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A Alfândega é uma das instituições mais
significativas da estrutura governamental do país, sendo uma das
mais respeitadas e conhecidas pela população brasileira. Sua
atuação é de suma importância para a nossa soberania,
constituindo-se num elemento fundamental para a proteção da
indústria nacional, colaborando eficazmente no combate à
pirataria, ao contrabando e ao descaminho.
O trabalho alfandegário precisa ser
ressaltado, pois é imprescindível na adoção de qualquer política
econômica de ação global, sendo reconhecida a sua atuação no
combate à violência, na preservação do meio ambiente, na proteção
à saúde pública e no relacionamento com os outros povos. São os
servidores aduaneiros, em conjunto com os colegas da Polícia
Federal, os primeiros a estabelecer contato com todo o estrangeiro
que ingressa no território nacional, sendo sua ação um verdadeiro
cartão de visitas, acabando, esse momento, por se refletir em todo
o período de estadia desse cidadão estrangeiro no país.
Com a vinda da família real para o
Brasil a ex-colônia passou a desempenhar o papel de capital do
reino de Portugal, exigindo, por parte do governo, a adoção de uma
série de arrojadas e urgentes providências, absolutamente
necessárias ao funcionamento da máquina estatal, impondo a
instalação de inúmeros órgãos da administração pública. Dentre
eles, a Alfândega foi uma dessas prioridades, em decorrência do
promulgação da carta régia, assinada pelo Príncipe Regente, e que
em 28 de janeiro de 1808, abriu os portos brasileiros ao comércio
com as nações amigas, iniciando formalmente o comércio
internacional, ação imprescindível para o desenvolvimento
econômico do reino. Deve-se ressaltar o fato de que a Alfândega
brasileira passou a existir 14 anos antes da independência,
situação também observada com muitos órgãos da administração
pública, como por exemplo, a Faculdade Nacional de Medicina, a
Escola de Belas Artes, a Biblioteca Nacional e o Banco do Brasil.
A Alfândega tem passado por diversas
fases em sua gloriosa existência. Apesar de sempre estar vinculada
ao Ministério da Fazenda, teve um longo período de relativa
autonomia administrativa, passando a integrar a Secretaria da
Receita Federal por ocasião da sua criação em 1968, tendo
inicialmente seus serviços distribuídos pelas diversas
coordenações sistêmicas que foram implantadas, até que, no início
da década de 90, surgiu o COTAD ? Comitê Técnico de Administração
Aduaneira, que foi o embrião do surgimento da atual COANA ?
Coordenação-Geral de Administração Aduaneira e que passou a
centralizar os serviços aduaneiros espalhados, até então, por toda
a estrutura da Secretaria da Receita Federal.
Também em Portugal, a Alfândega tem
passado por diversas fases de maior ou menor reconhecimento e
valorização, estando envolvida no presente momento numa fase de
preservação de sua memória, relembrando suas tradições, tendo
inclusive promovido a reativação das comemorações alusivas à N. S.
das Alfândegas, de tradição secular e que tinha caído no
esquecimento, voltando a ser alvo de festejos e de congraçamento
entre os aduaneiros. O cartão de Natal enviado neste recente final
de ano pela Direção Geral das Alfândegas, apresenta-nos uma bonita
imagem da padroeira da Alfândega. Isto é apenas um exemplo
presente de como podemos recordar as nossas tradições,
estimulando-nos para um futuro duradouro e promissor.
A direção do Unafisco Sindical está
profundamente engajada e sensibilizada com esta efeméride, tendo
programado diversas iniciativas que decorrerão durante todo o ano
de 2008, objetivando marcar a passagem destes 200 anos, tendo
participado das comemorações que se fizerem realizar em Salvador
neste dia 28 de janeiro, presididas pelo Presidente Lula da Silva,
bem como as realizadas em Belo Horizonte na mesma data, cuja
iniciativa se deve à Delegacia do Unafisco Sindical e à
Superintendência da Receita Federal no Brasil na 6a. Região
Fiscal.
Ao comemorarmos os 200 anos da Alfândega
brasileira é o momento adequado para haver uma refleção sobre esse
glorioso passado, de examinar as dificuldades atualmente
verificadas, identificando-as, e adotar as providências que se
fizerem necessárias para o aprimoramento dos seus serviços,
projetando um futuro que certamente honrará e dignificará este
importante órgão da administração pública perante a nação e junto
a todos os povos com os quais nos relacionamos.
Eduardo Artur Neves
Moreira
Diretor de Assuntos Parlamentares do
Unafisco Sindical - Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da
Receita Federal do Brasil
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