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Artigo » Antonio de Almeida e Silva

21/DEZ/2007

 

Mensagem de Fim de ano 2007

Conselho da Comunidade Luso-Brasileira de S.Paulo

Chegamos ao fim de mais ano, de mais um ciclo das nossas vidas. Foram sonhos cumpridos, desilusões experimentadas, tristezas e alegrias vividas. Esperanças confirmadas, outras frustradas, que agora são renovadas.


Fazemos a retrospectiva do período, mas já com os olhos postos no futuro que se avizinha, na busca de dias melhores e com a esperança viva de mais sonhos a realizar. È a dinâmica da vida, na qual todos nós estamos envolvidos.


Este é também o momento em que desejamos felicidades á todos. Importante, assim, que saibamos o significado verdadeiro do que é felicidade. È que esse estado de espírito, conforme enfatizou o saudoso jurista e filósofo brasileiro Miguel Reale, nunca é permanente ou definitivo porque a vida humana é sempre fluxo em que se alternam, quando não se conflitam, motivos de alegria e de tristeza. No fundo, a conquista da felicidade é uma vitória do espírito do tempo, a formação de um estado de consciência que esteja em harmonia com o momento que vivemos e com tudo aquilo que nos cerca. Isso tudo é para dizer que ninguém pode ser feliz sozinho, sem a alma participante aberta as aspirações coletivas.
As Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo têm exatamente a sua felicidade peculiar, porque têm a alma participante nesse comungar de ideais, anseios, esperanças e emoções que resultam dessa condição singular comum á todas essas pessoas que foram cumprir as suas vidas em terras alheias, deixando escritas com letras de ouro e sangue verdadeiras epopéias, as provações e os imprevistos e, muitas vezes, a renuncia dolorosa de um regresso ao seu país e aos seus entes queridos.


Esta dimensão especial da nossa gente nunca foi uma concepção literária, mas realidade autêntica a sustentar uma imagem forte de alargamento das nossas fronteiras, através da presença grandiosa e realizadora dos nossos emigrantes, que em terras distantes nunca pouparam esforços para vencer. E, que mesmo ausentes da terra onde nasceram continuam a dar provas, pelo trabalho e pela grandeza da alma, de que não romperam com as raízes e têm muito orgulho de serem portugueses.


E, é essa felicidade inerente das nossas Comunidades que precisamos ressaltar nesta ocasião, como elemento aliciante dessa corrente viva de solidariedade que envolve os quase cinco milhões de portugueses que vivem fora de Portugal, e dos elos naturais a essa outra parcela do nosso povo que está dentro de nossas fronteiras, esperando que neste final de ano, todos nós, saibamos reverenciar e comemorar esta condição singular do nosso povo, celebrando a felicidade natural da sua grandeza pelo mundo afora e a preservação dessa igualdade e identidade entre todos os portugueses, cuja única diferença é meramente geográfica.
È preciso que se mantenha essa união imprescindível, evidenciadora de uma força natural que impõe á todos os governantes, não importando a cor partidária ou ideológica, o dever de atuação mais próxima e eficaz no cumprimento de uma política que efetivamente contemple o significado e as necessidades fundamentais das Comunidades Portuguesas .
No que diz respeito à Comunidade Luso-Brasileira é fundamental que se mantenha e incentive, cada vez mais, essa inegável identidade histórica e cultural que une Brasil e Portugal, na afirmação de valores fundamentais que estão na base de uma amizade de séculos que a história iniciou e que agora é nosso desejo preservar.


Nesse diapasão, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo, desenvolve projetos para enfrentar desafios imediatos, no sentido de poder atuar de forma condizente com a grandeza e significado dessa coletividade, especialmente atuando de forma convergente com nossas valorosas e heróicas associações e resgatando uma atuação mais próxima e comprometida com o futuro dos jovens lusos-descendentes.


È com estas considerações e reflexões, que enviamos á todos os membros da Comunidade Luso-brasileira e amigos em geral, o emocionado abraço, desejando um natal cheio de paz, de harmonia e amor, no convívio confortante das suas respectivas famílias.
Que no ano novo que se aproxima todos possam cumprir seus sonhos, na conquista de melhores condições de vida, onde a saúde e a felicidade nunca faltem .Que, sobretudo, o presente seja vivido intensamente.


Nesse sentido, cabe aqui relembrar Dalai Lama : “só existem dois dias do ano em que nada pode ser feito.Um se chama ontem e o outro amanhã. Portanto, hoje é o último dia para amar, acreditar, fazer e, principalmente, VIVER”.


ANTONIO DE ALMEIDA E SILVA
Presidente do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira de São Paulo

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