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Uma organização que realiza uma nova
contratação deve compreender que além de um “ser humano”, está
contratando um indivíduo com anseio por oportunidades.
É evidente que este colaborador
necessita de um salário, mas além das notas ($), procura uma
organização que queira mantê-lo em seu quadro de colaboradores, e
que possa dispor de outros benefícios como: um programa de
qualidade de vida, promoções, comissões por desempenho e
resultados, premiações, treinamentos de capacitação e até mesmo,
oportunidades de carreira.
A valorização de cada colaborador no
contexto organizacional é imprescindível, à medida que cada um
deve ser tratado na sua particularidade. Para isso seus gestores
(líderes), não devem desenvolver uma linguagem que valorize apenas
os números, visto que a liderança coerente acontece a partir de
uma comunicação que promova discussões em grupo, que crie o
espírito de equipe, e que resulte num modelo de organização
competitiva e produtiva.
Quando existem estímulos, os resultados
positivos são conseqüências decorrentes de um trabalho vinculado a
práticas saudáveis dentro da organização.
É necessário, deixar os gráficos com
demonstrações de crescimento através de porcentagens e quantidades
para um segundo momento, pois os colaboradores de uma organização
precisam da “explosão do reconhecimento”; aquela que indica sua
evidente colaboração junto à empresa.
Vamos optar pelos gráficos com
demonstrações de “diferenciais” no contexto organizacional.
Demonstrem que através da “interação” de determinado setor, foram
agregados resultados relacionados à capacidade de soluções rápidas
por problemas manifestados pelos clientes; ou que através da
“motivação” nas equipes, foi possível contribuir com novas
práticas no que se refere à negociação com os clientes; e que
ainda, através da “flexibilidade”, todos os investimentos da área
de treinamento, se transformaram em recursos de criatividade
utilizados para fixar o produto ao cliente.
Faça seu funcionário sentir-se “único” e “especial”, reconhecendo
cada esforço realizado; cada etapa vencida.
É evidente que esta não é uma tarefa
fácil, mas, por exemplo, de acordo com os treinamentos programados
em sua organização, planeje um evento diferenciado, digamos um
“encontro motivacional”.
Evidencie as conquistas de cada
colaborador na empresa, sempre enfatizando que mesmo aqueles que
ainda não se sobressaíram estão sendo observados, pois a
organização reconhece que muitos estão trilhando novos caminhos
dentro de seu contexto.
Os vídeos motivacionais são ótimos, mas
utilizem também de outras práticas; criando um momento favorável
para que falem de suas próprias vivências profissionais,
relembrando o momento de sua entrada na organização até os dias
atuais.
A organização deve registrar momentos de sua história, sem
esquecer que seus colaboradores fazem parte dela. Desta forma,
criar ocasiões também faz parte de um momento importante no
contexto organizacional, seja para tirar uma simples foto, ou
colher uma imagem do seu colaborador exercendo suas atividades
diárias; sempre se atentando ao fato de que este momento poderá
ser utilizado para surpreendê-lo, por exemplo, em um
“treinamento”.
Faça-os lembrar do sorriso pelo primeiro
salário, do primeiro abraço por uma conquista, das
confraternizações, dos momentos de premiações, da caracterização
de um departamento em virtude de festas comemorativas, do colega
de equipe que lhe deu a primeira ajuda sobre um trabalho a ser
executado, inclusive do colega que com um simples sorriso e um
lindo “Bom dia” mudou seu humor, e não se esqueçam de fazê-los
relembrar dos “acertos”, que vieram depois dos “erros”. Se não
houvesse erros ou dúvidas, para que teríamos a palavra
“aprendizado”? Identifiquem juntos, as qualidades preponderantes
em suas equipes, e em seus departamentos, compreendendo que todas
essas qualidades fazem toda a diferença para a organização.
Não permitam que um Processo de Gestão de Pessoas se transforme em
regras incoerentes, que somente irão podar seus colaboradores; nem
esperem que a área de RH vá aos seus departamentos reconhecer os
funcionários que “VOCÊS” lideram todos os dias.
Sempre devemos buscar nossas
estratégias, compreendendo quais são as missões de nossa empresa e
as estratégias que são necessárias para alcançarmos sucesso nos
negócios, porém latente a este processo devemos compreender que
temos “talentos” em todo o contexto organizacional, e são eles que
formarão uma organização dinâmica e flexível. É exatamente este
“todo”, que nos fará ter dimensão do globalizado, bem como das
oportunidades que deveremos criar. O que deve ficar bem claro, é
que independente de visões pré-estabelecidas, o comprometimento
com o ser humano deve ser sempre a “preocupação maior”. Você
sozinho tem uma capacidade X caso utilize o seu tempo para se
comprometer somente com a organização; mas se usar esse tempo
criando coeficientes de contribuição, para se comprometer em
apoiar também, seus 10 colaboradores, multiplicará esta capacidade
por 10. O que dará mais resultado para a organização?
Não existem profissionais de sucesso em
organizações que pleiteiam apenas “sonhos de papel”; que possuem
aqueles infindáveis projetos, que só gastam tempo e nunca saem do
papel. Os colaboradores de uma organização precisam da
“realidade”, que contém oportunidades de desenvolvimento e que
garantam consistentes carreiras de sucesso.
Não existe estratégia numa organização
que só pede por mudanças, mas não abre caminhos para que isso
aconteça! O primeiro passo é mudar conceitos, compreendendo que o
colaborador é um “parceiro”, que para difundir qualidade de
serviços, precisa ter a qualidade do que é “sustentável”, ou que
para agregar valor a qualquer produto, precisa ser reconhecido
como alguém potencial para sua organização!
O reconhecimento do talento humano não é
só um diferencial em uma organização, mas sim a conquista do
sucesso de qualquer negócio. Deixem seus funcionários serem
“construtores de idéias”; não permitam que sejam expectadores,
pois quem apenas assiste ou observa, não se sente “parte
integrante” de nenhum contexto; seja ele qual for!
Simone do Nascimento
da Costa
Universidade Metodista de São Paulo
Graduação Tecnológica em Gestão de Recursos Humanos
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