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Conforme
publicado no blogspot da Embaixada de Portugal em Brasília
na última 5ª feira, dia 27,
teve lugar nessa mesma tarde, na chancelaria da
Embaixada, o sorteio das listas candidatas às eleições para o
Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) no
Brasil, para a atribuição, a cada lista, de uma letra que a
identificará nos boletins de voto, no escrutínio que terá lugar no
dia 27 de Abril.
CONFIRA AQUI.
(Conselho das Comunidades Portuguesas: Eleições: Divulgado sorteio
das Listas para o CCP)
Pelo que se
observa, apesar de o número de Conselheiros no Brasil ter
ficado restrito a um total de 8 (oito), “tudo continuará como
dantes no quartel de Abrantes”, haja vista que, pelas razões que
já descrevi antes, em alguns dos meus artigos recentes, onde está
claro que, face às influências do poder econômico, prevalecerá,
inevitavelmente, a tendência de que os eleitos sejam os candidatos
de sempre, que inclusive vêm como Conselheiros desde o
1º Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) eleito em
1996 e reeleitos em sua maioria em 2003, os quais insistem em lá
continuar, donde se deduz que querem lá permanecer eternamente sem
que, portanto, dêem chance aos novos, ou seja, ao CIDADÃO COMUM.
Destarte, não é de bom augúrio o futuro que se avizinha no que
concerne às carências da Diáspora até por que no âmbito da
mesma não há um bom conceito quanto a uma retrospectiva de
resultados positivos resultantes da acção desses senhores, onde,
lamentavelmente, sempre prevaleceu a vaidade pessoal. É uma pena
que se presuma que o continuísmo se confirmará e não só a nível de
Brasil. Como tal, a meu ver, a realidade que se vislumbra não é
nada promissora. Entretanto, embora aparente ser pura ingenuidade,
na verdade espero que desta vez a “coisa” funcione, até porque,
por lei, 1/3 do Conselho das Comunidades será formado por
mulheres e, quem sabe, isso não será um factor positivo, fazendo a
diferença. ... A ver vamos!!!
Entretando,
que se me perdoe o desabafo pois devo dizer da minha decepção com
algumas pessoas, que até fazem parte do meu círculo de amizades,
que acreditei (e até incentivei) serem candidatos em potencial e
que até haviam manifestado publicamente a intenção de se
candidatarem, inclusive com grandes possibilidades de serem
eleitos. Pois é! ... Desistiram para lá do meio do percurso apenas
com a alegação da dificuldade de conseguir as 250 assinaturas de
cidadãos Emigrantes com inscrição consular, obrigatórias
para oficializar a inscrição da lista respectiva, o que não me
parece justificativa plausível em se tratando de pessoas com bons
relacionamentos no âmbito da Comunidade, que mais não seja
pela sua militância nas Associações Portuguesas existentes no
Estado do Rio de Janeiro.
Finalmente, só porque não foi atingido o
seu objetivo, não posso aceitar e, como tal, condeno as
manifestações contraditórias ao dizer-se taxativamente que o
CCP não serve para nada. Ora, mas como?! ... Isso me faz
lembrar uma fábula de Esopo intitulada de “A Raposa e as
Uvas”, Conhecem? ... Creio que alguns dos amigos e leitores já
a conhecem mas, para os que não conhecem, vou contar: – “Uma
velha raposa faminta entrou num terreno onde havia uma parreira,
cheia de uvas maduras, cujos cachos estavam pendurados bem alto,
acima de sua cabeça. Porém, a velha raposa não resistiu à tentação
de comer aquelas uvas tão apetitosas e pulou, pulou, ... mas, por
mais que pulasse, não conseguiu abocanhá-las. Cansada de pular,
olhou pela última vez os apetitosos cachos e disse: – Aaaah, estão
verdes ...! ... E foi-se embora seguindo o seu caminho
errante.” ...
Moral da história: – “É fácil desdenhar
daquilo que não se alcança”.
Embora não seja nada pessoal, que valha
pelo desabafo e que enfie a carapuça a quem ela couber!
Esta é mais uma opinião de um CIDADÃO
COMUM.
Gaspar Nunes
Rio de Janeiro
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