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21/DEZ/2007
Mensagem de Fim de
ano 2007
Conselho da Comunidade Luso-Brasileira de
S.Paulo
Chegamos ao fim de mais ano, de mais um ciclo das nossas vidas.
Foram sonhos cumpridos, desilusões experimentadas, tristezas e
alegrias vividas. Esperanças confirmadas, outras frustradas, que
agora são renovadas.
Fazemos a retrospectiva do período, mas já com os olhos postos no
futuro que se avizinha, na busca de dias melhores e com a
esperança viva de mais sonhos a realizar. È a dinâmica da vida, na
qual todos nós estamos envolvidos.
Este é também o momento em que desejamos felicidades á todos.
Importante, assim, que saibamos o significado verdadeiro do que é
felicidade. È que esse estado de espírito, conforme enfatizou o
saudoso jurista e filósofo brasileiro Miguel Reale, nunca é
permanente ou definitivo porque a vida humana é sempre fluxo em
que se alternam, quando não se conflitam, motivos de alegria e de
tristeza. No fundo, a conquista da felicidade é uma vitória do
espírito do tempo, a formação de um estado de consciência que
esteja em harmonia com o momento que vivemos e com tudo aquilo que
nos cerca. Isso tudo é para dizer que ninguém pode ser feliz
sozinho, sem a alma participante aberta as aspirações coletivas.
As Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo têm exatamente a
sua felicidade peculiar, porque têm a alma participante nesse
comungar de ideais, anseios, esperanças e emoções que resultam
dessa condição singular comum á todas essas pessoas que foram
cumprir as suas vidas em terras alheias, deixando escritas com
letras de ouro e sangue verdadeiras epopéias, as provações e os
imprevistos e, muitas vezes, a renuncia dolorosa de um regresso ao
seu país e aos seus entes queridos.
Esta dimensão especial da nossa gente nunca foi uma concepção
literária, mas realidade autêntica a sustentar uma imagem forte de
alargamento das nossas fronteiras, através da presença grandiosa e
realizadora dos nossos emigrantes, que em terras distantes nunca
pouparam esforços para vencer. E, que mesmo ausentes da terra onde
nasceram continuam a dar provas, pelo trabalho e pela grandeza da
alma, de que não romperam com as raízes e têm muito orgulho de
serem portugueses.
E, é essa felicidade inerente das nossas Comunidades que
precisamos ressaltar nesta ocasião, como elemento aliciante dessa
corrente viva de solidariedade que envolve os quase cinco milhões
de portugueses que vivem fora de Portugal, e dos elos naturais a
essa outra parcela do nosso povo que está dentro de nossas
fronteiras, esperando que neste final de ano, todos nós, saibamos
reverenciar e comemorar esta condição singular do nosso povo,
celebrando a felicidade natural da sua grandeza pelo mundo afora e
a preservação dessa igualdade e identidade entre todos os
portugueses, cuja única diferença é meramente geográfica.
È preciso que se mantenha essa união imprescindível, evidenciadora
de uma força natural que impõe á todos os governantes, não
importando a cor partidária ou ideológica, o dever de atuação mais
próxima e eficaz no cumprimento de uma política que efetivamente
contemple o significado e as necessidades fundamentais das
Comunidades Portuguesas .
No que diz respeito à Comunidade Luso-Brasileira é fundamental que
se mantenha e incentive, cada vez mais, essa inegável identidade
histórica e cultural que une Brasil e Portugal, na afirmação de
valores fundamentais que estão na base de uma amizade de séculos
que a história iniciou e que agora é nosso desejo preservar.
Nesse diapasão, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado
de São Paulo, desenvolve projetos para enfrentar desafios
imediatos, no sentido de poder atuar de forma condizente com a
grandeza e significado dessa coletividade, especialmente atuando
de forma convergente com nossas valorosas e heróicas associações e
resgatando uma atuação mais próxima e comprometida com o futuro
dos jovens lusos-descendentes.
È com estas considerações e reflexões, que enviamos á todos os
membros da Comunidade Luso-brasileira e amigos em geral, o
emocionado abraço, desejando um natal cheio de paz, de harmonia e
amor, no convívio confortante das suas respectivas famílias.
Que no ano novo que se aproxima todos possam cumprir seus sonhos,
na conquista de melhores condições de vida, onde a saúde e a
felicidade nunca faltem .Que, sobretudo, o presente seja vivido
intensamente.
Nesse sentido, cabe aqui relembrar Dalai Lama : “só existem dois
dias do ano em que nada pode ser feito.Um se chama ontem e o outro
amanhã. Portanto, hoje é o último dia para amar, acreditar, fazer
e, principalmente, VIVER”.
ANTONIO DE ALMEIDA E SILVA
Presidente do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira de São
Paulo
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