a abertura de mais agências em todo o
Brasil, mas o projeto inclui inicialmente apenas a consolidação da
representação da CGD em São Paulo.
Meu comentário:
Isto posto,
comentando a matéria em epígrafe, saliente-se que em defesa dos
interesses financeiros da Comunidade é de capital importância que,
oportunamente, sejam abertas agências da Caixa Geral de Depósitos
(CGD), nas principais capitais de Estados brasileiros onde exista
maior concentração de Emigrantes portugueses, como São Paulo, Rio
de Janeiro, Recife, Porto Alegre, etc., pois presume-se que a
melhor atenção será prestada, particularmente no atendimento aos
Emigrantes, não só no que refere às suas economias e investimentos
no Brasil quanto em Portugal, bem como no que se refere às suas
Aposentações, Reformas e/ou Pensões originárias de Portugal e aqui
recebidas atualmente através do banco Unibanco, que tem
exclusividade para essa prestação de serviço bancário sem que seja
do inteiro agrado das pessoas que o utilizam para tal fim.
Atente-se
ainda que as operações de câmbio e transferências, inclusive as
remessas de divisas, feitas pelos Emigrantes, destinadas a
Portugal quer seja face a interesses empresariais ou em
investimentos na poupança, na construção civil, na aquisição de
imóveis ou até direcionadas a outros bens, incluindo-se, ainda, as
verbas enviadas regularmente para ajudar familiares lá residentes,
certamente passarão a ser vistas com outros olhos, mercê da
confiabilidade pública que a CGD nos oferecerá, haja vista o
conceito em que é tomada há tantas décadas, até porque se trata de
uma instituição bancária pertencente ao Governo português.
Destarte,
seria desejável que dispuséssemos, o quanto antes, dessa opção de
serviços bancários que não só seria da maior importância para os
Emigrantes como até quiçá seja mais um veículo de integração e
aproximação entre os dois países, mormente no que tange às
operações financeiras legais. Então será fundamental que o
presidente Lula decrete no sentido de, em caráter prioritário,
viabilizar a entrada em função da Caixa Geral de Depósitos, no
Brasil. Afinal, a CGD, então representada pela Agência Financial
de Portugal, já existiu à Av. Presidente Vargas nº 62, no Rio de
Janeiro, localizada no andar térreo do prédio onde, à época, ao 3º
e 4º andares, também se encontrava localizado o Consulado Geral de
Portugal no Rio de Janeiro sendo que depois passou a ser
representada pelo Banco Bandeirantes e que, por outros interesses
específicos, relatados à matéria acima, posteriormente foi vendido
ao banco Unibanco, o que, de alguma forma retraiu os investimentos
financeiros da Comunidade.
Em suma,
que seja bem-vinda a Caixa Geral de Depósitos neste país não só
pelo bem que trará para a Comunidade mas também porque, afinal de
contas, presume-se que, por razões óbvias, também é desejada.
Afinal, a CGD, recorde-se, é o maior grupo bancário e segurador
português, com vasta presença internacional, particularmente
relevante em países ou territórios com laços culturais ou
comerciais mais fortes com Portugal, ou com um elevado potencial
de crescimento econômico. ... E ressalve-se que isto não é
propaganda mas sim e tão simplesmente a notícia pela notícia.
Gaspar Nunes
Rio de Janeiro
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