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Inadvertidamente, somos dominados por
momentos que definem nossas relações com o mundo, porém somos
solícitos às situações que nos colocam como propulsores das novas
idéias; administradores na área do empreendedorismo; coletores das
mais diversas informações e “Ilmo.Srs.” ou quem sabe,
“Excelência”, quando somos ilustres na arte de fazermos parte de
uma organização. Não existem termos conotativos neste caso, pois o
colaborador, reconhecido em seus talentos e potencializado em seus
conhecimentos, nada mais é que a intensidade adequada para se
alcançar o sucesso!
A organização é reduto de um ambiente
saudável e inovador, à medida que utiliza como primeira regra a
“sabedoria” de como receber seu colaborador.
As concepções de que um breve relato da
história da organização, com treinamentos específicos sobre a área
em que o profissional irá atuar, já são meramente práticas, que no
mínimo, deveriam ser consideradas “comuns e necessárias”. O
momento com repercussão ao estratégico, nos convida a sermos mais
que óbvios, e transformamos a chegada de um colaborador em um
evento proposto à receptividade, exposto a consciência de um
contexto acolhedor que será delineado pela capacitação e
valorização de seus talentos.
Mais do que realizar atividades que nos
dão prazer e satisfação, a idéia de uma gestão eficaz precisa
conter princípios de contribuição e colaboração destinados a
manter padrões de aprendizagem contínua no contexto
organizacional.
A promoção de oportunidades só acontece
quando existe valorização das pessoas, e as grandes disseminações
dos negócios de uma organização apenas prosperam quando o trabalho
de cada colaborador é posicionado ao compasso de uma política que
transforma obrigação em desenvolvimento de habilidades;
monitoramentos, em perfis definidos; ou ainda, competências que
passam de simples domínios de conhecimento, para uma
contextualização de novos valores e atitudes.
Quando objetivamente pensamos que uma
organização deve abrir as “portas” para seus colaboradores,
devemos nos lembrar que, enquanto indivíduos, não reconhecemos
contextos com pilares de crescimento, quando sugestionados a uma
idéia multifacetada de “jornada de atividades”; mas em
contrapartida, quando somos direcionados a um canal aberto de
comunicação, trabalho em equipe, integração, respeito e conduta
ética, conseguimos compreender nossa organização, como difusora de
talentos versus excelência.
O título deste artigo deveria ser uma
franquia múltipla promovida nos quatro cantos do mundo, pois se o
reconhecimento do talento humano contextualiza projetos com
visibilidade de grandes diferenciais no mercado, teríamos proposto
uma ação que efetivaria, por completo, a consciência de evolução e
mobilidade que devemos conceber face às vertentes de um mercado
que é detentor de uma incalculável diversidade de talentos.
Que este convite a um condicionamento
criativo e estratégico possa ser percebido como o gerenciamento
mais bem sucedido destes novos tempos.
É muito mais fácil administrarmos
talentos solidificados, por diferenciais que lhe foram atribuídos,
do que conquistarmos equipes, que em vez de grandes idéias ou
desenvolvimento de novos métodos passaram a maximizar os erros da
organização, pelo simples lapso de “processos engessados”.
O colaborador é parte da organização, quando desvinculado da idéia
do “sempre constante”.
Não existem ações ditadas, mas sim
planejadas; da mesma forma que não existem talentos sustentáveis
em organizações sem consciência da “flexibilidade”, pois o que os
promove e garante compromisso com resultados, é exatamente o
“movimento” que prevê novos desafios e novas responsabilidades.
Dar “movimento” à organização é
substituir regras por estratégias; ambientes sob constante pressão
por ambientes descontraídos; cobrança de prazos em otimização do
tempo, lideranças autoritárias em tomadores de decisão influentes.
O “suficiente”, já é muito pouco; mas
caso ainda não tenham conseguido detectar falhas, é fundamental
que parem por um instante, e olhem para as “vigas” que sustentam
suas organizações. Essas “vigas”, não são seus departamentos, pois
neste caso estaríamos falando de um “todo”. Se atente para a viga
“colaborador” (ser humano), pois é ela que mapeará todas as
necessidades de desenvolvimento e sustentabilidade que sua
organização possui.
Não comece pelas beiradas, se atente a
dinâmica de um gerenciamento que deve ser pautado na investigação
de um resultado que só acontecerá, mediante ações focalizadas e de
mútuo enriquecimento.
Simone do Nascimento
da Costa
Universidade Metodista de São Paulo,
Graduação Tecnológica em Gestão de Recursos Humanos e escreve para
o Mundo Lusíada Online.
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