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Ao folhear esta manhã o diário carioca
“O Globo”, deparo, atónito, com a seguinte notícia:
Jovem de quinze anos foi presa por
suspeita de roubo e encarcerada, durante semanas numa sala com
vinte homens! O pai, ao ter conhecimento que a filha era molestada
e violada sucessivamente, dirige-se às autoridades e dá
conhecimento à imprensa, apesar da ameaça que foi vítima.
A ocorrência não é inédita, segundo
dizem, no Brasil Nordestino, mas só agora é que as mulheres
violadas na prisão se encorajaram a denunciar.
Esse horror vivido pela menor na cadeia, fez-me recordar o que se
passou, em Abrantes, com cachorrinhos:
Adolescentes, entre os 14 e 15 anos, em
Vale de Rãs, mataram com barras de ferro e tijolos três cãezinhos
que se encontravam guardados em propriedade particular.
Interrogados pela polícia a razão de tal crueldade declaram que
não havia. Pura brincadeira!
Se juntarmos a estas notícias, a da
mulher que foi agredida no Hospital da Universidade de Coimbra e
que veio a falecer devido à agressão praticada por sem abrigo; ao
massacre na escola finlandesa e aos sucessivos assassinatos na
cidade do Porto, concluímos, como diziam os antigos : que o diabo
anda à solta.
Não vou lançar as habituais verrinas à
TV e imprensa sensacionalista, ainda que sejam, em parte,
responsáveis por muitos desatinos; nem à Internet, donde se prevê
grandes males, mas aos pais - porque deixaram de cuidar, como
deviam, da educação dos filhos.
As crianças formam o caráter com a
educadora de infância - e quantas vezes é tudo, menos educadora!
Depois, ao longo dos ciclos escolares, são afeiçoadas consoante a
personalidade dos professores - que podem ser ótimos mestres, mas…
como se pode educar, se há várias educações?
Para o cristão, educar, é seguir as prescrições de Jesus; mas para
o ateu ou seguidor de outra crença, pode divergir e até opor-se às
normas divinas.
Na mesma sociedade, na mesma escola, pode e há professores que
divergem no moda de educar. O que para um é mau, para outro, pode
ser aceitável e até recomendável.
Cabe, portanto, aos pais e não à escola, educar.
No meu tempo de menino ouvia-se afirmar:
que a violência era devido à pobreza e à falta de instrução. Se as
crianças fossem escola, e parte delas se licenciassem, todos os
problemas estariam solucionados.
Puro engano! Os nossos filhos e netos
têm conhecimentos que nossos pais e avós não possuíam. São mais
felizes?
A resposta é: NÃO. Pelo contrário, nunca
houve tanta violência nem tantos assaltos na via publica! Sabem
por quê? É que a salvação da humanidade não reside na cultura nem
na ciência e ainda menos no grau acadêmico; mas na prática da
doutrina do Mestre. O segredo para eliminar a criminalidade, não
está na polícia, nem em câmaras de vigilância, mas em: Jesus.
Mas, os poderosos não enxergam que
quanto mais legislarem contra os Mandamentos de Deus, mais
contribuem para o sofrimento dos povos.
Se querem: segurança, paz e felicidade,
cumpram a Lei divina e tudo o mais será dado por acréscimo.
Humberto Pinho da
Silva
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