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Baseado em uma matéria publicada ao site
Notícias Lusófonas diretamente relacionada com os interesses
da Diáspora, transcrevo a abaixo, exclusivamente a título
meramente informativo, alguns trechos da mesma em edição de minha
autoria, seguidos do meu comentário.
O Consulado Virtual, sistema que disponibiliza aos
portugueses residentes no estrangeiro serviços via Internet, é
desconhecido para a maior parte dos Emigrantes e os poucos que o
utilizam queixam-se do tempo de espera pela senha de acesso.
Lançado a 13 de Novembro do ano passado pelo
governo e uma das "bandeiras" do Secretário de Estado das
Comunidades Portuguesas, António Braga, o Consulado Virtual (www.consuladovirtual.pt)
consiste num sistema que permite aos emigrantes tratar, através da
Internet, de todos os documentos que não impliquem a presença
física no Consulado.
Além de marcarem o atendimento nos Consulados, os
portugueses residentes no estrangeiro podem pedir, via Internet,
Certidões de Nascimento, Óbito, Casamento, Bagagem, Residência e
Importação de Automóvel e Pedido da Nacionalidade Portuguesa.
Dois meses após ter sido criado, a Agência Lusa
falou com membros das Comunidades Portuguesas em vários países,
que afirmaram que os Emigrantes desconhecem este serviço devido à
fraca divulgação.
O Consulado Virtual só permite o tratamento dos
documentos que não implicam a presença física nos Consulados. O
Bilhete de Identidade e os Passaportes têm que ser tratados
diretamente nos postos consulares e até os vistos, que podem ser
pedidos pela Internet, não evitam uma deslocação ao Consulado, na
altura de os ir buscar.
O desconhecimento da existência do Consulado
Virtual talvez justifique o reduzido número de senhas de acesso
pedidas até ao momento em todo o mundo.
Até a data da publicação da matéria original, de
acordo com a Secretaria de Estado das Comunidades, desde novembro
foram pedidas pouco mais de 800 senhas.
Assim, tendo em conta que em todo mundo vivem
aproximadamente cinco milhões de portugueses e luso-descendentes,
a percentagem de adesão é de apenas cerca de 0,2 %.
Do reduzido número de Emigrantes que aderiu ao
serviço, muitos queixam-se do tempo que tiveram que esperar para
ter acesso à senha de acesso, código pedido junto ao Consulado
onde estão inscritos, sendo esta a única forma de utilizar o
Consulado Virtual.
Quando foi apresentado, o Secretário de Estado das
Comunidades disse que o Emigrante iria receber num prazo entre
oito a 10 dias os códigos de acesso, via correio, na sua morada.
Os deputados do PSD eleitos pelo circulo da
emigração apresentaram um requerimento na Assembléia da República,
no qual questionavam o Governo sobre a "efetiva" entrada em
funcionamento do Consulado Virtual.
Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades
esclareceu que "o processo de consolidação do Consulado Virtual
junto aos utentes não é imediato, uma vez que o tipo de informação
veiculada é pessoal e confidencial exigindo níveis de
personalização incompatíveis com a sua imediata utilização".
Baseando-me em opiniões de alguns ditos “líderes”
das Comunidades Portuguesas especificamente da Suíça,
da Alemanha, da França, do Canadá, dos
Estados Unidos e do Brasil, as quais corroboro, destaco
o seguinte:
Embora se presuma que o Consulado Virtual
tenha pouco sucesso juntos aos Emigrantes, principalmente
da primeira geração, que têm atualmente entre 60 a 70 anos de
idade, e preferem pedir diretamente os documentos, quando os
Emigrantes se deslocam ao Consulado deveriam lá ser informados
sobre a existência desse serviço virtual. De fato, os
Emigrantes e Luso-descendentes deveriam estar
informados sobre essa realidade, uma vez que evitar-se-ia
deslocações aos postos consulares e tempo de espera para serem
atendidos, cabendo aos Consulados a divulgação.
Atente-se que este instrumento não tem em conta a
realidade da Emigração Portuguesa, uma vez que a maioria
não tem computador e nem sabe utilizar a Internet e que o
Consulado Virtual é "pouco falado" entre os Emigrantes,
cuja maioria nem sequer sabe que ele existe. Aliás,
considerando-se que mais de 50% dos atos não podem ser feitos pela
Internet, exigindo a presença dos utentes nos Consulados, o
que é inevitável, isso não invalida a validade desse serviço,
dentro das suas limitações, haja vista que o serviço será
utilizado pelas novas gerações para pedirem a Nacionalidade
Portuguesa.
O fato de ainda haverem poucas pessoas a pedir a
senha de acesso ao Consulado Virtual e pese o fato de que
aquelas que a pedem esperam muito para recebê-la, o maior problema
é a falta de divulgação desse serviço. De resto será apenas uma
questão de que o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
tome uma atitude urgente para que seja providenciado o
aperfeiçoamento necessário a fim de que esse serviço funcione
normalmente evitando-se dessa forma burocracias desnecessárias.
Obviamente, o papel dos Consulados será sumamente
importante providenciando a necessária divulgação junto aos órgãos
de informação (Jornais, Rádios, etc.) e às próprias Associações do
âmbito das Comunidades de sua jurisdição. Também seria
relevante a divulgação na RTP internacional (RTPi), mal
grado o acesso à mesma seja privilégio de poucos, mas esses poucos
acabam por espontaneamente colaborar na divulgação que mais não
seja em papos de bares e outros locais públicos em encontros
ocasionais.
Pois bem, para encerrar, ... atente-se que o
Consulado Virtual já está funcionando há mais de quatro
meses e consta que os deputados pela Emigração José Cesário,
Carlos Gonçalves e Carlos Páscoa referiram que o
serviço "não funciona" e que há Emigrantes que pediram a
senha uma semana após a entrada em funcionamento do Consulado
Virtual e ainda não a receberam. Pois bem, será que eles
fizeram tudo o que está ao seu alcance para que a “coisa” passe a
funcionar a contento e para felicidade geral, hein? ... Então
estão à espera do quê? ... Vamos lá deputados, façam algo de
prático pois é para isso que são regiamente pagos! ... E os
Conselheiros das Comunidades Portuguesas, hein? ... Por onde andam
eles que parece nem existirem? ... Valha-nos Deus, amém! ... Vamos
lá gente, enfiem essa carapuça!!!
Gaspar Nunes
Rio de Janeiro
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